Poncia Vicencio - Conceicao Evaristo
O vazio deixado por aqueles que amamos nesse mundo e partiram antes de nós, nos envolve em meio a um rio de tristeza, lembranças infinitas e saudades imortais...
Mesmo que passe o tempo, serão sempre bem lembrados pelo que deixaram de si...
O doce da Vida
A vida é feita de dificuldades, lutas e vitórias devemos estar preparados pra vida nem sempre sairemos sempre vencedores.
Ele está chegando...
Após 11 meses de espera, eis que ele desponta!
Todos são ótimos, mas ele é incontestável...
É o tempo de refletir, de renovar nossas esperanças, reconhecer que dentro de cada ser, há sempre algo de bom e que podemos fazer o bem a alguém...
É inspirador, esperançoso, é festivo...
Emana paz e amor, traz luz...
Mais um Dezembro chegando!
Que o menino Jesus renasça em nossos corações e renove as esperanças de todos que passaram por turbulências, perdas, dores, tristezas...
Que coisas boas cheguem com o tempo, e que as melhores cheguem de repente!
Deus nos abençoe sempre...
Bem vindo querido dezembro!
I l❤ve you!!
Que o Senhor desperte em nosso coração o desejo de viver seguindo os Seus ensinamentos e nos conduza sempre em Seus caminhos.🙌
A vida é de todas as cores...
A partir do preto e branco, você escolhe de qual cor vai pintar a sua. 🌹🌈
Não tenho medo da vida, muito menos da morte. Não tenho medo de cair nem de levantar. Tenho medo, sim, de que um dia me possas esquecer.
A Travessia do Ser
Há um tempo que não se mede em horas,
É o tempo da alma, que vem e demora.
É quando a vida exige sentido,
E o coração cansado grita sem ruído.
Crescer não é subir, é afundar primeiro,
É encarar o escuro, o próprio travesseiro.
Revisitar memórias, desatar os nós,
Ouvir a infância ainda gritando em nós.
A família — o primeiro espelho partido,
Amor e ferida no mesmo tecido.
Nos laços que curam também há dor,
Mas é nesse emaranhado que nasce o amor.
Despertar não é se iluminar inteiro,
É acender um canto por dia, por inteiro.
É morrer um pouco pra enfim renascer,
É escolher-se, mesmo sem saber.
A alma não grita, mas sussurra forte,
Guia nossos passos, muda nossa sorte.
E no silêncio entre um trauma e a cura,
Ela encontra a chave da ternura.
Não há mapa certo pra quem quer voltar,
Só o impulso interno de se reinventar.
A dor é mestra, a queda é semente,
E amadurecer é sentir conscientemente.
Então sigo, sem pressa, sem disfarçar,
Aprendendo que sentir é forma de estar.
Que viver não é vencer nem fugir,
Mas se permitir — e prosseguir.
CONCEIÇÃO PEARCE
Luz e Sombra da Alma
Há dias em que sou luz.
Ilumino tudo sem querer.
outros dias…
Eu sou sombra.
Me escondo de mim.
Faço o mal que não quero,
sem entender por quê.
O bem que desejo
fica parado na beira
do meu medo.
Sou cheia de abismos.
feridas antigas,
gatilhos que disparam sozinhos
quando menos espero.
não é drama,
é história mal curada.
E o que eu alimento em silêncio
cresce.
A raiva?
A compaixão?
A crítica?
O amor?
A alma é território de guerra,
mas também é jardim.
E se não cuido,
tudo vira mato por dentro.
O autoconhecimento não é bonito,
é rasgar a pele,
olhar os monstros nos olhos,
e ainda assim escolher
ficar.
curar.
voltar pra si.
Porque o mundo dentro da gente
precisa mais do que frases bonitas —
precisa de presença,
de coragem,
de recomeço.
Nascer de novo
não é sobre mudar tudo.
É sobre lembrar
quem se é
embaixo de todas as máscaras.
Sou luz.
Sou sombra.
Sou quem observa as duas
e aprende a viver
com inteireza.
CONCEIÇÃO PEARCE
Paradoxo da Vida
Quando insisto em flutuar,
o corpo teima em afundar.
E quanto mais busco a razão,
mais me afoga a solidão.
