Político

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O político influencer tem o direito de considerar idiotas seus asseclas apaixonados, mas não mais que ele.⁠

⁠Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.


A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.




O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.


O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.


Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.


Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.


No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.


E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.

A única economia
que preocupa o político-influencer
é a
Economia da Atenção.


Não a economia do pão na mesa, do remédio na prateleira, do emprego que dignifica — mas a economia do clique, do compartilhamento, do engajamento nervoso.


Nessa bolsa de valores invisível, a moeda não é o trabalho: é o tempo do olhar.


E o olhar, quando capturado, se transforma em poder.


Vivemos a era em que o discurso não precisa ser profundo, precisa ser performático.


Não importa a coerência, importa o alcance.


Não importa a verdade, importa a viralização.


O algoritmo não premia a lucidez; ele recompensa o ruído.


E este, por sua vez, é o fertilizante da polarização.


O político-influencer aprendeu que governar exige responsabilidade, mas performar exige apenas estratégia.


Ele troca o gabinete pelo estúdio, o debate pelo corte editado, a política pública pela pauta que inflama.


Quanto mais indignação, melhor.


Quanto mais medo, mais retenção.


Quanto mais simplificação, mais compartilhamento.


E nós, cidadãos, tornamo-nos audiência.


A Economia da Atenção não se sustenta com serenidade; ela precisa de tensão permanente.


Por isso, crises são alongadas, conflitos são dramatizados, e soluções reais são silenciosamente adiadas.


Resolver um problema é muito menos lucrativo do que explorá-lo.


A tragédia é que, enquanto disputamos narrativas, negligenciamos estruturas.


Enquanto reagimos a frases de efeito, deixamos de cobrar projetos consistentes.


Enquanto consumimos escândalos em episódios diários, esquecemos de acompanhar políticas em processos longos.


No fim, a pergunta que fica não é sobre eles, mas sobre nós:
quanto do nosso tempo estamos entregando a quem lucra com a nossa distração?


Talvez a revolução mais silenciosa — e também mais poderosa — seja aprender a retirar a atenção de onde ela é explorada e devolvê-la ao que é essencial.


Porque, se a atenção é a moeda forte, ainda somos o banco central.⁠

Sankofa é o gesto político de voltar para resgatar o que foi silenciado, porque nenhum futuro é possível enquanto a memória estiver acorrentada.
Lilian Morais

Uma sociedade democrática precisa aprender a discutir sem transformar o adversário político em inimigo jurídico.

Nenhum político é altruísta, refute projetos e promessas faraônicas.

O poder político precisa permanecer aberto à crítica pública e submetido aos limites constitucionais.

A Metáfora do poder


"O poder, seja ele político ou financeiro, nunca é gratuito;cobra um preço proporcionalmente alto de quem o detém."


O Duque

Político bom foi Jesus - morreu na cruz.

Marcelo HB

Nenhum sistema político é perfeito, mas alguns erram menos do que outros.

O adversário político continua sendo sujeito de direitos depois que perde uma eleição.

No Brasil, a liberdade acadêmica protege a investigação contra o dogma religioso, político e também contra a certeza científica que se tornou impermeável à própria crítica.

O poder político deve ser suficientemente forte para proteger a liberdade e suficientemente limitado para não se tornar seu proprietário.

O poder político não pertence pessoalmente ao governante; é uma responsabilidade confiada para proteger direitos que não foram criados pelo próprio poder.

Conquistar o poder é apenas o início do problema político; compreendê-lo exige conhecer as forças que o sustentam, as instituições que o limitam e os interesses que podem destruí-lo.

Quando os cidadãos abandonam o pensamento político, entregam o governo de suas vidas àqueles que jamais abandonaram o desejo de governá-las.

No estado democrático de direto, no sistema político eleitoral, quando se evoca elementos religiosos, acaba-se sacramentando o profano e profanando o sagrado, o que resulta em conflito social.
F. Meirinho

1739
"Quem passa a vida discursando (só discursando) é Papa ou Político Falastrão. Não é, não?"

3072 📜 Lamento, mas Arrebentar a própria vida por Político Fanfarrão e/ou Derrotado e/ou que Fracassa até em Tentativa de Golpe, não é opção Patriótica e muito menos Inteligente. Lamento, ohquei? ohquei.top!

3320 📜 Mais uma vez observando o Momento Político Atual do Meu País... Só lembro dos Meus Cunhados! Sonham dia e noite, mas nunca realizam. E ainda gostam desse teatro e se acham o máximo. Coitados... Dos Meus Cunhados!