Por Tras da Janela
A DANÇA DA VIDA
Deixei para trás o eterno aroma das primaveras
para viver outras estações e aparar o meu sonho.
Deixei os sóis inquietos e a vida que risca, espreme,
modela, retalha e corta sentimentos para observar o
universo inteiro a minha frente.
Guardei a chama da primeira alegria, a audácia do
primeiro beijo, o alvoroço e a pureza das fantasias,
para buscar no claustro das saudades, o silêncio e o
repouso secreto.
Vacilei, muitas vezes, diante das sombras que
toldavam as asas do sonho e faziam desta dança um
efêmero agasalho.
Deixei a estranha rota carregada de amor e de dor e
que de tanto se dar, se perdeu no meio do caminho.
Abracei a vida generosa e, em outro ritmo, outra
harmonia, toquei na essência da alma deixando-me
levar pela bem-aventurança, purificada.
Amigo é remédio da alma! Amuleto mágico que mesmo calado trás confiança e serenidade, preenchendo assim o “buraco negro” de um Vazio interno, onde a solidão se mistura na multidão.
O Pai do Céu não paga nossas contas. Ele apenas nos trás a felicidade, e isto parece tão pouco para o status de nós na terra.
.. MÃOS PARA TRÁS..
Pode ser que o título acima tenha ficado um tanto quanto sem sentido, e as reticências indiquem que haja algo escondido entre as palavras expostas (.. "mãos para cima.. "). Mas foi proposital a escolha e a forma do título, assim como foi proposital as reticências com apenas dois pontos, e não três, como formalmente pregado pela Gramática. O leitor pode até discordar desse meu pensamento, mas é que o terceiro ponto se apresenta como a 'vela' do relacionamento, e suspeito que seja, justamente, o ponto do meio..
E nessa toada de suspeitas, apresento as palavras que antecedem e ocupam o lugar dos dois pontos supracitados: "Jovem algemado com MÃOS PARA ATRÁS deu tiro na própria cabeça, diz PM". Essa é a notícia de hoje no Estadão, sobre um fato ocorrido em 14 de setembro de 2013, no interior de São Paulo, que até o presente momento não teve seu deslinde na Justiça.
Note que, talvez a minha imaginação não tenha sido tão fértil ao tentar propagar as reticências sem o ponto do meio (o suposto "vela"), e então respeito o posicionamento do leitor discordante, mas um jovem algemado com as mãos trás, dentro de uma viatura, e, ainda assim, conseguir sacar um revólver e atirar em sua própria cabeça de cima para baixo, é um acontecimento mais insólito e desconexo que o fruto da minha imaginação sem criatividade.
É só a gente pensar hipoteticamente: o ponto do meio é expulso das reticências, então um policial, após uma revista, prende-o e o coloca, desarmado, dentro de uma viatura, algemado, com as mãos para trás. O ponto do meio, ou o "vela", saca de um revólver que até então não portava, levanta os punhos algemados para trás e atira em sua própria cabeça, pondo um ponto final em sua história..
Antes que digam que estou aqui a defender bandidos, ou, supostos bandidos, não, eu não estou aqui a fazer isso. Só não é de admitir que a sentença criminal seja dada fora do âmbito do Poder Judiciário, em um processo que se encerra de forma célere e unilateral dentro das viaturas, nos calabouços escondidos nas ruas escuras da cidade. Seria o mesmo que admitir que as minhas reticências são a forma correta na Língua Portuguesa, esquecendo-se de todo o legado que construímos no decorrer dos anos.
Fora tudo isso, é importante que os fatos se elucidem, afinal, a pegar pelo título desse texto, não faz sentido jogar as palavras ou os acontecimentos sem um liame, sem uma coerência lógica que justifique a sua ocorrência.
E sem a pretensão de querer estar correto, prefiro seguir o lema do jagunço Riobaldo em Grande Sertão Veredas: "Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa."
