Poesias sobre o Corpo

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Um corpo sarado sem santidade é como um altar profanado - belo aos olhos humanos, mas vazio diante de Deus.


Benê Morais

Consciência, a manifestação da alma vigente.
O invólucro da alma, ou seja, o corpo que munido dos meios ou membros necessários para a subsistência, manutenção e preservação do hospedeiro da alma.
Membros direitos e esquerdos, igualmente necessários enquanto existência.

FIBROMIALGIA


Ela acorda antes do despertador.
Não porque queira — mas porque o corpo chama.


A fibromialgia não grita, ela sussurra em forma de peso.
É como se a noite tivesse deixado pedras espalhadas pelos músculos. Levantar não é apenas sair da cama. É negociar com o próprio corpo. É dizer: “Vamos, mais um dia.”


Ela aprende a se erguer devagar, como quem respeita uma maré.
Há dias gelados em que o frio parece morar dentro dos ossos. Há dias cinzentos em que o mundo olha para ela e diz: “Mas você nem parece doente.”
E ela sorri — aquele sorriso treinado, que esconde tempestades.


A fibromiálgica luta contra algo invisível.
E lutar contra o invisível exige uma coragem que ninguém aplaude.


No espelho, às vezes vê cansaço.
Mas também vê força.
Vê uma mulher que, mesmo com o corpo pedindo repouso, escolhe colocar cor no vestido. Um batom mais vivo. Um brinco que dança com a luz. Se o mundo insiste em cinza, ela responde com amarelo. Se o clima fecha, ela procura o sol — nem que seja o sol da própria fé.


Ela aprende sobre tolerância — não apenas a dos outros, mas a dela consigo mesma.
Aprende que produtividade não define valor.
Aprende que descansar não é fracassar.
Aprende que sentir dor não é ser fraca.


E quanto aos outros…
Ah, como seria bonito se todos entendessem que a dor invisível também dói. Que a fadiga não é preguiça. Que a sensibilidade não é drama. A pessoa com fibromialgia não quer pena — quer compreensão. Quer que respeitem seus limites sem que precise justificar cada passo mais lento.


Ainda assim, ela segue.
Com resiliência de quem já enfrentou invernos longos.
Com a esperança de quem sabe que o clima muda.
Com a firmeza de quem transforma dor em delicadeza.


Porque viver com fibromialgia é, todos os dias, escolher florescer em meio ao próprio inverno.

Sou o tipo que corta o teu pescoço na foto de meio corpo ou tipo passe e coloco a sua cabeça no copo de água da qual você cuspiu porque sentiu o sal e o açúcar no mesmo
limite porque têm o mesmo aspecto.

Eu espero em Deus!
Se há uma lei que não precisa de corpo delito e provas para desmascará os criminosos... É a justiça de Divina!

⁠" Eu vejo gente morta
Não no corpo que se perde
Eu vejo gente morta
Na alma que perece
Eu vejo gente morta
Não na falta de pulsar
Eu vejo gente morta
Na ausência do pensar
Eu vejo gente morta
Não na falta de respirar
Eu vejo gente morta
Quando esta deixa de amar"

Sua presença


Eu não posso dizer que amo seu corpo, porque antes de tudo me apaixonei pela pessoa que você é.
Cada detalhe seu… sua voz, seu sorriso, seus olhos.


Eu nem sei dizer o que amo mais.
Talvez seja a forma como você fala e prende minha atenção já te disse que passaria horas te ouvindo falar sobre qualquer assunto, só pelo prazer que sua presença me traz.


Quando você sorri e mostra suas covinhas no canto da boca…
Seus olhos escuros e profundos…


Quando estou com você, esqueço do mundo.
Tudo desaparece…
E ficamos apenas nós.


É loucura se sentir assim, eu sei.
Mas ninguém tem o mesmo sentido que você tem pra mim.

Sobre nós


A gente não é só corpo e alma
É passado
É presente
É futuro


A gente não só vive
A gente finge
Inventa
Aguenta
Viver é só uma forma de continuar


A gente não morre de repente
Vai se desmanchando aos poucos
Esvaindo-se em saudades
Enchendo-se de tristezas
Entulhado de dores
No fundo,
Bem no fundo
A gente se esforça pra não ficar louco

“O Corpo como Templo.”




Se eu pudesse descrever a maior obra de arte criada por Deus, diria sem hesitar: foi o corpo feminino, em todas as suas formas. Nunca houve prazer maior do que contemplá-lo, sentir sua beleza em cada detalhe e me perder nele.
Não existe sensação mais poderosa do que ver minha mulher se desfazer em prazer em meus braços, seu corpo tremendo enquanto goza. Nossas intimidades se encontram em um encaixe perfeito, como se tivéssemos sido moldadas uma para a outra.
As respirações se tornam descompassadas, os sussurros se transformam em gemidos, e a madrugada se entrega ao nosso desejo. Entre suor, pele e paixão, somos obra e artista, pecado e redenção — duas mulheres consumidas pelo êxtase de existir uma na outra.


