Poesias sobre Mae de Jose Saramago
Ó querida estou de volta,
venho-te um abraço dar;
Enxuga teus lindos olhos
se minha que eu sei-te amar.
SÓ PRA TE VER
Só pra te ver
Eu poderia arriscar tudo
1 milhão de poesias escrever
Ser somente seu, sobretudo
Só pra ficar perto de ti
Eu posso lutar com qualquer um
Esse amor, eu já admiti
Que você é uma pessoa fora do comum
Faço tudo o que for preciso
Para conviver com seu sorriso
Faço tudo pelo seu amor
Só não quero te ver de mal-humor
o amor é como as poesias,
as vezes não entendemos, mas nem por isso poesia deixa de ser poesia
Ou o amor deixa
de ser amor.
Depois de pandemia, de Guerra da Ucrania,
vamos falar de poesia, fazendo poesias na vida,
e da vida uma poesia...
Ósculos e amplexos,
Marcial
POETRIXANDO COM AMOR SOBRE AMOR
Marcial Salaverry
Um amor assim assumido,
um amor muito querido,
deve ser bem vivido...
Marcial Salaverry
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Um amor para ser bem vivido,
deve navegar num mar de serenidade,
carinho e amizade...
Marcial Salaverry
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Vou me comprazer,
em te amar com prazer...
E de prazer sempre viver...
Marcial Salaverry
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E assim nos amamos,
E assim nos beijamos...
e assim nos queremos ter..
Marcial Salaverry
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Amor-amizade, amorzade,
ou Amizade-amor...
é o que dá vida, o calor...
Marcial Salaverry
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Amor é doce loucura...
doce e maravilhosa sensação,
que vai acelerando o coração...
Marcial Salaverry
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Sendo amor eterno,
numa paixão que a alma encanta,
ofereço meu carinho terno...
Marcial Salaverry,
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Ao perfume das flores,
misturavam-se os odores
de nossos amores...
Marcial Salaverry
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Encontra-se no amor a felicidade,
quando com sinceridade,
vivemo-lo em reciprocidade..
Marcial Salaverry
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Amor virtual é o tema...
Um amor virtual, não tema...
Virtual ou real, amor é o lema...
Marcial Salaverry
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Considerando que os temas mais atuais apenas falam em pandemia,
em guerra, ou em política corrupta, acredito que com poesia de amor falando,
é mais fácil podermos ter UM LINDO DIA... Concordam?????
Marcial Salaverry
Uma brisa suave de um beijo...
Vieste como uma leve brisa...
Beijou o meu rosto e afagou a minha alma!
Deixou o meu coração em êxtase total...
Encheu a minha alma de felicidade!
Fiquei por alguns segundos flutuando...
Senti a mais deliciosa sensação de bem-estar!
Viajei nas asas da imaginação,
Senti levemente o seu toque em mim...
Senti a leveza dos seus lábios no meu rosto,
me fazendo sonhar...
O seu toque macio do seu beijo em mim...
O doce roçar dos seus lábios úmidos, me deixou fora de mim...
O seu hálito perfumado e quente, fazendo a minha pele arrepiar...
O seu perfume de flores me deixou estático de amor...
Maternidade
William Contraponto
No corpo a vida se anuncia
como semente em terra ardente.
Mistério, dor e poesia,
num tempo que não segue em frente.
O ventre é sol que se derrama,
é casa antes do existir,
é chama antiga que se inflama,
sem nunca se deixar partir.
No colo nasce o infinito,
nos olhos — mundos a brotar.
É medo calmo e grito aflito,
é dar sem nunca se esperar.
Ser mãe não cabe em um conceito,
nem se traduz por condição.
É ter o mundo sobre o peito
e ainda abrir o coração.
É preciso planar sobre o que fazemos. É necessário saber muito mais por cima e por baixo, ao lado e de todos os lados, rodear o seu objeto e tornar-se o seu dono.
Todos aqueles que devem deliberar sobre questões dúbias devem também manter-se imunes ao ódio e à simpatia, à ira e ao sentimentalismo.
“...não há diferença nenhuma entre cem homens e cem formigas, leva-se isso daqui para ali porque as forças não dão para mais, e depois vem outro homem que transportará a carga até a próxima formiga, até que, como de costume, tudo termina num buraco, no caso das formigas lugar de vida, no caso dos homens lugar de morte, como se vê não há diferença nenhuma.”
A Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante em que vos falo, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira quotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais exato e rigoroso sinônimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo.
Cala-te, […] calemo-nos todos, há ocasiões em que as palavras não servem de nada, quem me dera a mim poder também chorar, dizer tudo com lágrimas, não ter de falar para ser entendida.
(...) de que adiantaria falar de motivos, às vezes basta um só, outras vezes nem juntando todos, se as vidas de cada um de vocês não vos ensinaram isto, coitados, e digo vidas, não vida, porque temos várias, felizmente vão-se matando umas às outras, senão não poderíamos viver.
"... enganadora é sim a luz do dia, faz da vida uma sombra apenas recortada, só a noite é lúcida, porém, o sono vence, talvez para nosso sossego e descanço, paz à alma dos vivos"
«Se um morto se inquieta tanto, a morte não é sossego, Não há sossego no mundo, nem para os mortos nem para os vivos, Então onde está a diferença entre uns e outros, A diferença é uma só, os vivos ainda têm tempo, mas o mesmo tempo lho vai acabando, para dizerem a palavra, para fazerem o gesto, Que gesto, que palavra, Não sei, morre-se de não a ter dito, morre-se de não o ter feito, é disso que se morre».
«elas não são, as palavras, aquilo que declaram, estar só (...) é muito mais que conseguir dizê-lo e tê-lo dito».
...o que sucede é que tudo me cansa e aborrece, esta maldita rotina, esta repetição, este marcar passo. Distraia-se, homem, distrair-se sempre foi o melhor remédio. Dê-me licença que lhe diga que distrair-se é o remédio de quem não precisa dele... (O homem duplicado)
Há um mal econômico, que é a errada distribuição da riqueza. Há um mal político, que é o fato de a política não estar a serviço dos pobres.
O tempo das verdades plurais acabou. Agora vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias.
A vida, que parece uma linha reta, não o é. Construímos somente uns cinco por cento da nossa vida, o resto fazem os outros, porque vivemos com os outros e às vezes contra os outros. Mas essa pequena porcentagem, esses cinco por cento, é o resultado da sinceridade consigo mesmo.
