Política para Políticos
A política é como uma peça de teatro... Os políticos são um conjunto de atores que interpretam, falam e agem conforme os diretores e roteiristas querem. E os diretores e roteiristas são os banqueiros, investidores, megaempresários, financiadores de campanha, que não se expõem ao público, que estão atrás da cortina, nas sombras, no escuro, apenas escrevendo, ditando e orientando o que os políticos, os atores, devem fazer para entreter e fantasiar a peça para o público. E o público somos nós, que pagamos para ver essa peça diariamente, influenciados pelos cartazes que divulgam essa peça: a mídia. Uma peça que nos distrai, distorce e muda a realidade, para que fiquemos abobalhados, assistindo ao teatro e comentando, intelectualizando apenas o que estamos vendo, que são os atores, esquecendo que quem escreveu, ditou e orientou esses atores, está atrás das cortinas, planejando, investindo, financiando, chantageando e criando novas peças para fantasiar, iludir, enganar, superficializar e imbecilizar o público cada vez mais com um teatro barato, visando o lucro à custa dos seus espectadores.
A política é para os políticos; a arte é para os artistas, a poesia é para os poetas, mas a ética é para todos.
Daqui para frente não voto mais em políticos com militantes que confundem política com ringue. Até num ringue de luta possui regras. Essa dinâmica que estamos assistindo entre políticos e militantes está desgastante e nada interessante.
Na política do espetáculo, fingir preocupação é o único ofício que os políticos-influencers dominam com maestria; o curioso é o povo acreditar.
Talvez porque, em tempos de carência coletiva, qualquer encenação minimamente convincente pareça acolhimento.
Há quem já não consiga distinguir empatia de performance, compromisso de marketing e indignação de roteiro.
E assim, pouco a pouco, a política vai deixando de ser espaço de construção pública para se tornar palco de monetização emocional.
Os antigos coronéis precisavam controlar territórios; os novos aprenderam a controlar narrativas.
Não precisam resolver problemas — basta reagir a eles diante das câmeras.
Não precisam ter coerência — basta ter alcance.
Não precisam sustentar a verdade — basta sustentar o engajamento.
Enquanto isso, parte do povo, cansada, ferida e desacreditada, consome políticos como quem escolhe personagens favoritos numa série interminável de conflitos fabricados.
A lógica deixa de ser “quem governa melhor?” para se tornar “quem lacra melhor?”.
E, quando a política vira entretenimento, a realidade sempre paga a conta.
Porque hospitais continuam lotados mesmo depois dos vídeos emocionados.
A fome não diminui com cortes bem editados.
A violência não recua diante de discursos performáticos.
E o desemprego não se impressiona com milhões de seguidores.
O mais perigoso não é o político aprender a fingir.
O teatro do poder sempre existiu.
O mais grave é quando a sociedade desaprende a reconhecer sinceridade, coerência e responsabilidade porque se acostuma a ser seduzida pelo barulho, pela estética e pela histeria calculada.
Há líderes preocupados de verdade, sim.
Mas estes quase sempre parecem menos interessantes ao público acostumado ao exagero.
Quem trabalha raramente viraliza tanto quanto quem grita.
Quem constrói dificilmente compete com quem provoca.
E quem assume responsabilidades costuma perder espaço para quem apenas terceiriza culpas.
No fim, o espetáculo só continua porque existe plateia disposta a confundir representação com caráter.
E talvez a maturidade política de um povo comece exatamente no dia em que ele parar de se preocupar com as falas, sobretudo as mais bonitas — e voltar a observar as ações.
Por favor não confundam, Santos com políticos, religião com política, não dá certo eles entram em conflitos, querem poluir os céus também? Infelizmente Campinas se encontra em um mar de lama e que respingou em muita gente de bem, mas um dia a chuva da verdade virá e lavará todas as mentiras. Que assim seja amém!
Só quero meu café
meu jornal
gosto de politica
que se dane os políticos
que se dane o sistema
que se dane a maldade
eu quero ser feliz
quero viver
A filosofia política praticada pela imensa maioria dos políticos que conhecemos é baseada na soberba pessoal, na perversidade omissiva que fomenta a desgraça das comunidades e no egoísmo de homens e mulheres escolhidos democraticamente para trair a confiança do povo.
Na imensa maioria dos políticos brasileiros jamais conseguiremos enxergar grandeza do espírito humano, e os poucos que ainda carregam a honra em seus atos, tendem a ser aniquilados.
"O antagonismo da política é coisa muito engraçada pois os políticos falam uma coisa mas em geral fazem de outra forma."
A política brasileira é uma fonte inesgotável de perversidade, é onde os políticos fazem a comunhão do poder e do ódio mutuamente...
Não há amizade verdadeira na política.
Políticos não têm amigos,
o que eles têm são grupos de aliados
que vão sendo formado
de acordo com a conveniência.
A politica e os políticos do Brasil são Merdas, só resta saber quando nós vamos dar descarga e moralizar esse país .
O que faz com que os analistas politicos sempre sejam atuais é o fato de a politica jamais se renovar, não ser mutante.
TROVA REAL
Discutir política, geralmente, causa insatisfação.
Um critica os políticos e outro demonstra apoio.
Ficam tão envolvidos na defesa que nem notam,
Que não há um só grão de trigo no meio do joio.
"O problema da política é o sistema ruim e o que piora o sistema são os políticos ruins, e então concluimos que ambos estão com problemas"
