Poeta Viver Sozinho Solidao
Por muito tempo fui poeta, fui escritor, em busca das facetas do amor. Passou-se o tempo e o amor se tornou mais complexo que antes, apesar de parecer tão simples ao meu olhar infantil. Engoli filmes, livros e tudo mais que era romântico. À procura de saber o que era o amor, a paixão, o ardor. Mas... mesmo jovem, hoje sei que o amor em si, é algo bom, porém se perdeu e é muito difícil de encontrá-lo em alguém. Inclusive em mim. Mal suporto mais escrever poemas e cartas apaixonadas, falto vomitar vendo, ouvindo ou lendo qualquer cena romântica. Não é aversão, é porque eu tenho os meus problemas emocionais. Não me encaixo em padrões de status de relacionamento, não sou solteiro ou sozinho, sou alheio. Tentei tanto entender o amor, mas esse tipo de amor não é para mim. Eu amo o céu, o mar, a natureza, música, os animais e outros. Entretanto mal olho o céu, mal vou ao mar, minhas plantas estão vivas porque minha mãe que lembra de as regar, passo semanas sem ouvir minhas playlists e tem vezes, que mesmo em casa o dia todo, nem vejo o meu cachorro. Mas o amor romântico não é para mim. Essa coisa de se você não se arriscar, nunca vai saber, é balela. Toda vez que me arrisquei, fui alvejado. Quando dizem sorrindo que isso é algo de momento, que passa, que vou encontrar alguém, eu não encho os meus olhos de esperança. Eu desisto de buscar entender o amor, minha jornada aqui acaba, não haverá mais poemas ou escritos meus. Jovem desisto porque o vazio que habita em mim é algo incurável e muito maior que a vontade de ser recíproco. Voltarei a dormir agora e sabe lá quando verei o mundo lá fora mais uma vez. Ou mesmo acordarei.
Antes da lágrima escorrer dos olhos tristes do poeta, houve um pequeno deslumbre de felicidade ao relembrar o triunfo que ele em outrora já havia sido, e nesse pequeno deslumbre a lagrima chegou a seu destino, contemplando toda obra que o poeta por toda sua vida mostrou em suas letras, a tristeza não mais era somente uma fantasia, agora era sua própria realidade.
"O Poeta é um fingidor", Fernando Pessoa sabia bem o que quer dizer isso, pois levou a vida a inventar outras mil pessoas, com o fim de esconder quem de fato era: Um gênio incompreendido, um débil fingidor da sua real essência mortal e decadente... é dessa matéria que se forjam os poetas geniais.
Carta de um poeta ao Papai Noel
Papai Noel
como criança neste cordel
te peço!
um presente no sapatinho
com apreço
um pouquinho de tudo que é generoso
dos povos: o amor, o ato misericordioso
sabedoria, onde possamos dar graças
afeição, fé, saudando todas as raças
muita paz, oração, muita alegria
nos livrando de todo o mal
embalados pelo coro celestial
de Boas Festas e, um Feliz Natal!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano, dezembro
Aurélia amava mais seu amor do que seu amante; era mais poeta do que mulher; preferia o ideal ao homem.
(Senhora)
EGO POÉTICO.
Enquanto todos dormem,
O poeta está acordado,
Faz os seus versos,
As suas canções,
Seu andar ritmado.
Como quem deixou o seu barco,
No mar ancorado,
Como quem já se encontrou,
O sonho de ter amado,
Como quem já se esqueceu,
Do seu passado assustado.
Como alguém que resgatou do mar,
Os que estavam afogados,
Como alguém que abrigou,
Aos que estavam desabrigados,
Como alguém que sarou as feridas,
Dos que sangravam machucados,
Como alguém que voltou para casa,
Depois de ter ficado ilhado,
Como alguém que já amou,
E por muito já foi amado.
(Extraído do livro:Noções do silêncio.
O odio não passa não passa de um amor nunca alcançado,pois como diria o poeta, o homem tende a odiar tudo aquilo que ele não consegue obter...
Eu preciso de...
Eu preciso de tudo. Preciso da inspiração do poeta, da criatividade do autor, da imaginação do desenhista e do sofrimento do desconhecido.
Preciso do cafezinho da padaria, da versatilidade do humorista e da coragem do salva-vidas. Necessito urgentemente da seriedade do jornalista e da compreensão do vovô.
Decididamente eu preciso do abraço maternal, da comidinha caseira, da brincadeira de criança. Ainda que restrita, preciso da promessa de paz, do sonho de um futuro bom, mas isso deixa pra lá...
Estou dispensando o olho gordo! Disso, pode ter certeza que eu não preciso. E que se vá também a agonia do fim, a tristeza da saudade, a cara amarrada da manhã de segunda feira; que vá para onde o vento faz a curava e que esqueça do caminho de volta.
Falando em dispensa, não dispenso o “Bom dia” ao porteiro, lembro do obrigada e do “não há de quê” até mesmo ao estranho que me deixou entrar antes no elevador. Bons modos, nossa! Como eu preciso disso!
Eu preciso disso e de muito mais. Busco sempre o desconhecido, entretanto, não largo mão do convencional. E nessa incessante busca, sei que preciso, todo o tempo, da alegria em que consiste a vida. Preciso do amor que preenche a alma, preciso da serenidade que acalma o coração. E por aí vai. Aliás, esse por ai vai bem longe. É, eu preciso de tudo.
O POETA
Poeta é aquele
que bebe as maravilhas passageiras
do mundo
na taça dos cinco sentidos,
depois,
sozinho e em silêncio,
transporta-as para o papel
para eternizá-las...
Sou um Poeta.
Sou um pensador.
Posso estar destruído,
meu coração partido.
Mas ainda vivo,
procurando a felicidade em você
Palavras de Um Poeta Escondido
é sim eu já desisti de lembrar pois só vejo coisas q perdi já desisti de sonhar pois sei que sonhos só levam você a querer algo que você nunca terá já desisti da própria esperança pois ela nos da forças a ir para frente e acabar em lugar algum já desisti da felicidade pois ela é momentânea e passageira já desisti do amor pois ele engloba e acaba com agente já desisti da própria existência
e resolvi viver por viver
Quando o Poeta Nasce
Sentir-se só!
Momento derradeiro
Em que o dom grita primeiro
E a alma do poeta nasce!
Inspiração!
Papel, tinta, caneta na mão.
Nada é o que parece,
Senta-se e pouco a pouco
Ela surge, a idéia cresce!
Encorpa-se, se faz lírica, lúdica.
É como entoar uma prece
E enfim, um belo poema, aparece.
O poeta não é somente aquele que é capaz de escrever o que sente, e sim aquele que é capaz de sentir o que escreve
OS RIOS
Do poeta americano Langston Hughes: "Eu conheço os rios. Conheço rios tão antigos quanto o mudo, mais velhos que o fluxo de sangue nas veias humanas. Minha alma é tão funda como os rios. Me banhei no Eufrates, na aurora da civilização. Fiz cabana nas margens do Congo e suas águas me cantaram canções de ninar. Vi o Nilo e construí as pirâmides. Minha Alma se tornou tão profunda como os Rios".
