Por onde Andei
Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei
Cenas do meu filme em branco e preto
Que o vento levou e o tempo traz
Entre todos os amores e amigos
De você me lembro mais
Tem pessoas que a gente
Não esquece nem se esquecer
Estradas por onde andei
Pisando por entre espinhos,
Lembranças que lá deixei,
Guardo com muito carinho:
A rosa que não plantei,
A pedra que não lapidei,
O desperdicio do encanto;
O dia que a encontrar
Tal pedra a esculpir,
Tudo pode recomeçar,
A rosa plantarei,
Avivarei acalanto,
Deixar de enxugar pranto,
De lágrimas deixado tantos,
Uma vez mais a sorrir.
Ademir Missias
Nos vales onde andei, muitas coisas aconteceram, porém, os piores momentos vividos foram quando, pelos caminhos da vida, eu me perdia de mim mesmo!
Para onde foram os sonhos passados
Os dias não contados,
Os passos errados
Por onde andei..
Para onde foi os sonhos que eu sonhei..
Os meus desejos
A minha imensa vontade
De"'ser".
Hoje eu vim me denunciar ..
Aquela verdade que me neguei
O que não realizei
Onde foi que eu guardei
O meu recomeço outra vez
Outra vez,
Só mais uma, a última vez.
Lembro vagamente que estava guardado em algum lugar do passado
Que eu julguei..
Condenaram
Quase me matei
Quase morri.
Mas é mpossível
Ele ainda vive rondando a minha memória , faz parte da minha história.
De que lado em que canto, qual gaveta
Não sei
Não quero saber
Não quero lembrar
Mas preciso resgatar.
Que cofre,
Qual o segredo
Não vou arrombar
Mas quero matar de vez essa dor.
Eu escondi, para ninguém saber
"Quero me descobrir,
Tirar a roupa suja
Me banhar,
Chorar e gritar nk banheiro
Para ninguém me ver..
Me trocar"
A consciência faz com que nos
descubramos
nos acusamos sdm culpa,
E nós declara culpados
Por falta de testemunhas..
Eu não me culpo por aquilo que não dependa só de mim..!!
Copyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Por onde andei e o que fiz nem é tão importante. O importante mesmo é que Deus sempre esteve comigo.
Por onde andei
De que cor é essa nuvem de fumaça
que cobre minha sanidade?
por onde estive todos esses dias?
um gemido colorido de alucinações
viagem de príncipes e reis,
por onde andei?
Eu posso sentir o gosto do grito,
a cor vermelha dos sentidos,
os sons amarelos pálidos
dos suspiros envolvidos,
a cicuta que eu procurei,
por onde andei?
Pesadelos de doçura
tentam invadir minha lucidez,
entre gritos e bloqueios
preciso lutar
combatendo essa embriaguez,
por onde andei?
O amargo gosto da tentação
aprisiona o ébrio
perdido e cálido
projeto de coração,
perfurando os poucos
e derradeiros traços de razão.
Por onde andei?
esse caminho torto
de uma floresta que não leva a lugar algum,
onde a fumaça entorpece
o mais saudável e resistente
de todos os sentidos.
Onde cheguei?
O Mithril vulnerável
quase se parte sentimental
e flácido ao chão,
peso da alucinação,
por onde andei?
Me leve de volta!
Jack D!
Me tire daqui!
essas correntes
coloridas fosforescentes
não combinam com minhas botas!
Pegue meus amigos,
livre-se desses gemidos,
me leve de volta!
não preciso desse pulsar escarlate,
depressa! Me dê de volta
as minhas botas de combate...
... o velho guerreiro levanta da toca,
não existe um cinzel chamado derrota,
não será, nunca serei,
por onde andei?
E se eu contasse por onde andei, por tudo que passei, cada obstáculo que enfrentei pra chegar até aqui, você com certeza entenderia porque faz os meus dias mais doces.
POR ONDE ANDEI
Caminhos errantes com pegadas espaçadas. Eu sou um eterno descompasso – em minha música ecoa o silêncio onde eu guardo os meus anseios, meus medos, meus meios. Constantemente tropeço em meus segredos. Meus traços são meus próprios passos. Eu sou composta por medos, vontades, calma, saudades. Saudade de tudo o que passou, ficou... De tudo o que restou. Afinal, viva ainda estou! E eis o que sou. Sou calmaria, carinho, afago. Tempestade, trovão. Eu sou mais coração – entre uma emoção e outra não suporto meus destroços, não os comporto. Eu só me sufoco. Ao chão caio uma, duas, três. Ah! Esqueça essa timidez, ao menos dessa vez! Mas não seja descortês. Quem passa por esses caminhos incertos da vida tem sempre um pouco do mundo travado em forma de nó na garganta; às vezes se desencanta... E canta. Canta porque sabe que durante o cântico os males da alma saem em forma de Lá, Mi, Dó, Clave de Sol. Afasta essa cortina e veja o sol que está lá fora! Contempla essa luz que entra através da janela; olha esse universo todo lá fora que te espera... Tudo na vida se supera. Entretanto, algumas vezes, a vida não é o que se espera. O errado é quando se desespera. É inevitável, indiscutível, irreversível. A vida é indiscernível; é incrível. Por isso é necessário que se cuide do que entretém quando o vazio parece ser o nosso mais precioso bem. Nem sempre o ruim é o que se detém. Então, no final de tudo, será possível perceber que o mais importante é quem na vida a gente tem. Sendo assim, de forma mais que inesperada, o final feliz vem.
Por onde andei até te enxergar ,
tive medo , não tive paz e o pavor
me escravizava quando pensava
em nunca chegar.
Andei só pelo ADES , pelas covas e
por lugar algum.
