Poesias Relacionadas sobre a Arvore
Suave regato
que acarinhando
a bela floresta
em noite estrelada
e de imenso luar,
sei que sobre mim
não consegue
parar de imaginar.
Os desejos teus
têm se unido
todos aos meus,
e algo em nós
tem persuadido
à um romance
a ser bem vivido
unidos aos astros.
Os sentidos teus
têm se conectado
todos aos meus,
carícia indômita,
busca assumida
pelo paraíso perdido
neste planeta Terra,
do meu coração
tomará inteiro conta.
Algo tem me dito
que pouco a pouco,
mesmo tendo
os resquícios
de criança medrosa,
não vou resistir
e cairei de amores
hipnotizada
por este teu feitiço.
Cruzando as florestas
boreais e estradas,
a vida sobre rodas
de cada caminhão
trazendo uma solução,
para este mundo,...
Acredito que te vi
num engarrafamento
com o teu carro Éris
recém-comprado
entre modelos
Plutão e Disnomia;
Cruzando as florestas
boreais e estradas,
a vida não pôde
parar nesta noite
de imenso luar,
e um dia a gente
vai se encontrar,...
Acredito que tudo
o quê tiver de ser,
cedo ou tarde,
assim será,
independente
do mau momento
e do contratempo.
Guarujá do Sul
A tua origem cabocla
ainda que misteriosa
fala muito sobre ti,
de Dionísio Cerqueira
tu fostes parte,
sei que a Coluna Prestes
passou por aqui.
Do Extremo Oeste
Catarinense és parte
que igualmente
envaidece perene,
tenho orgulho
profundo da tua gente.
Do Rio das Flores
com a sanga Moura
na página Taguaraçú
mergulhei e inscrevi
porque escolhi
ser poema para ti.
Dos olhos e das mãos
de Conceição de Lara
tenho certeza que
eu sou cada um
que nasceu e fez
crescer esta cidade
que amo de verdade.
E cada um também sou
eu como nesta História
conto como o destino
nos colocou neste encontro
pelo Altíssimo escrito
no Universo e neste ponto.
Rodeio no entardecer
Rodeio no entardecer
sobre o Médio Vale do Itajaí
seja em tardes nubladas
ou multicoloridas
Tem si a poesia de ser
terra de Santa Catarina.
Rodeio no entardecer
sinfônico da passarada
ou pedra m silêncio
me leva com toda calma
de volta para casa
e a olhar para dentro.
Rodeio no entardecer
enluarada ou não
sempre surpreende
e convida quem sabe
cantar ou ouvir uma canção.
(Porque aqui o importante
é ter paz no coração).
Rodeio Inspiradora
Como o Sol se ergue
sobre o Médio Vale do Itajaí
e ilumina a Rodeio inspiradora,
tenho escrito um poema
por dia com esperança por ti.
Para que o dia um dia raia
e tudo tenha valido a pena,
a poesia venha se consagrar
quando abrir a janela
vendo você sorrir ao entrar.
Como este Sol erguido
quero que você encontre
a minha casa no mapa
e diga para si mesmo
o meu amor mora aqui.
Para que o teu semblante
não esconda o endereço
e o orgulho por esta
tão inspiradora Rodeio
que por nós até Deus sorri.
Os invasores mataram
a família do cão de Dnipro,
ele sobre os escombros
da casa foi encontrado,
a guerra e a tirania
ainda não foram vencidas
porque a Humanidade é egoísta.
O cão de Dnipro sobre
os escombros da própria
casa muito mais honra
do que muitos humanos ele tinha,
pois um cão nunca envia
bombas para ninguém e isso diz
muito sobre até o dia-a-dia.
O cão de Dnipro tinha o nome
de terra ilegalmente ocupada,
o nome de Krym levava
e hoje a sua alma se fez infinita
para que a terra não seja esquecida:
ninguém conhece o tamanho
da dimensão mística da alma canina.
Os invasores e os descrentes
não gozam de sabedoria
e não têm ideia do tamanho
do poder da alma de um cão,
e se soubessem aprenderiam
a respeitar com devoção
de todo o coração ainda em vida.
A partida do cão de Dnipro
deixa para toda a Humanidade
a atemporal mensagem realista
sublime, necessária e infinita:
derrotar a guerra e a tirania
sempre será a sua urgência
enquanto tens o poder na tua mão.
No próximo mês já é Natal,
não há nenhuma notícia sobre
a liberdade da tropa e do General,
a esperança vem do diálogo
no México porque o cálice tem
sido incontestavelmente amargo.
O General está preso desde
o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito
por ter elevado a voz
contra todo o tipo de desgosto,
ele continua sem perspectiva
e sem ver brilhar o Sol da Justiça.