A Vida é tão mutua, as vezes ela te trás Paz e as vezes uma solidão, sem explicação e com ela vem o tempo que corre, e que amanhece com outros objetivos e novos sonhos. Havia tanta simplicidade uma Aurora intensamente viva, uma sensação de Paz e aconchego. Quando se pensa o que vai fazer com a sua vida e com o tempo dela, você acaba vendo que a vida é curta e o tempo então, sem palavras!
Sonhos novos vem e os antigos acabam no esquecimento, ouse tornam um novo sonho para o próximo, o cotidiano nem sempre é a mesma coisa, porque se fosse, o tempo teria parado ou seria quem nem um filme no cinema rondando várias vezes ao dia.
Busco meus sonhos
em cada canto que eu passar
e deixo para trás,
o que é apenas peso
para eu carregar.
Bato minhas asas sem medo
porque, se eu cair,
já aprendi a levantar.
A pessoa que trás medo a outra, que assusta, que gosta de entristecer e pisar, um dia ser boa e o outro se má, mostra o seu pobre carater.
Resolvi me soltar, cortar as amarras e me livrar de tudo que me atrasa e me puxa pra trás. Porque viver requer liberdade, requer se desprender quando for preciso.
Sabe porque é ruim deixar pessoas para trás, abandonar relacionamentos fracassados, pessoas que fracassam nossa alegria? Por que é difícil começar uma página em branco, ela nos dá medo, insegurança, incertezas. É como fazer uma redação da escola você nunca sabe por onde começar, parece que nenhuma palavra se encaixa, você se diminui e julga sua própria capacidade em criar. Mas em algum momento uma palavra se encaixa, as frases fluem e os parágrafos se completam. E é assim que a vida vai recomeçando, como na redação, ela vai ganhando frases, parágrafos, páginas e tomando a forma que você da a ela. Não tema páginas em branco, inspire-se nelas. Eu como escritor as amo! São nelas que formulo meu mundo, deixo só quem for merecedor dele e nada menos que isso. O livro da nossa vida tinha que ser escrito assim: Só me magoa, adeus. Só me faz sorrir, fica. Só me atrasa, se vá. Sempre me inspira, fica. Só reclama, manda embora. Ajuda-me, aproxime-se. Derrubou-me, então se afasta. Ama-me, então se aprochegue. Odeia-me, então admire de longe. Quer me acompanhar, caminhe comigo. Quer me entristecer, nem me espere. O que falta é só coragem pra fazer um livro assim.
Saudade...
E de passo em passo,
vamos nos distanciando de tudo,
deixamos para trás
problemas, dores, fracassos,
mas a saudade
que está em meu coração,
segue colada ali,
eu ainda não aprendi a esquecer.
'' Que a gente não tema o barulho do vento, ele também trás chuva, que a gente se fortaleça no dia difícil, afinal é nas batalhas que se conhece um vencedor. E que a gente aprenda que a melhor arma se chama amor... ''
No meio do deserto um eco
Um som ao vento
Passa por ela
E jogando ao ar seu cabelo para trás
Ao ver naquele momento
Um sorriso que se faz destacar a luz do sol
Vejo por forte expressão
A angustia e pressa de sair de lá
Calma menina, calma.
Que o anoitecer estar para chegar.
F.
Ficaram para trás tantas coisas que me desgastavam, levavam minha paz, eu disse: "para trás". Repito isso todos os dias para eu mesma. Meus olhos seguem postos no que esta a minha frente, vejo novas possibilidades e para estas estou me preparando. Muitas vão chegar e ir tal qual chegaram, já outras podem me surpreender e permanecer, para essas oferecerei o melhor que posso ser. Minha dedicação é a entrega para o que é permanente, o passageiro ... passou.
se algum dia olhar para trás e ver que não te sigo olhe para frente e verás que te espero para dizer que pode sempre contar comigo.
Ao cair diante de algum obstáculo, não desanime, olhe para trás e veja o quanto você já caminhou colhendo resultados inesquecíveis para a sua vida.
