Ponto
Todo início de ano começamos bem, mas com o tempo a rotina retorna. É nesse ponto que a razão deve vencer a emoção. Renove-se e siga em frente.
Cuidado para não embriagar-se tanto com o sonho a ponto de perder a sobriedade necessária para construí-lo.
O amor é o exato ponto
Onde o final não é nada
Correm as águas da vida,
As do amor são eternizadas
Livro: a Mitose Universal das Coisas
Toda autoridade visível é reflexo de um ponto invisível, quem não governa dentro, se desespera fora.
O mundo é imenso..diverso..quase que infinito para alguns.
Mas ao mesmo tempo tão pequeno a ponto de se achar alguém tão especial dentro dele.
✻ FranXimenes ✻ 21/11/14
As minhas melhores fotos, são aquelas que são tiradas pela retina dos teus olhos, no ponto mais alto do prazer.
Sempre procuramos achar o ponto em que erramos, mas esse ponto é o que nos deu orientação, direção e sentido, foi ele que nos trouxe a essa linha temporal, sem ele não chegaríamos onde estamos, é melhor pensar em como vai ser daqui para frente, aprendendo com nossos erros, do que pensar em como poderia ter sido, martirizando nosso futuro.
"Construímos máquinas que nos permitiram pensar melhor. Pensamos tanto, a ponto de deixar que pensem por nós. Pensaram por nós, ao aceitarmos a responsabilidade de não pensarmos mais".
Para quem fala de mim, não vejo problema algum nisso. Afinal, é o seu ponto de vista, e, se for algo realmente construtivo, sempre será válido tentar melhorar como pessoa. Até porque eu não sou perfeito. O pior não é falar mal pelas costas, mas sim depois me dar um abraço, fingindo que nada aconteceu.
Somos substituíveis ou insubstituíveis?
Depende do ponto de vista de quem olha para nós**
A vida tem um hábito cruel: ela continua.
O carro fica na garagem com o IPVA vencendo no dia seguinte.
O tênis seca no varal sem nunca mais ser calçado.
A mesa do café da manhã permanece no mesmo lugar, mas falta alguém do lado de sempre.
Na empresa, há flores. Poucas. Protocoladas.
No dia seguinte, um processo seletivo é aberto.
Em uma semana, a rotina se reorganiza.
Em alguns meses, o nome vira apenas uma lembrança difusa.
Em poucos anos, ninguém mais saberá quem você foi ou o que construiu ali.
Do ponto de vista do sistema, você era função.
E funções são, por definição, substituíveis.
Mas em casa…
em casa o mundo desaba em silêncio.
A esposa acorda e não encontra o beijo que sempre vinha antes do despertador.
Os pais esperam o almoço de domingo que estava combinado.
O sobrinho continua perguntando pela camisa do time, sem entender por que o “depois” não chega.
O filho, com apenas cinco dias de vida, crescerá sentindo a ausência de algo que nunca pôde viver.
Para quem ama, você não era função.
Era presença.
E presenças não se substituem.
No velório, um único amigo observa o caixão fechado e pensa: poderia ser eu.
Lembra que é na casa do luto — e não na da festa — que a verdade se impõe.
Recorda as mensagens trocadas no dia anterior, o jogo de sábado que não acontecerá,
as brincadeiras da infância, a queda na escola, o medo antigo de perder quem parecia eterno.
Ali, entre coroas de flores e silêncios constrangedores, ele entende algo simples e definitivo:
o amanhã é uma suposição confortável demais.
No fim, talvez reste pouco —
mas o pouco que fica é essencial.
A consciência de que a vida nunca está pronta,
está sempre começando de novo.
A lucidez de que seguir em frente não é escolha heroica,
é necessidade.
E a verdade incômoda de que podemos ser interrompidos
no meio da frase,
no meio do plano,
no meio do amor.
Que a interrupção não seja apenas fim,
mas desvio.
Que a queda não nos paralise,
mas nos ensine outro movimento.
Que o medo não nos feche,
mas nos eleve degrau por degrau.
Que os sonhos não sejam fuga,
mas travessia.
E que a busca — essa inquietação que nunca cessa —
termine, ao menos às vezes,
em encontro.
A morte não pede licença.
Ela não confere agenda, não respeita planos, não espera o momento certo.
Ela chega quando o IPVA vence amanhã.
Quando o almoço de domingo já está combinado.
Quando a camisa do time ainda está prometida.
Quando o filho tem apenas cinco dias de vida e o mundo, finalmente, parece completo.
Você sai de casa inteiro.
Volta apenas como ausência.
E tudo o que parecia urgente perde o sentido.
Tudo o que foi adiado vira culpa.
Tudo o que ficou para depois… fica para nunca.
Se você está lendo isso, é porque ainda está vivo.
E isso não é pouco.
É tudo.
Então não exista apenas.
Não passe pela vida como quem cumpre expediente.
Viva.
Viva sendo melhor para você e para os outros.
Ajude quem cruza seu caminho.
Não tenha vergonha de pedir desculpas.
Assuma seus erros.
Exponha seus sentimentos.
Diga “eu te amo” sem esperar ocasião especial.
Abrace com força.
Perdoe enquanto há tempo.
Peça perdão enquanto ainda há resposta.
Não espere o velório para virar consciente.
Não espere a perda para valorizar a presença.
Não espere o fim para começar a viver.
Porque um dia, sem aviso,
alguém estará olhando para um lugar vazio
onde hoje ainda é você.
E quando esse dia chegar — que não seja cedo —
que você tenha vivido de verdade.
Sem se esconder.
Sem se poupar de ser quem é.
Só isso já faz a vida valer a pena.
Saulo Santiago ∴
depois que cê contou todo o ponto de vista do nosso passado,
ficou mais fácil de te ler já que nos vimos crescer
com cada um designando seu próprio futuro,
cada passo designado pra cada fim,
e isso tudo é só pra te dizer que eu tô feliz assim.
Um desencontro, mas ainda assim, um ponto de interseção, de algo que de fato aconteceu, mas não permaneceu.
Por que você mudou a esse ponto,
a ponto de quebrar a ponte entre nós.
Quando tudo era maravilha, você se encantava,
se vestia de riso, prometia permanência.
Mas bastou a tormenta chegar
para você se perder de si mesma,
confundir medo com razão,
e chamar de caos aquilo que exigia coragem.
Se você parasse — só um pouco —
veria que ainda era possível juntar os fragmentos.
Mas preferiu espalhar acusações,
alimentar indecisões antigas.
Transformar o passado em arma.
O teu tormento não é sentença,
e muito menos justificativa para a derrota.
Não tente manipular o fim
quando foi a tua desistência
que ensinou o caminho a ruir.
Foi você quem envenenou a tua escolha.
Não tem o direito de acusar julgar condenar ninguém.
Meu amor, a que ponto chegamos.
A ponte entre nós já não sustenta passos — é sombra densa, silenciosa, pesada de tudo que não foi dito.
A névoa não se dissipou; ao contrário, criou raízes profundas no peito, enroscadas na memória e no afeto que insiste em ficar.
Ainda há amor, e é isso que dói.
Dói porque o sentimento permanece inteiro enquanto a distância se faz hábito.
Dói porque o coração lembra do que fomos, mesmo quando a realidade insiste em negar.
Não é ausência de sentimento que nos separa,
é o excesso de silêncio,
é o medo de atravessar essa ponte frágil e se perder de vez.
Te amar assim é permanecer em ruínas com o coração aceso.
É caminhar entre sombras sabendo que, um dia, ali houve luz.
