Poesias sobre o Brasil
Quando a Bracatinga
chora é quando
o tempo muda,
Para quem sabe ler
é a própria poesia
que comunica profunda.
Victoria amazonica
florescida na bela Guiana
Inspira austral poesia
e tudo aquilo que não engana
De alvorada em alvorada
assim escrevo o meu sonetário
austral em nome de tudo
aquilo que sempre acredito
Porque viver em paz
colocando a História real
no lugar sempre é possível
Falar de paz e amor
buscando plenamente viver
sempre haverá de ser incrível.
Só haverá poesia genuína
da minha parte se for
possível fazer novos poetas
e através dela conseguir te trazer
Para juntos na magnífica Aruba
que é uma ilha bem situada
nos entreter com a dança
que o vento leva cada Watapana
Não posso esconder que te amo
do jeito que as areias amam
o mar azul com todas as potências
Como um exército sem resistências
tu haverá de ser absoluta rendição
da mente, do corpo e do teu coração.
O meu poema é bem
superior a mim,
Ele é canoeiro e cantador
das tradições do meu país,
Enquanto ele lembrar
e fizer mais poetas
para ajudar quem
lembre delas,
Seremos sempre
uma terra de gente feliz.
...
Está fazendo
muito calor,
Não vejo a hora
do frio chegar
para preparar
Canjica só
para agradar
o meu bonito amor.
...
De longe vejo
a Dança do Canjerê,
Tem gente
que não me vê,
Oxalá tudo sabe
e tudo Ele vê.
...
Pagar promessa
em Canindé,
Talvez de Jegue
ou até mesmo a pé.
...
Canjica da morte
servida a meia-noite
para a vigília de quem
guardar o falecido,
Tradição talvez
esquecida em alguma
cidadezinha do Paraná,
Com amendoim era
solenemente perfeita,
Uma recordação
para a toda a vida.
...
Toco Cangá como
quem toca as tradições
para tocar a alma
sem ofender a ninguém,
Amar a terra que nasceu
ou escolheu para viver
é querer multiplicar o bem,
Porque se minha tradição
não ofende a ninguém que mal tem?
#poesiabrasileira
Poema é mato quebrado,
é capepena aparado,
para mostrar o caminho.
...
Cara ou Coroa,
Só sei que a vida
é justa e boa.
...
Te ver no Bambaquerê,
Soltos pelo salão
Cara... Caré...
Vou de Fandango
até quando
o Sol raiar e colocar
na mesa o café
mesmo se não tiver carona,
vamos voltar a pé.
...
Caracaxá tocando,
É do Reco-reco
que estou falando,
Você vai ouvir
e acabar gostando.
...
Vou te pintar
com Carajuru da Lua,
Para não teres
medo de nada,
e viver uma vida apaixonada.
Carregadeira levando
grão de açúcar
para o seu coração
sempre adoçar,
É assim que a poesia
contigo fará lar.
...
Não sei cantar
a Carrasquinha,
você pode me ensinar
para a gente fazer
com alegria essa roda rodar.
...
Uma Carranca esculpi
para colocar na minha proa,
Muita gente não acredita
que a vida sempre desafia,
e ela não falha, justa e boa,
Por isso para a poesia
sempre vou dar carona.
Enquanto uns perdem
tempo com catana,
Busque ganhar tempo
com muita poesia,
Quanto mais poesia
se entrega mais
a vida será recíproca.
Não é sobre escrever...
...
Não é preciso fazer
nada porque a língua
de quem fere é
o próprio Catimbó,
Por isso escolha fazer
sempre o melhor
para não se reduzir a pó,
Sempre que for preciso
não tema caminhar só.
...
Colher no Catolé
cocos maduros,
Fazer um doce
para quando
você vier hoje.
...
Catopés cruzando
cantando pela cidade,
Alegria popular
no coração de verdade.
...
Mel com Cauim,
também fazer rir fácil
porque poesia é assim.
No Extremo Sul
de Santa Catarina,
um rio que muda de cor
é digno de poesia.
Ora verde ou azul,
sua resiliência extremada
ainda no Rio Araranguá
se pesca com tarrafa.
O rio é como a gente
que precisa de tudo um pouco,
sem ele ficaremos no sufoco.
Nas cores dele deixo
o meu coração e o carinho
em nome de um melhor destino.
Pousem beija-flores e abelhas
na Sálvia-escarlate de poemas,
ousem florescer as palavras
de mel e amor para adiante
escrever as melhores cenas
seja de festejo ou romance.
Sem explicação se acenda
no nosso horizonte junino
a inspiração que se esqueça
de tudo aquilo que pese
na embarcação do cortejo
de São Pedro e São Paulo.
Com a benta chave em mãos
daquilo queremos você virá
na direção do mútuo pertencer,
porque assim tem sido escrito
o inexplicável e irá acontecer
com a glória do que é para ser.
Bem coradinha tal
como Camu-camu
é assim que me deixa,
cada poema enleia,
Sem olhar para todas
as direções me deseja.