Vi a noite , a tarde e os dias
serem apenas escuridão.
De mim tiraram as vestes , o brilho
e o direito de ser. Roubaram-me os
olhos e minha pele , mas minha alma
nunca tocaram , pois sua essência
a guiou até o lugar em que estavas.
"...por onde andei...
Passeei por caminhos tortuosos, noites sem fim, desertos à beira mar, o sol que não aquecia, a lua que não iluminava, as flores sem perfume, o arco-íris sem cores, a estrada sem fim, de dias escaldantes, noites gélidas e ventos uivantes...sem abrigo, sem alento, sem pouso...as nuvens pesadas foram meu telhado, a chuva fina lavava minha alma, as noites escuras iluminavam meu ser...dias e noites sem fim...ano após ano de busca incessante por aquilo que parecesse vida, num solo onde nada brota, onde tudo é seco...Desci até o fundo do inferno pra dançar com o diabo a sonata mais dissonante de uma nota só...no cálice de fel o meu olhar desesperado e um pedido velado de socorro ... de tão velado poucos foram capazes de ouvir...e eu sobrevivi!
E dentre a multidão de cores e luzes e melodias e aromas e sabores sem fim me surgiu a luz, que entre medos e temores me fez sentir a brisa fresca e suave do nascer do dia...banhou-se e me deu de beber da água mais pura e cristalina que jamais imaginei existir...o sol de brilho radiante aquecia e germinava as flores que tu trazia e enfeitavam nosso jardim, o mesmo jardim que Mário nos ensinou a cultivar, o arco-íris punha cor em nossos dias, a chuva junto com a luz do luar faziam brilhar tudo o que tocavam... o luar abrandava meus dias escaldantes, as estrelas guiavam meus passos... o aroma das mais lindas flores perfumariam nossa cama assim como dormiríamos sobre travesseiros de calêndula...e dentre os paladares, o gosto comum tornou-se o sabor do agri-doce da supremacia do prazer que ainda está por nascer...e eu renasci!
Destruí o meu passado certo obscuro e sombrio para me reconstruir num futuro incerto de luz, vida e amor!"
Nas terras por onde andei, encontrei de tudo, mas, de fato, o amor foi o que me surpreendeu e me tornou seu eterno aprendiz.
Não sei onde andei, só sei que gostei.
Não sei se retornarei, mas sei que tenho vontade.
A vontade é o que faz a vida ser melhor
Uma escolha tortuosa.
Nos caminhos tortos por onde andei, eu me deparei com várias exclusões, isolamentos, delírios, esquizofrenia, traição de companheiros, tristeza, suicídios, tentativas de suicídios, homicídios, prisões, overdose, perda de bens materiais, latas de cerveja vazias jogadas no chão, garrafas diversas de bebidas, mau cheiro, bitucas de cigarros, isqueiros vazios, pessoas perambulando descalças, de bermuda, pelos trilhos e becos, procurando um prazer momentâneo, isolamento em construções civis, vaivém de ambulâncias e policiais. Esses caminhos são a perda de um tempo que não tem voltas. Todavia, podemos pegar atalhos e fazer bom uso de nosso tempo e caminhar em linhas retas de puro verde, alegria, mente aberta, serenidade e pessoas com a áurea brilhante.
Eu sei dos lugares descalços onde andei
Mesmo sem dinheiro, como eu gastei
Mas hoje eu tenho estado só, estado só
Mas sei, ser o seu amor, ser o seu rei
Pode rir agora que eu cheguei,
Não tenho mais estado só
As minhas pegadas pelo caminho
eu poderia apagar
Porque sei por onde andei
Se precisar ou dar de querer voltar.
Mas deixo todas bem destacadas
Pro caso de alguém precisar me achar
Porque nenhuma porta fechei
E nenhuma hei de fechar.
SE TE CONTO POR ONDE ANDEI
Se te conto por onde andei saberias o motivo da minha tristeza e alegria
Saberias o por que desse meu descontentamento com quem rouba, dessa minha indignação com quem mata.
Se souberes por onde andei, saberias talvez o porquê do meu silêncio repentino em meio a discórdia, desse meu desalinho ao ver uma tragédia. É como um poeta sem inspiração ou um palhaço sem graça, sem rumo.
Saberias o por que da minha preocupação com o incerto
Saberias o por que da minha surpresa com o errado
O por que .....
RASCUNHOS DE LUGARES
Se eu pudesse faria rascunhos de bons lugares:
Das estradas por onde andei em viagens;
Das belas paisagens, que vislumbrei;
Das praças onde sentei nos finais de tardes!
Dos montes aonde estive em contemplação;
Dos vales que explorei, tentando sobreviver;
Dos oásis aonde descansei, adaptei-me ao lugar...
Se eu pudesse faria rascunhos
Dos belos trieiros que passei na infância,
Segurado pelas mãos da mamãe!
Transportá-los-ia para onde eu viesse viver.
Faria miniaturas de cada um...
Os colocaria como tela;
Em um quadro aquarela,
E jamais os esqueceria!
Pneuma
Você não sabe onde andei,
Mas sei que me sente perto de ti,
Me vê como eu sou,
Sou bem pra ti,
Me da um tempo,
Me da seu tempo,
É só um pouco,
É só o vento,
Te vi chegar, te vi sair,
Tv ligar, você sumir,
O vento chama,
Por dentro chama,
Por dentro inflama,
Te ver sorrir,
Sua alma clama,
Sozinha engana,
Só quero um pouco,
Me espera um pouco,
Só mais um pouco,
Estou aqui...
Todos os caminhos por onde andei,plantei,colhi,sofri.. mas floresci e estou aqui para contar que venci porque aprendi.
- Relacionados
- Frases temos tão pouco tempo