— C.N.

Morri no fogo da noite,
no silêncio cruel da prisão,
meu corpo jazendo em sombras,
na véspera de São João.

Três dias de trevas e ausência,
três dias de luta invisível,
mas Deus soprou sobre mim a vida,
e fez do impossível, possível.

Acordei no dia da promessa,
no aniversário da irmã querida,
renasci como quem nasce de novo,
com a alma lavada, vestida.

As marcas não foram em vão,
foram cicatrizes de libertação,
pois quem sobrevive ao abismo
carrega no peito a ressurreição.

Hoje caminho só com Deus,
meu guia, meu norte, meu chão,
e quem quiser andar comigo
precisa ter fé maior que a razão.

⁠Guardinha ao longe apitando,
meus olhos te flertando,
que no teu rosto se perdeu...
Meu corpo cansado,
relaxando em seus braços,
outra vez anoiteceu!

Quando você chora,
o pranto lava o coração, limpa o espírito e faz o corpo transbordar. Então nunca segure o choro!

Nem toda reação estranha em seu corpo é doença,
muitas vezes é sua imunidade expulsando invasores do seu organismo!

Existe um sentimento silencioso e cruel, daqueles que não deixam marcas no corpo, mas consomem tudo por dentro. Ele corrói devagar a capacidade de enxergar valor em si mesmo. Faz nascer a sensação amarga de não sermos capazes de cuidar de nada, de não sermos bons em nada, de não conseguirmos fazer ninguém feliz, nem a nós mesmos.

É um sentimento que se alimenta da culpa. E a culpa tem a capacidade de estraçalhar a alma sem que ninguém perceba. Aos poucos, ela transforma a própria consciência em um tribunal onde você tem que se encarar e julgar a si mesmo.

Talvez o pior não seja a tristeza em si, mas a vergonha de senti-la. A sensação humilhante de fraqueza, como se sofrer fosse apenas incapacidade de lidar com a vida, com as consequências das próprias escolhas ou com o peso do que se tornou. Então a pessoa começa a desaparecer dentro dela mesma, perdendo a capacidade de reconhecer quem era antes de tudo isso.

Sinto falta do tempo em que eu ainda conseguia sustentar o olhar das pessoas sem imaginar pena ou julgamento escondidos ali. Falta do tempo em que existir parecia mais simples e mais leve. Tudo o que eu queria era voltar a ser quem eu era antes, mas a verdade mais dura é que já nem sei ao certo quem sou.

Setembro-me
inteiro dentro
do teu corpo,
quero sentir
todo o teu verão,
vagarosamente
a evaporar-se
no meu corpo.

Suor da Lua




O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.


Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.


O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.


O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.


No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.

As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.


As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.


E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.

" Recordo teu sorriso
que minha alma tanto se encantou
teu belo corpo
e os dias que vivemos
recordo de ti
e amo tua presença
mesmo que em pensamentos
e com um pouco de lágrimas
já que partes sempre
sem dizer me adeus...

" Já andei descalço em dunas ferventes,
senti o calor subir pelo corpo e precisei de água
já estendi as mãos a ingratos que não souberam dizer valeu
vi o mundo mudar, crianças crescerem
vi amores confundidos com amizades
e amizades maiores que amores
vi filhos deixarem suas casas
e suas mães chorando
já vi filhos chorando
a ausência de suas mães
e ai o mundo foi escola, lar
tribunal e verdade
já vi arrependimentos verterem em olhos cansados, vermelhos
e a dor acompanhar até o fim
vi mãos que nunca deram nem pediram perdão
já andei de sandálias novas e isso foi muito bom
conheci realidades, duras e belas sociedades
conheci o amor e a beleza da vida
conheci colo de mãe
e lá foi o melhor lugar do mundo...

Não é frio na barriga.
É paz.
É deitar ao lado de alguém
e o corpo finalmente entender
que pode descansar.
É o silêncio confortável,
o braço encaixado sem pressa,
o cuidado nos detalhes pequenos:
o cobertor puxado devagar,
a mão que procura a outra
mesmo dormindo.
Amar assim não dá borboletas.
Dá sono.
Um sono profundo, pesado, tranquilo,
de quem não precisa vigiar o mundo
porque encontrou abrigo em outro peito.
Tem gente que fala de coração acelerado,
mas bonito mesmo
é quando alguém desacelera a gente.
Quando o abraço vira casa,
o carinho vira travesseiro
e dormir ao lado da pessoa
parece a coisa mais segura do mundo.