Poesias sobre Pássaros
O amor sem respeito é como um pássaro sem asas; ele pode existir, mas jamais alcançará as alturas para as quais foi criado.
Refazer e aprender que pássaros,que constroem ninhos em galhos instáveis,depois de cada ventania,precisa recomeçar.
Como um passarinho mundano,urbano,fazendo ninhos e planos,com gravetos de certezas,sobrevoando enganos.
Saudade é o coração querendo ser passarinho,querendo voar,para voltar no tempo,ou para algum lugar.
Virei frangalho,passarinho ferido sem encontrar um galho,voei alto,asa machucada era apenas um detalhe.
Vi um passarinho cantando no poste de luz, e aí percebi que muitas vezes nesses detalhes tão surreais ao mesmo tão encantadores e simplistas a humanidade está se perdendo em detalhes tão cheio de quimeras, tão materialistas e tão degradantes e não se dão conta que a beleza e a riqueza que lapidamos a alma encontra-se toda no ar, terra e mar.
Aí os pensamentos ficam prolixos e se perdem em direções difusas como pássaros atônitos e dispersos querendo voar dentro de ti e mesmo com a gaiola aberta, não o fazem. Não conseguem sair do lugar. As vezes a liberdade também é uma forma de prisão lá fora...
Suspiro profundo e olho pro céu e aí observo o pássaro que parece ser cúmplice dessa minha introspecção e parece dizer-me que as vezes no silêncio também se vive...
O tempo brinca conforme o suspirar da vida, aí o passarinho sobrevoa o ar que acabas de soltar e canta...
E o tempo corre e a vida lança voo como se fosse um pássaro ferido tentando acompanhar esse ritmo ofegante e acelerado desse tempo perdido...
Janela pra vida que se abre, os passarinhos cantam agora. O dia amanhece. Noite agitada em mente confusa e dispersa num autismo que agora relaxa e adormece....Dou uma olhada pela janela pra ver se consigo encontrar o meu mundo e de meu filho lá fora...
Gosto de despertar e conversar com a natureza, os passarinhos me respondem com seu canto e a cabeleireira dos verdes matos varrem pra bem longe meus pensamentos e é nesse instante que meu suspiro de vida é soprado ao vento.
Ultimamente, sinto que meu combustível criativo está baixo, como um pássaro que pausa o voo para descansar. Mas sei que essa pausa é apenas um respiro, um momento necessário para renovar as forças. A inspiração talvez esteja se recolhendo, preparando-se para voltar com mais intensidade, e minha voz, mesmo silenciada por ora, ainda guarda em si o poder de ecoar novas histórias.
Entre a queda e o voo, habito o intervalo das coisas esquecidas, sou pássaro de asas frágeis, que escuta o chamado do céu, mas repousa entre galhos secos, esperando que o vento, um dia, lhe ensine a direção.
"Use o talento que possui. O serrado seria tristemente silencioso se apenas os "Franks Sinatras" do canto, cantasse por lá".
Há pessoas que nos tocam com tanta suavidade que a gente fica na dúvida se possuem alma de flor, borboleta ou passarinho.
Ela tem mania de sorrir pro nada, soltar a gargalhada, rir de se acabar. Ela conjuga o ar, suspira e faz o tempo parar. Ela é de passarinhar.
Tenho asas pra que? Cantar pra quem? Se preso estou numa gaiola... O céu me inspira, mas apenas peço liberdade e você acha que eu canto... Me deixe ir... Tenho asas
Costumava caminhar pelas ruas e admirar o sorriso das pessoas, mas depois que ela sorriu pra mim, sei lá…comecei a admirar outras coisas, as flores, os pássaros…sorriso mesmo de verdade, daqueles de admirar e sorrir de volta sem perceber…só ela tem.
O amor é um pretexto para a poesia, assim como o corpo que eu carrego, pretexto físico para o encontro da minha alma com a sua.