Mas se entrego o meu pesar,
sem forçar, sem me agarrar,
o mar me toma com ternura,
e me devolve à superfície pura.
A calma vem quando me rendo,
sem controlar, apenas sendo.
O medo nasce ao tentar segurar
o que só vive se eu deixar soltar.
Segurança é ilusão bonita,
que nos engana, que nos limita.
É no soltar que a alma voa,
é no confiar que a dor escoa.
Afundar por querer flutuar,
flutuar por saber se soltar.
O paradoxo é sutil, profundo:
é se perder pra caber no mundo.
CONCEIÇÃO PEARCE
Vento de Esperança
O mundo rugindo, furioso,
Carrega em si o peso da dor,
Dentro de cada ser, uma tempestade,
Violência, medo e rancor.
Nas ruas, nos lares, nos silêncios abafados,
A cada canto, a fúria se acende,
Homens e mulheres se perdem em si mesmos,
E as crianças, com olhos tristes, ainda aguardam.
O que se perdeu?
O que restou de humanidade?
Tantas mãos levantadas, mas poucas para amar,
Somos todos um grão de areia, frágil e passageiro,
E amanhã, quem seremos, se a raiva não cessar?
A arrogância é o manto que muitos vestem,
Esquecem que viemos nus, e nus, partiremos,
Mas no fundo da alma, no fundo da dor,
É o amor que deve ser a razão de tudo, o que devemos carregar.
É ele que apaga o fogo da fúria,
Que renova os corações cansados,
Afinal, tudo passa, até o mais forte dos ventos,
E só o amor, eterno e imortal, será o que restará.
CONCEIÇÃO PEARCE
Li uma vez que tudo vale a pena
se não vira amor
vira poema
e se nem isso virar
vira silêncio,
saudade e momentos
e também vale
porquê sinto demais
as vezes não cabe em palavras
nem em toque
só transborda e fica
já amei quem nunca soube
já escrevi pra quem nem leu
mas cada ausência que deixou saudade
fiz rima com pedaços meus
amar é cair sem plano,
mas escrever é cair de pé
então tudo bem se doer
tudo bem se não durar
porque no fim
quem sente de verdade
sempre tem o que contar
e mesmo que vá embora
eu fico
inteira, mesmo em pedaços
com cada verso feito cicatriz bonita
porque quem ama assim
mesmo na dor,
se eterniza
e mesmo que ninguém ouça
mesmo que ninguém volte
eu sigo fazendo morada nas estrelinhas
onde tudo que vivi
ainda respira e se recorta
feito cicatriz que vira arte
e eu conto
porque sentir é um jeito bonito de existir
mesmo que não volte
mesmo que não fique
o que é real não parte!
esses dias, meu peito gritou por ti
um dia te conto que te superei
não com sentimento de saudade
ou algo assim
contarei como conquista
por q tem sido doloroso
exaustivo
desgastante
e extremamente dilacerante!
Infâncias Roubadas
No berço onde deveria morar o sonho,
Habita o medo em olhos de criança.
Mãos sujas rasgam véus de esperança,
E a pureza escorre no silêncio tristonho.
Não há mais bonecas, nem quintal, nem céu,
A infância agora veste salto e maquiagem.
Brinca de ser grande farsa, personagem
Enquanto a rede a vende como um troféu.
Na tela azul, likes são algemas invisíveis,
Olhares doentes caçam pele e inocência.
Corpos expostos, desfeita a decência,
Entre danças virais e risos terríveis.
O predador não se esconde no mato escuro,
Ele mora ao lado, elogia, compartilha.
Comenta com coração, mas nada brilha
Nos olhos da vítima, só um abismo duro.
Pais que vendem o brilho dos seus filhos
Por views, por grana, por fama ilusória.
Transformam amor em moeda provisória
E assistem calados seus piores delírios.
A infância sangra em becos e mansões,
Em favelas, em iPhones de última geração.
O abuso não escolhe cor, nem condição:
Ele entra pelas portas, pelas conexões.
Há gritos engasgados no travesseiro,
Há vergonha, há culpa que não é delas.
E o mundo vira o rosto diante das janelas,
Onde a dor vira conteúdo passageiro.
