Poesias sobre Mae de Jose Saramago
Andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O nunca mais de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter nunca mais quem morreu. E dói mais fundo - porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: never.
Algumas poucas pessoas são muito especiais, se você colocar o ouvido sobre seus corações, provavelmente você ouvirá o oceano jurando para alguma estrela distante na galáxia que algum dia eles não estarão mais sozinhos. E talvez essa seja a razão de existirem estrelas cadentes todas as noites.
Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças.
Acho que esse é o melhor conselho de todos: pense constantemente sobre como você pode fazer as coisas melhor e questione a si mesmo.
Determine o seu valor, não fale sobre você de forma negativa fazendo comparações, seja potencialmente ousada em avançar em suas limitações. Faça de forma e acordo com o que Deus requer de você.
A maravilhosa vantagem dos espaços da vida virtual sobre os espaços "offline" consiste na possibilidade de tornar a identidade reconhecida sem de fato praticá-la.
Contos de fada não falam apenas sobre casar com principes encantados, falam sobre realizar seus sonhos.
Eu nunca fui de prometer nada. O que eu sabia sobre promessas era que elas se quebravam com facilidade.
Deixe-me escrever
As flores do meu jardim
A bondade do meu coração
Um livro sobre poesias
Pois não quero fazer
Mais nada
Além de transbordar
Emoções e sentimentos
O tempo urge
E eu estou prestes
A me transformar
No pó da estrela que sou!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
MINHA AMADA
Sua beleza
Algo além da natureza
Seu cabelo cacheado
Me deixa desnorteado
Quando ela está por perto
Eu me sinto tão completo
Tudo o que falta em mim
Nela eu já vi, sim
Eu a amo demais
Cada vez mais
Ela é simplesmente linda
No meu coração é sempre bem-vinda
Mãe é mãe. Um amor sem igual. Inexplicável. Indefinível. Incalculável. Primeiro lugarzíssimo do mundo no nosso coração. Estou em treinamento, sou uma mãe em construção. Levantando um tijolinho a cada dia pra um dia ser a melhor mãe do mundo e quem sabe ouvir isso da pessoa mais importante da minha vida. Cólicas, tombos, choros compulsivos... estou aprendendo. A solução nessas horas é colo, carinho, cuidado e muito amor. Meu Deus, não sei como cabe tanto amor na gente! Que benção acompanhar um primeiro sorriso, por exemplo, são prazeres que não tem tamanho. Ah, se minha mãe fosse viva hoje em dia, seria tão melhor filha. Porque agora entendo cada bronca que ganhei na vida. Realmente é como ter um coração batendo fora do nosso corpo. Nossa parceria é forte. Já foram tantos momentos divididos, que só nos aproximaram ainda mais. Bons, nem tão bons assim... Mas eu não me canso. De olhar, de agradecer, de cuidar. E como diz uma amiga minha, eu honro a maternidade.
Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é vera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos.
Eu poderia ter o mesmo pai, a mesma mãe, ter freqüentado o mesmo colégio e tido os mesmos professores, e seria uma pessoa completamente diferente do que sou se não tivesse lido o que eu li. Foram os livros que me deram consciência da amplitude dos sentimentos. Foram os livros que me justificaram como ser humano. Foram os livros que destruíram um a um meus preconceitos. Foram os livros que me deram vontade de viajar. Foram os livros que me tornaram mais tolerante com as diferenças.
Quando se Faz da Pintura a nossa Vida
E dedicamos cada dia a produzir algo...Tudo parece fluir Naturalmente.
Não pinto para ser Famoso, não preciso mostrar ao mundo que sou bom ou menos bom, pinto porque só assim me sinto bem na vida ,este é o meu objetivo .
Não sei ...Sei que quando caio deixo ser eu.
Sou uma espécie de improviso.
Fecho os olhos e deixo de respirar por uns segundos. Aproveito a adrenalina que sinto. Quase desmaio...quase...
Cansado de sonhar
O vazio dentro destas paredes se confundem com vazio das telas...sou o reflexo de tudo acabado . hoje sou esse.
uma viagem ao Epicôndilo Medial:
Tinha passados 150 anos ,desde a minha ultima viagem ao Epicôndilo Medial esquerdo ...
Neste seguimento desta aventura acabei por fazer o maior desapego de algo meu.
Deixei o 3• dedo a contar do polegar , .Abandonei o... Não o quero mais carregar nesta minha viagem!!
1,2,3,4,5,6....contava mentalmente, eu números seguidos...imaginava-os dedos voadores... Pra distrair a mente.
Sentia uma dor intensa no dedo da mão esquerda.... Olhei pro dedo com má cara e disse lhe que não gostava dos modos com que me andava a tratar me.
Gosto ser sincero e verdadeiro. Já a muitos dias que me apetecia gritar com ele ...não que me estivesse a fazer mal....
Mas ultimamente anda feito estúpido. Não me tem respeito. Pensei cortar o mal pela raiz ,mas optei por dar mais uma oportunidade. Sou um homem de oportunidades...
E dedos voadores são raros. São como os amigos....
Tinha passados 150 anos ,desde a minha ultima viagem ao Epicôndilo Medial esquerdo ...
Desta vez tinha feito a viagem com um objetivo : visitar a gaveta numero 4 da 7_a cómoda , a 7a cómoda ,era um armário muito especial ,situado entre a Fossa Radical e o Epicôndilo esquerdo .
Sempre senti uma atracão pela gaveta numero 4 ...nunca entendi porquê...
Passaram se 150 anos e a 7a cómoda estava ali intacta , com varias gavetas , mas a gaveta numero 4 era a especial.
Uma gaveta vazia ...sim vazia , ao contrario das outras .
Tudo me parecia recente .
Uma comoda
Uma gaveta
E o meu polegar da mão direita ,já achatado e desgasto ...
Quisesse eu explorar a gaveta numero 4 , não lhe encontrava nada .
Mas por parvoíce minha ,quis desta vez , deixar algo ...e escrevi ali mesmo no fundo da gaveta numero 4 ...
Ate quando ?
Afastei me e segui minha viagem .
Pensei em escrever porque alguém me perguntou:
“Cadê suas poesias? Tem escrito?”
A resposta veio assim:
Nem todo dia tem poesia.
Tem dia que amanhece seco,
sem metáforas, sem rima, sem vontade.
Tem prosa crua,
comunicado de despejo,
recado na geladeira,
mensagem não lida.
Tem carta escrita às pressas
só pra não dizer que ficou calado.
Palavras que se alinham não pra explicar,
mas pra confundir, provocar, desarrumar.
Nem todo dia tem bons pensamentos.
Tem dia em que o peito pesa,
e os sonhos dormem mais do que a gente.
Tem vontade de sumir,
e tem lembrança que insiste em ficar.
Tem o corpo presente e a alma ausente.
Tem desejo partido,
tem carta de amor rasgada antes de ser enviada.
Tem dia que tem só o silêncio —
mas é um silêncio cheio de barulho por dentro.
Tem dia que o mundo cala,
e mesmo assim, a palavra teima em transbordar.
Sai pelos olhos,
escorre na pele,
explode no papel.
E é nessa bagunça que, às vezes,
sem querer, a poesia volta a acontecer.
A vantagem de ter sido filho de pais separados é que, para sustentar a casa, minha mãe, minha heroína, nunca teve tempo suficiente para contar histórias antes de eu dormir. Lance como contos de fadas e histórias do tipo. Hoje não acredito em princesas e em 3 pedidos saídos de uma lâmpada empoeirada. Agradeço muito a ela, pois sei aonde piso e não dou mais que uma única chance.
