Poesias sobre o Brasil
Do teu olhar doce
como Cocada
não me esqueço,
Eu sei que colado
comigo te mereço,
Se chegar mais
perto tem cubro
com milhões de beijos.
A paixão nacional muda
de nome dependendo da região,
Começou como Concertina,
uns chamam de Acordeona,
outros de Gaita e no Nordeste
é consagrada como Sanfona;
A verdade é que esta paixão
tem nome e se chama Acordeão
um instrumento que lembra
o meu coração sempre quando
você passa e põe ele no tom.
Quando chegar a hora
você virá me buscar,
Nós vamos pegar
a estrada e nas paradas
vamos namorar,
Queijadas de São Cristóvão
comigo vai provar,
vai ter orgulho de andar
de mãos dadas comigo
e vai rir do que o povo falar.
Rodeio Sempre
Quando as flores azuis
do tempo se fecham
no Médio Vale do Itajaí,
Rodeio sempre me faz
pensar em você,
Neste momento por aqui
fico desejando em dividir
uma Maçã do Amor,
Como seria bonito você
cair de amores por mim
e eu gostosamente retribuir.
Quero namorar com você,
não consigo me enganar,
Alguma hora você vai
se render ao meu feitiço,
Sei que você está querendo
ficar comigo coladinho,
Um bom Bolo de Pupunha
vai fazer você me colocar
certeiro no seu destino;
Não há ninguém nesta vida
que fará você dar para trás,
porque você represa o desejo
de querer ser meu por inteiro,
e já não há mais nenhuma
perspectiva de ocultamento:
é todo meu o teu sentimento.
Você sabe que te amo
e como te amo
do jeitinho que você é,
Te amo e mimo
com todos os sabores
de todas as regiões
do meu Brasil Brasileiro,
Quando você se tornar
meu você será inteiro.
As nossas diferenças
de gêneros nos tornam mais
iguais do que imaginamos,
porque nos tornam humanos;
Entrar em guerra por
causa delas não está
jamais nos meus planos,
Todos nós precisamos uns
dos outros mais do que imaginamos.
A porta é o Mistério
do Morro da Mariazinha,
Lidar com algumas
pessoas hoje desafia
muito mais,
A poesia me ajuda
a ficar em paz,
e por pretensão encontrar
a porta que nunca
ninguém mais foi atrás,
Há tanto tempo isso faz...
Os trovões parecem
como címbalos que retinem,
A ventania balança
o carrilhão das vagens
do Coração-de-Negro,
Com o meu silêncio
presto devotamento etéreo,
e neste amoroso sigilo
guardo o quê sinto e te protejo.
Debaixo de um Jacatirão-Açu
sentei-me com um raro
Dicionário do Câmara Cascudo,
com as personagens do Folclore
e com todas as miragens
que tenho a seu respeito,
você é meu e não tem mais jeito.
Tê-lo por perto é questão de tempo,
e a cada poema que escrevo
a certeza passo a passo se aproxima;
porque como poeta
o tempo sempre comigo se alia.
Os Camboatás-Vermelhos
e os Camboatás-Brancos
cortejam o Céu e dão
sustentação na Terra
dos humanos que conspiram
contra os humanos
que sequer conheceram,
e contra a Criação igualmente
vivem para conspirar;
Deste mundo onde teimam
em dar como perdido,
dele eu prefiro não me retirar,
e poemas de amor tenho escrito
para um dia talvez voltar acreditar.
O Camboatá-Branco doa
a sombra poética e inspira,
Te quero com amor
e sempre com toda energia,
De longe já percebo
que me deseja como companhia
não só para um momento,
e sim para toda a nossa vida.
O Amendoim-Bravo desponta
na mata em meio aos ventos,
Eu te celebro em silêncio
com os meus poemas de amor
neste mundo que a cada dia
envergonha quem tem sentimento,
Prefiro eu ir contra as correntes
que causam tormentos ao peito,
e cultivar a espera do nosso momento.
Seguir o curso do rio,
Fazer uma bonita canoa
com Guapuruvu,
Agradecer a Deus por
esta terra tão boa,
Quem sabe um dia ganhar
como prêmio o seu amor,
Na sua companhia dar
risada de tudo e à toa.
Sobre rir de tudo,
sorrir para a vida,
Apreciar o quanto
a gente combina
e o verdor do Pau-Marfim
inspirando poesia.
Quetes sobrevoam
as nossas ideias,
Você joga charme
de pescador como
quem joga a rede
no oceano do meu amor.
Curicacas sobre a árvore
alegram a paisagem,
A gente se ama de verdade
e um com o outro
temos toda a liberdade.
Posou bem mansinha
por aqui uma bonita
Corujinha-relógio só
para avisar que desde
o dia que te vi chegou
lindo o tempo de amor,
Nos teus olhos percebi
o calor do alvorada,
Seria um absurdo ocultar
que estou apaixonada,
Já nos vejo com nossas
mãos e almas enredadas.
Quando você ouvir
qualquer coruja
cantar o meu coração
também ali vai estar,
Perto da onde você
mora tem uma
Corujinha-do-Sul
que sempre te olha,
Enquanto a poesia
silencioaa te namora.
Linda Caixão-de-defunto
cheia de vida e que busca
o Sol nas clareiras das matas,
Teu nome deveria ser
trocado para "Beijo de fada"
para todas as vezes que
uma pessoa te encontrar
no caminho receber a graça
da consciência despertada.
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