Mas há de vir um tempo de justiça e luz,
Onde toda criança seja só criança.
Sem medo, sem dor, só riso e esperança.
E cada pedófilo carregue sua cruz,
E um dia a justiça o encontre .
CONCEIÇÃO PEARCE
Ciclos que Não Cabem no Relógio
Não é no calendário que a vida se escreve,
É no impacto daquilo que a alma recebe.
Há anos que duram segundos, sutis,
E segundos que abrem abismos sem fim.
Nem todo ciclo começa em janeiro,
Alguns se iniciam num olhar verdadeiro.
Outros nascem quando tudo desaba,
E a alma despida só sente e não fala.
Há despedidas que marcam começos,
E encontros que duram só por excesso.
Há primaveras que brotam no luto,
E invernos que chegam sem aviso e sem escuto.
O tempo real não vive nos ponteiros,
Mas nos suspiros contidos, nos travesseiros.
É no corpo que chora sem saber por quê,
É na alma que insiste em permanecer.
Os ciclos da vida não seguem o relógio,
Eles vêm com amor ou partem com ódio.
São ondas internas, marés do sentir,
Nos puxam ao fundo, pra depois emergir.
Tem dor que é mestra, tem medo que guia,
Tem perda que limpa a alma vazia.
E quando parece que tudo é ruína,
A alma, em silêncio, germina.
Assim, seguimos — sem saber quando ou por quê,
Mas sentindo que algo em nós quer nascer.
Não somos linha reta, somos espiral,
Vivendo o eterno num tempo sem igual.
CONCEIÇÃO PEARCE
O Gato da Rua 15
Na calçada fria, número quinze, Mora um ser de pelo, com manhas e guinze. Não tem pedigree, nem lar aconchegante, É o Gato da Rua 15, o andarilho elegante.
Seus olhos de esmeralda, atentos e sagazes, Viram noites de estrelas, manhãs vorazes. Conhece cada fresta, cada portão fechado, Onde um afago, às vezes, é-lhe dado.
Esguio e ligeiro, em busca de um petisco, Desvia de carros, corre sem risco. Salta muros altos, some entre os quintais, Dono do seu tempo, livre de rituais.
Às vezes, um miado, manhoso e sutil, Pede por carinho, um gesto gentil. Mas logo se afasta, volta à sua postura, Um felino independente, de alma pura.
Testemunha silenciosa do ir e vir da gente, Seu reino é o asfalto, seu teto o crescente. O Gato da Rua 15, figura marcante, Um mistério felino, sempre errante.
eu aprendi a te amar
mas isso não tinha como funcionar
ontem eu pensei em você
hoje eu quis te ligar
e sua ausência vem me causado tanta confusão
tantas perguntas ao invés de respostas
você nem ao menos me deixou um bilhete
dizendo que ia sair fora
só levou meu coração,
alguns poemas e minha paz
eu tentei te dizer que não queria ir embora
e no fim, quem foi?
*você*
e eu fiquei aqui
no mesmo lugar onde você me deixou
onde dividimos noites e ideias
sonhos e metas
trocavámos cartinhas e os carinhos cheio de promessa
meus olhar era só pra você
tu era meu beijinho de melancia o ponto alto do meu dia
nós era tudo
tudo baby
te dei amor e uma parte do meu coração
mas cê não quis
*me diz:
você ainda pensa em nós??*
eu admito
eu sinto sua falta!
fiz de tudo para isso funcionar
me entreguei
-- eu não te amei, eu fui além
saudade do abraço que quase dava nó
talvez em um outro momento a gente ainda vá se encontrar?!
Quando agente se apaixona e nao tem lugar no coraçao da pessoa , o coraçao senti e revela na mente o luar que so a pessoa tem pra te dar
Deixaste que o tempo me mostrasse
as luzes do outono dos teus olhos
por vezes, única fonte de amor
Quebraste o silêncio
do outro lado dos sonhos,
com as cores da minha paz estilhaçada
trazendo-me um rosto opaco de sol
Ficará comigo,
a estranha chama da espera,
como a metade de alguém
que não passou
de um ser imaginário,
rarefeito em alguma quimera
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- Conceição Evaristo