No próximo mês já é Natal,
menos para a tropa e o General
que optaram em ser presos
de consciência onde a Justiça
deles não tem sequer clemência
e seguem no calvário prolongado.
O relógio do tempo tem sido
implacável com todas as esperas,
nem o Esequibo tem escapado,
espero que a Corte restabeleça
a justiça e para a Venezuela
seja perpetuamente devolvido
para a Nação reencontrar o destino.
A prata dourada da Lua
sobre o oceano escreveu
o plano de amor que
pelo Universo já estava
escrito e nos colocou
no mesmo caminho,
E hoje o amor celebramos
e sempre o celebraremos
por gratidão ao destino.
O sobrevoo silencioso
do condor sobre
o nosso continente
anda mais forte,
Não há possibilidade
de ficar contente,
Com o massacre
Senkata e Sacaba
que matou tanta gente.
Eis-me a poética
pelos anônimos
que insiste em saber
como são os rostos
dos desaparecidos
e para onde
ele foram levados,
Não saber quem
são e como são
tem deixado o meu
coração aos pedaços.
A América do Sul
de ponta a ponta
está sequestrada
por controle remoto,
Buscando saber
o quê aconteceu
com a tropa castigada,
E com o General
que foi injustamente
preso no meio
de uma reunião pacífica
no dia treze de março
há quase dois anos,
Por todos eles
e o tempo todo
tenho escrito versos
latino-americanos
porque sem eles
não sei o quê será de nós;
Sem exagero sei
muito bem aquilo que falo.
Sou um ramo em flor
- sobre a pastagem -
Sobejamente tu me pegas
E coloca-me em destaque
Levando-me sob as tuas regras
É desse jeito que tu me carregas.
Dou um não ao que me afasta
- fujo da tempestade -
Serenamente tu me recebes
E sacia-me como a chuva
Mansa ao teu apelo,
É desse jeito que te recebo.
Vou ao teu encontro
Como a flor desabrochada,
Sedenta e paciente
Para que a chuva caia,
Alimentando a possibilidade
Da semente do amor ser fecundada.
Filho da casualidade,
Nasceu soneto,
Sobre os mares,
Sonhando, desbravando,
- e cantando
E a sua rota traçando,
Flutua a caravela,
Procurando aportar
Em terra firme;
O amor não tem limite.
Prosseguindo a embarcação,
Desenhando espumas,
E tatuando o coração,
- a saudade
Nem o vento a tomba,
As brumas não a amedronta.
Herdeiro da verdade,
Eu te escuto,
No tilintar das estrelas,
No beijar dos cometas,
No dobrar das forças,
Eu te pertenço,
E para sempre irei ser tua
Por toda a eternidade...
O meu olhar errante te procura,
A minh'alma paira sobre a duna,
Sussurro ao vento:
- Sou tua, tua, tua...
Cada sílaba semitonada flutua,
- perfuma
Transformando-se em música,
Louva, comove e se curva,
- em reverência
Ao Sol que se retira ao leito,
E pela noite que vem chegando,
Tingindo o céu delicadamente,
Com a cor lilás das alfazemas,
Despertando triunfal contentamento,
De atinar-me desse teu amor sedento.
Caminho sobre teu chão relvado,
É a minha busca pelo teu passado,
De fazer da democracia um sonho,
Por muitos a ser alcançado,
O futuro é filho do passado,
- Isso jamais poderá ser negado! -
Enfeitado pelos parterres,
O futuro segue com esperança,
Iluminado por grande beleza,
Que deixam os corações alegres,
Com os olhos nas alturas,
E os pés na terra;
Contemplando as tuas aves serenas,
Cuidando das flores,
E escrevendo todo os poemas
No afã de melhorar o mundo,
Desafiando as guerras e os séculos,
Firme tu te afirmas, e permaneces.
O pôr e o raiar do Sol,
A dança das horas,
As pereiras e as macieiras,
O teatro de marionetes,
As tuas artes célebres,
Ali se encontram perenes.
Muitos não se lembram,
Outros sequer percebem,
A vida flui como as suas águas,
O Palácio de Luxemburgo,
Hoje é a sede do Senado da França,
Nasceu graças ao sonho da Rainha,
- com sorte, consorte
Enfrentando toda a sorte,
Mulher de fibra, romântica e de força,
Escreveu a sua história no tempo,
Ali está a sua trajetória,
Da soberana Maria de Médici.
A mão feminina,
A Liberdade, Igualdade e Fraternidade,
- valores da República
Que perpassam os Estados,
Dignos de eterno louvor e de veneração,
Eles deveriam existir em qualquer Nação.
É noite de escuridão
tenebrosa,
Troca de olhares
profundos,
Falso positivo
sobre explosivos,
Ele foi desmaiado
a golpes,
Ao menos é
o quê dizem...,
Tudo o quê aqui
está escrito é para
ser investigado.
