Político
Quando o Supremo deixa de ser tribunal e passa agir como partido político, a imparcialidade da Justiça se perde no palanque.
Benê Morais
Deus é apartidário. A escolha do político é sua, expressão do livre-arbítrio por meio do voto.
Benê Morais
O custo mensal de um político federal chega a R$ 270 mil, e muitos deles pregam aos pobres que o verdadeiro mal do Brasil é o rico. Vai entender.
Benê Morais
Sim, existe o bom político: aquele que solicita o voto sem se corromper nem corromper o eleitor e que se mantém integro mesmo depois de eleito. Vote nele com confiança.
Benê Morais
Não tenho político de estimação. Meu voto não se compra com siglas nem bandeiras. Só respeito quem prova, na prática, ser honesto e trabalhador. A minha admiração não depende do partido em que é filiado, mas da sua conduta diante do povo.
Benê Morais
Se você ainda não tem candidato, não me venha pedir sugestão. Não sou porta-voz de político nenhum, nem tenho saco para servir de cabo eleitoral de quem quer que seja.
Benê Morais
Político algum lhe faz favores; quem deve favores é ele, pelo o bom emprego que conseguiu. Cabe a ele agradecer o salário que recebe, trabalhando honestamente para o povo.
Benê Morais
A oligarquia familiar vem se perpetuando no poder político há séculos, isso só acontece no Brasil tupiniquim;
A ginástica mental para transformar um ex-presidente em "preso político" em plena mansão é digna de medalha. A história mostra heróis reais que enfrentaram masmorras e exílios para defender a liberdade. Mas a nova modalidade do martírio moderno é o "revolucionário de condomínio": o sujeito é condenado pela justiça comum por crimes contra a democracia e ganha o direito legal de sofrer o "cárcere" com Wi-Fi, piscina e tornozeleira combinando com a bermuda por pura razão de saúde. Chamar privilégio humanitário de perseguição política não é militância, é piada pronta para ganhar engajamento de quem vive fora da realidade.
O amor não é uma alucinação romântica; é o único ato político capaz de sabotar o niilismo e a indiferença.
A única economia
que preocupa o político-influencer
é a
Economia da Atenção.
Não a economia do pão na mesa, do remédio na prateleira, do emprego que dignifica — mas a economia do clique, do compartilhamento, do engajamento nervoso.
Nessa bolsa de valores invisível, a moeda não é o trabalho: é o tempo do olhar.
E o olhar, quando capturado, se transforma em poder.
Vivemos a era em que o discurso não precisa ser profundo, precisa ser performático.
Não importa a coerência, importa o alcance.
Não importa a verdade, importa a viralização.
O algoritmo não premia a lucidez; ele recompensa o ruído.
E este, por sua vez, é o fertilizante da polarização.
O político-influencer aprendeu que governar exige responsabilidade, mas performar exige apenas estratégia.
Ele troca o gabinete pelo estúdio, o debate pelo corte editado, a política pública pela pauta que inflama.
Quanto mais indignação, melhor.
Quanto mais medo, mais retenção.
Quanto mais simplificação, mais compartilhamento.
E nós, cidadãos, tornamo-nos audiência.
A Economia da Atenção não se sustenta com serenidade; ela precisa de tensão permanente.
Por isso, crises são alongadas, conflitos são dramatizados, e soluções reais são silenciosamente adiadas.
Resolver um problema é muito menos lucrativo do que explorá-lo.
A tragédia é que, enquanto disputamos narrativas, negligenciamos estruturas.
Enquanto reagimos a frases de efeito, deixamos de cobrar projetos consistentes.
Enquanto consumimos escândalos em episódios diários, esquecemos de acompanhar políticas em processos longos.
No fim, a pergunta que fica não é sobre eles, mas sobre nós:
quanto do nosso tempo estamos entregando a quem lucra com a nossa distração?
Talvez a revolução mais silenciosa — e também mais poderosa — seja aprender a retirar a atenção de onde ela é explorada e devolvê-la ao que é essencial.
Porque, se a atenção é a moeda forte, ainda somos o banco central.
O político influencer tem o direito de considerar idiotas seus asseclas apaixonados, mas não mais que ele.
Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.
A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.
O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.
O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.
Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.
Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.
No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.
E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.
Toda a polarização política é declaração expressa da falência do sistema político de um país. Um país rico em democracia requer uma terceira via e quantas forem necessárias.
Para meditar: em nome de um plano político destruíram a instituição família e agora estão terminando de destruir a imagem dos professores porque não têm tato pedagógico
para conduzir as políticas públicas educacionais.
Só quero ver quem as crianças e a juventude vão buscar se referenciar? Porque não é difícil de imaginar que está tudo prontinho para preparar mão-de-obra barata para os presídios privatizados.
Judas Iscariotes, o discípulo traidor; Caifás, o sumo sacerdote cruel; Pilatos, o político corrupto — juntos, condenaram Jesus Cristo com suas mãos e escolhas.
A cada advento político, principalmente após o surgimento das redes sociais, uma mente inteligente cria uma nova teoria da conspiração, para manipular aqueles que não possuem bom discernimento cognitivo.
Marco Antonio Ianoni
