Poesias sobre Pássaros
Adoro acordar e ouvir o canto dos pássaros celebrando o amanhecer, mas me entristeço profundamente com o sabiá-poca chorando há anos encarcerado pelo egoísmo de estúpidos de uma vizinhança que o condenou à prisão perpétua por pura estupidez, o que me faz sentir o desprezo da nossa própria espécie!
O refúgio de Alba Atróz - um pássaro-escritor, de grande envergadura literária, com sua cicatriz homérica na vogal "o", marginalizado, adaptado coercitivamente ao poluído e violento meio urbano, metamorfoseado, longe de seu habitat natural, em luta resistente contra as amarras farpadas do vil sistema
Viva como um pássaro que, a cada amanhecer, vai atrás do seu alimento sem se preocupar com o amanhã.
Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, completa a tua tarefa. Aprende com o silêncio a respeitar a tua vida.
Se você ama os passarinhos, não os prenda. Plante árvores e cuide do jardim para que eles sempre tenham onde pousar.
" No amanhecer ouço pássaros cantar um friozinho da manhã andando pela rua com um silencio absoluto ouço apenas pássaros cantar sobrevoa no céu o sol já no alto clareando aos poucos o céu vai ficando cor de rosa e azul admiro o belo dia vejo as casas tudo com portas fechadas algumas casas com luzes acesas gente despertando já cedo e a vida continua Assim"
Na política, esquerda e direita representam não polos opostos, mas sim duas asas do mesmo pássaro, carregando-o na mesma direção limitada. Ambas surgem do mesmo corpo, com ideais que às vezes divergem em aparência, mas convergem na manutenção do sistema que as sustenta. Não importa qual asa alce voo mais alto ou mais baixo, o pássaro permanece preso ao seu voo circular, incapaz de alcançar altitudes verdadeiramente renovadoras. Assim, a luta entre esquerda e direita torna-se, na prática, um movimento estéril, uma dança mecânica onde se troca o cenário e as palavras, mas o desenho permanece inalterado. O voo do pássaro político é árido, desprovido de novas paisagens, onde o horizonte é uma mera repetição do passado, indivisível das mesmas estruturas que alimentam seu existir.
Em cada viagem, o coração dela pulsa mais forte, as borboletas dançam em sincronia, os pássaros recitam poesias, e é você quem as inspira.
É possível impedir o voo de um pássaro ao cortar-lhe as asas, mas é imprescindível manter o seu canto como razão da sua liberdade.
A inteligência é um pássaro que voa longe, mas é a sabedoria que sempre está a pousar e a fazer morada em todos os ninhos.
Como são tolos os pássaros que refazem seus ninhos, diante do tempo nebuloso que circunvizinha a cidade.
Nenhum caçador repousaria em travesseiro de plumas se todos os pássaros da floresta cantassem a mesma melodia.
A liberdade dos pássaros nos ensina que, embora a floresta esteja em chamas, o bater de suas asas também ajuda a apagar o incêndio.
O pássaro conhece o equilíbrio: não voa tão alto a ponto de tocar os abutres, nem tão baixo a ponto de marchar com os javalis.
"A mente de um pensador é como um pássaro que, depois de encontrar a porta aberta da gaiola, descobre que a liberdade não está apenas em voar, mas em nunca mais aceitar viver aprisionado."
Se a inteligência fosse realmente um traço evolutivo de sucesso, a espécie humana não passaria tanto tempo inventando deuses para pedir desculpas por existir.
Ou seja, a fé não te faz esquecer a lógica do pássaro, ela te mostra o propósito eterno daquele pássaro que a lógica sozinha não consegue alcançar.
O melhor som vem do vento, melhor música dos pássaros, lindas cores da natureza, águas e vida se misturam... O sol reflete o brilho e aquece o luar que gera canções... E a vida passa no milagre que acontece a todo instante!