Jacarandá da Bahia,
madeira dura e flores brancas,
Paz e ser toda poesia
por este pátrio setembro
que está em florescimento,
Em ti ser o mais generoso,
o adorável pensamento
e amoroso sentimento.
Os teus olhos
feitos de Sul,
par de Guabiju,
A delícia da vida,
a genuína poesia
criada sob medida.
Quem escreve poesia nasceu
com a alma pronta para ser
escândalo, para escandalizar-se
e sem dó de escandalizar,
Não faz muito tempo teve um ser
que para causar constrangimento,
e acabou virando divertimento
porque comparou a minha poesia
com carta de mulher de preso
na pueril tentativa
de me deixar envergonhada,
Na verdade, sem saber,
me fez sentir muito honrada;
porque o amor é livre,
e quem zombou é um grande nada.
Balneário Barra do Sul
Balneário Barra do Sul,
relicário da minha poesia,
a tua mata Atlântica
e todos os teus sinais
ainda me mantém viva.
Balneário Barra do Sul,
relicário da minha vida,
as tuas restingas, dunas, lagoa
e as ilhas dos Remédios,
Feia, Araras, Instriptinga e Islobo,
todas vivem nas minhas veias.
Balneário Barra do Sul,
relicário dileto meu,
o Canal do Linguado
leva o signo deste poemário
que é barco de pescador.
Balneário Barra do Sul,
relicário e taça festiva,
da descascadeira de camarão
da Festa da Tainha
feita de sabor, poesia e da tua
cultura portuguesa e indígena.
Balneário Barra do Sul,
relicário do Norte Catarinense,
do Linguado poético, da Conquista profética, do Pinheiros acolhedor,
da Costeira charmosa,
do Centro amoroso,
da Boca da Barra lendária
e da Salinas profunda,
és o meu Santuário de amor.
CANTO DA ESPERANÇA
De João Batista do Lago
A sinfonia da insensatez em toda pressa
Reverbera o prenúncio de toda guerra
Imanência de estados totalitários
Sujeitando a honra de povos na terra
A nota colonizadora é a dó maior
Gerando mortandade com seus fuzis
Prostrando sobre a pátria todos os civis
Famélicos soldados do vão ouro negro
Até quando os senhores donos do mundo
Plantarão toda infinda desgraçada sorte
Subjugando toda uma nação até a morte?
Há de chegar o dia da nova esperança
Há por certo de se compor sinfonia nova
O mundo será jardim de almas crianças
VIGÉSIMO QUINTO HEXÁSTICO
porque igual assim me pretendes
não quero deste mundo fugir
esta dor é um bem que me dói
puro desejo de potência é
nego por fim teu prazer fátuo
melhor viver a dor ousada
Olhar de Anjo
Dizem que os Anjos aparecem,
Apenas para crianças.
Elas não os reconhecem, porque
Eles sempre estão disfarçados.
São aqueles que, lhe fizeram o curativo,
Quando caiu da bicicleta.
Que ficou, acordado a noite inteira,
Quando você estava com febre.
Que levou você para passear,
Mesmo sem te conhecer,
Junto com os amiguinhos da escola.
Que te presenteou com balas, bolos, festas.
Aqueles que tiveram sempre um olhar terno.
Quando mais você precisava.
Quem disse que Deus não cuidou de você....
Só que; você só lembra de tudo isso;
Depois que cresce.
Achava, no seu mundo infantil,
Que tudo o que acontecia, lhe pertencia
Por direito.
Na verdade lhe pertencia. Mas os Anjos
Que lhes guardavam de tempos em tempos.
Eram tão especiais, que não mediam esforços
Para fazer uma criança sorrir. Mesmo,
Eles possuindo, seus próprios problemas.
Olhavam-no com olhares de Anjo.
Te formaram. E foram para o Céu dos Anjos.
E isso, se repete, em cada geração.
Mesmo que a criança, não reconheça,
Os Anjos em sua volta.
Eles estão sempre ali com seus olhares.
E sentir-se só. É quando; nos lembramos,
Daqueles Anjos, que nos cuidaram.
E não tivemos tempo de agradecer.
Marcos fereS
QUADRAGÉSIMO PRIMEIRO HEXÁSTICO
Dou à tua nova carne sentido
Velhos e novos rios transportam
Verbos sacrílegos… parábolas…
ao poeta cabe encarná-los
dando-lhes luz às novas almas
sequiosas de novos saberes
"Nós"
O sorriso dela encanta
Como as luzes do sol
Cada conversa é um livro
Nós dois não temos temas
Somos livres versos de poemas
Nosso romance é poesia
Sinceros demais com a vida
Relógio? Não somos mais escravos
O tempo tornou-se domesticado
Morremos a todos os momentos
Mas nunca deixamos de viver
O grão de areia da ampulheta corre
Nós dois juntos envelhecemos
Não deixamos de ser belos
Deixamos de viver escondidos
Sem máscaras, somente essências
Nós amadurecemos e florescemos
Abandonando as nossas casas
Sendo até o fim
Nós.
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