Poetas Cristãos

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A Igreja não cria verdadeiros cristãos, os verdadeiros cristãos são aqueles que fazem o certo de Deus e não o certo da vida, a consciência engana até os pregadores.

Saiba como se guardar dos ladrões: confie nas promessas da proteção divina para os cristãos fiéis, santos e justos.

Previsão do Tempo: Amanhã vai chover bênçãos nas casas dos cristãos e a volta de Cristo pode ser a qualquer hora do dia.

Os cristãos deveriam influenciar mais a política do que a política tem influenciado os cristãos.

Enquanto conservadores cristãos policiam a moral alheia como se fosse salvação, a miséria, a saúde e a educação apodrecem no canto, porque cuidar de gente nunca deu tanto prazer quanto vigiar corpos.

Cristãos são bestas sedentas por poder; eles sonham com a teocracia. Suas igrejas são empresas que financiam políticos; eles já têm a bancada evangélica, mas sempre querem mais e mais. Não irão descansar enquanto não eliminarem as minorias.

Se deus existe e é bom, por que ainda existem cristãos? E, se existe, por que permitiria a sobrevivência de uma religião construída sobre mentiras, medo e violência física e moral?

Se dependesse dos cristãos, ainda viveríamos na Idade Média, com a Igreja ditando as leis do Estado. Cada avanço nos direitos humanos marcou um recuo do poder religioso.

Se deus existe, ela é mulher, e sua grandeza está acima do ódio que certos cristãos insistem em pregar.

Cristãos matam e se dividem porque um personagem milagreiro pregava o amor ao próximo. Irônico: essa suposta "mensagem de amor" só gerou ódio e destruição.

Cristãos em geral se mostram soberbos, sentem-se muito superiores a todos, rotulam-se como "salvos" e chamam os outros de "condenados".

Se a fé move montanhas, por que os cristãos passam mais tempo construindo muros do que pontes?

Os cristãos pedem respeito por suas crenças, mas raramente respeitam o direito de não acreditar.

Cristãos, o mundo é o nosso palco, o público que nos ouve a nossa orquestra, a beleza das suas ações depende de quão perfeita é a regência da nossa oratória

Aprendi a ter fé com os ateus; alguns cristãos só me levam a questionar Deus.

Os cristãos são bíblias vivas que o mundo está lendo. 📖✨

A "fornada" contemporânea de cristãos parece mesmo saber tudo de divindade... só não sabe (pois não pratica) nada de humanidade.


Demétrio Sena - Magé


Respeite autorias. É lei

⁠Se um terço dos cristãos pregasse mais Cristo que igreja, o caminho para a volta d'Ele certamente já estaria preparado.


Talvez, se assim fosse, o mundo reconhecesse com mais facilidade os sinais do Reino que já está entre nós.


Porque a Igreja, quando fiel à sua missão, não é fim — é caminho.


Não é vitrine — é serviço.


E nem é trono — é cruz.


O problema nunca foi a Igreja enquanto Corpo vivo, mas o risco constante de transformá-la em discurso, identidade social ou instrumento de pertencimento, quando sua razão de existir é apontar para Cristo.


Cristo não fundou uma instituição para ser adorada; fundou um povo para amar.


Não chamou seguidores para defender muros, mas para lavar pés.


Nem pediu marketing de fé, pediu testemunho.


E o testemunho mais eloquente continua sendo uma vida que se parece com a d’Ele.


Quando pregamos mais a Igreja do que Cristo, corremos o risco de anunciar um endereço e esquecer o Caminho.


Mas quando pregamos Cristo, a Igreja se cumpre: torna-se sinal, ponte, casa aberta — nunca obstáculo.


Preparar o caminho para a Sua volta não é fazer mais barulho religioso, mas produzir mais frutos do Espírito.


É menos disputa por razão e mais entrega por amor.


Menos bandeiras e mais cruz.


Muito menos autopreservação e mais conversão diária.


Talvez o mundo não esteja cansado de Cristo…


Mas talvez esteja apenas cansado de não vê-Lo refletido com clareza, sobretudo pelos evangelizadores mais preocupados em apontar o caminho da igreja do que d'Ele.

Entre os “cristãos” que aceitam a interrupção da vida intrauterina e os que aceitam a interrupção da que “não deu certo” — socialmente —, paira um abismo de Misericórdia.


Talvez porque a Misericórdia verdadeira não se acomode nas trincheiras ideológicas.


Ela não escolhe vítimas conforme a conveniência moral do momento, nem distribui compaixão segundo critérios de afinidade política, econômica ou cultural.


A Misericórdia vê primeiro a pessoa, depois a circunstância; primeiro a dignidade, depois o julgamento.


Há quem se escandalize diante da interrupção de uma vida ainda escondida no ventre, mas permaneça indiferente quando uma existência já nascida é descartada pela pobreza, pela dependência química, pela doença mental, pela solidão ou pelo fracasso.


Há também quem se mobilize em defesa dos vulneráveis que caminham pelas ruas, mas relativize a vulnerabilidade absoluta daquele que sequer pode erguer a própria voz.


Em ambos os casos, o risco de transformar a defesa da vida em uma causa seletiva é iminente.


E toda seletividade aplicada à dignidade humana revela mais sobre nossas preferências do que sobre nossos princípios.


O Evangelho apresenta um caminho muito mais exigente.


Não basta defender a vida em um estágio e ignorá-la em outro.


Nem proteger o inocente antes do nascimento e abandonar o ferido depois dele.


Tampouco basta acolher o socialmente excluído e negar humanidade ao que ainda não nasceu.


A coerência da caridade cristã pede um olhar integral: a vida humana não adquire valor por ser desejada, produtiva, saudável ou socialmente bem-sucedida.


Seu valor é anterior a qualquer mérito.


A Misericórdia não elimina a verdade, mas também não permite que a verdade seja usada como instrumento de condenação.


Ela convida à defesa da vida sem arrogância, ao acolhimento sem relativismo e à justiça sem crueldade.


Talvez o maior desafio não seja identificar quem está do outro lado do abismo, mas reconhecer que todos estamos à sua beira.


Porque, quando a compaixão se torna seletiva, quando a dignidade humana passa a depender de circunstâncias ou preferências, cada um de nós contribui para alargar a distância entre aquilo que professamos e aquilo que vivemos.


E é justamente sobre esse abismo que a Misericórdia insiste em construir pontes.


Não para abandonarmos nossas convicções, mas para que elas sejam iluminadas pelo amor; não para deixarmos de defender a vida, mas para aprendermos a defendê-la integralmente, do início mais silencioso até o último suspiro natural.⁠

⁠A fraqueza dos cristãos modernos é que eles se sentem à vontade no mundo.

A. W. Tozer
Man: The Dwelling Place of God, 2009.