Poesias sobre o Corpo
O Que Sobra Depois?
O dinheiro corrompe a alma,
a morte consome o corpo.
E depois… o que resta?
A alma.
A exaustão do corpo é o silêncio da mente. Cada gota de esforço derramada é uma ilusão deixada para trás, aproximando-o de seus objetivos.
Bushido - Alejandro
“O corpo não mente: ele expressa aquilo que a linguagem ainda não conseguiu dizer.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
“A dor não é apenas um sinal do corpo é uma experiência que atravessa toda a existência.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
“O eu não nasce pronto ele se constrói no corpo, na dor, na relação e na linguagem.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
“O corpo guarda aquilo que a consciência não consegue sustentar.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
"A saudade faz que a
gente sinta que alma
sai do corpo e viaja para
o passado revivendo
momentos que pareciam
adormecidos"
"As dores do corpo se
cura com remédio, mas
para as dores da alma o
remédio são as lembranças
de bons momentos vividos"
“O toque não é encontro de corpos é a experiência que o corpo cria diante da resistência do mundo.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
“O trauma não está apenas na memória — está inscrito no corpo e no tempo do sujeito.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá
Sua presença
Eu não posso dizer que amo seu corpo, porque antes de tudo me apaixonei pela pessoa que você é.
Cada detalhe seu… sua voz, seu sorriso, seus olhos.
Eu nem sei dizer o que amo mais.
Talvez seja a forma como você fala e prende minha atenção já te disse que passaria horas te ouvindo falar sobre qualquer assunto, só pelo prazer que sua presença me traz.
Quando você sorri e mostra suas covinhas no canto da boca…
Seus olhos escuros e profundos…
Quando estou com você, esqueço do mundo.
Tudo desaparece…
E ficamos apenas nós.
É loucura se sentir assim, eu sei.
Mas ninguém tem o mesmo sentido que você tem pra mim.
TENTAÇÃO
Enfeitava-se de lantejoulas
E vestia uma espécie de ceroulas
Sobre um corpo muito moreno
Pequeno,
Quase ao chocolate negro,
De púbis atena
Com cheiros de açucena
Muito farfalhuda
Negra, barbuda
Como as do pirata
Primata
Dos sete mares
Sentidos
Mas não percorridos.
Nestes meus invividos
Ares
Altares
Sem fé de sentir
O doce do fruto maduro
Sem ser só pão duro
Neste mundo inexplicável
Por tanto inextricável
Do que foi
E do que está para vir
Como um boi
Puxa a carroça da troça
Doente, por não poder fugir.
E a pequena esfinge
Egipciana
Era uma mulher que finge
Estar comigo na cama
Da ilusão,
Apenas, cruel tentação!
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 10-08-2022)
Setembro-me
inteiro dentro
do teu corpo,
quero sentir
todo o teu verão,
vagarosamente
a evaporar-se
no meu corpo.
Suor da Lua
O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.
Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.
O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.
O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.
No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.
As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.
As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.
E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.
A pandemia passou pelo corpo, mas ficou no coração.
A gente aprendeu a se proteger tanto — do toque, do outro, da perda — que muitos não conseguiram voltar.
Não é que as pessoas ficaram más.
Elas ficaram cansadas, desconfiadas, com medo de sentir de novo.
Antes:
a conversa era ponte
o café era desculpa
a visita era afeto
Depois:
o silêncio virou hábito
o celular virou escudo
a distância virou conforto
O coração não esfriou de repente.
Ele foi se fechando devagar, para sobreviver.
Mas ainda tem algo bonito nisso tudo:
quem percebe essa frieza… ainda sente.
Quem se incomoda com a falta de conversa… ainda tem calor por dentro.
Talvez agora a gentileza precise ser reaprendida.
Como quem volta a falar depois de muito tempo em silêncio.
Lágrimas...
Saudades...
Lembranças...
O gosto do teu beijo...
Teu corpo...
E amanhã...
Amanhã é quinta...
Não existe esperança aos condenados...
Seja meu.
Seja meu ar.
Seja meu sangue.
Meu corpo...
Seja tudo.
Seja meu Deus.
Seja meu pecado.
Seja minha salvação.
Dizem "ame a si mesmo em primeiro lugar".
Mas isso é impossível quando um intenso está amando.
Seja meu tudo, amor.
Seja meu único tudo.
Seja minha luz.
Seja minha escuridão.
Seja meu rei...
Fique, não vá, apenas fique.
Apenas observe eu te amando.
Apenas observe minha obsessão.
Você sentirá o amor,
Não tenha medo,
Isso é amor verdadeiro...
E quem disse que o amor deve ser lento, tranquilo e sem barulho?
Amor também machuca, amor também grita,
Amor é uma tempestade.
Se molhe!
O amor é feroz.
Deixe que ele te devore.
"O corpo grita o que a boca cala. Às vezes a dor na nuca é o peso de carregar mágoas antigas e palavras mal resolvidas. Solte o que não é seu, relaxe os ombros e entenda: sua paz vale mais. 🕊️🌻✨"
@SerLucReflexoes
Seu corpo é fruto proibido
É a chave de todo pecado
E da libido, e pra um garoto introvertido
Como eu, é a pura perdição.