Os milicianos
na marcha
com caixas
em fidalguia cordial,
À eles está
conferida
uma missão especial.
O autoproclamado
foi nesse até
a porta do Inferno
de cinco letras
do jeito dele;
Bendito seja
o povo que marcha
em prol dos seus
militares torturados
e ele merece
ser para sempre
respeitado,
E os coletivos
passaram
enigmaticamente
na avenida,
Foi bem nesse dia.
O conhecido militante
de esquerda
preso ilegalmente
na aldeia universitaria,
E para que você
não se esqueça:
Sem notícias
do General
preso injustamente
há mais de um ano,
Não é correto deixar
que uma Família
inteira padeça(...)
Ainda se fala
sobre o dia
mais sombrio
do Exército,
Todo o dia
tem sido levado
um General
para ser detido
sem explicação.
A História vem
se repetindo,
como vocês
não querem
murmuração?
O General foi
preso porque
deu opinião,
e sobre
o paradeiro
dele não há
nenhuma
explicação,
Há mais
de 50 dias,
E você em
silenciação.
O General foi
arrancado
no dia 13
de março
no meio
de uma
pacífica reunião.
A escuridão
da noite
caiu sobre
as nossas
cabeças,
A inflexão
da razão
não tem
dado paz
a coração.
Vivemos
num mundo
onde meia
dúzia
fala mal,
e acaba
gerando
matriz
de opinião,
Porque o quê
convém é não
se aprofundar,
para não dar razão
a quem de nós
é divergente.
Do Inferno
de cinco letras,
O General dos
meus poemas
foi levado
para o cárcere
da Polícia Militar
de Fuerte Tiuna,
Não há como não
se escandalizar,
Ele foi carregado sem
dar o último abraço
em quem ele ama,
Do lamento o quê
me pertence é
a poética para
deixar claro que
o quê segue
vigente é ignorar
o quê o outro sente.
Paira o
ar pesado,
e não há
comunicado
sobre
o General e a
tropa.
🌺🌺🌺🌺🌺🌺🌺
Não
vejo
a luz
das estrelas,
nos ombros
do outro General
elas estão
presas em
cinco letras.
🌺🌺🌺🌺🌺🌺🌺
Espero
pela alvorada
quando
terei notícias
da prisão
do General findada.
🌺🌺🌺🌺🌺🌺🌺
Os teus
olhos como
o Orinoco
estão
em turbilhão,
e sobre o General
e a tropa não
há consolo.
🌺🌺🌺🌺🌺🌺🌺
É metade
da semana
do General
e da tropa não
sei de nada,
A sigla ainda
me espanta.
Para entender
estes poéticos
relatos sobre
contemporâneos
e tristes fatos,
não basta ler
só nos jornais
é preciso saber
interpretá-los.
Há uma Nação
em desgaste,
e Forças que
não se entendem,
é necessário
uma reconciliação
mais do que urgente.
Na pessoa de um
inocente General
vou contando
a epopeia da Nação
da fronteira vizinha,
essa prisão contra
ele tem tudo o quê
a moral definha.
Quem sabe o quê
ocorre dentro
da vida militar
tem a ciência
que basta uma
vez discordar
para levar
a faixa de traidor,
foi o quê levou
à prisão este
General de nobre
coração e fiel andor.
Só não vê quem não quer
que a lei do mais forte
sempre acaba pesando sobre
quem tem a boa fé de crer
na liberdade de se entregar
de corpo, alma e coração.
Em vez de condenar planos
de poder por covardia,
eles optam em calar vozes
como a do General que foi
preso numa reunião pacífica
e que espera sem êxito até
hoje por liberdade e justiça.
Só não vê quem não quer:
a jogatina geopolítica
jamais reconhecida
que pisoteia toda a gente,
e a roda da vida que vem
se suportando porque
quase nada está evoluindo.
Eles fingem que não
veem tal problemática
porque para eles
anda sendo conveniente,
O quê menos importa
é a dor da tropa
que também é gente.
Eles optam por gosto
com quem é conivente
com a dor famigerada
da espera gota a gota
do diálogo da rodada
em pleno México,
porém se esquecem
que Deus está vendo....
Desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
tenho escrito um poemário
sobre a História de um General
preso injustamente no meio
de uma reunião pacífica,
(Não me esqueço jamais da tropa vítima
de igual injustiça
e cito fatos da América Latina).
Cada verso que vem se
construindo pelos fatos
é de minha inequívoca
e total responsabilidade;
De olhar erguido assumo
porque sei que ainda há
vestígios vivos de crueldade.
Depois de mais de três anos
sem audiência preliminar,
Dos seis crimes que o General
foi injustamente acusado,
(Persiste o ar pesado
da semana passada);
Porque uma severa e falsa acusação
de instigação a rebelião militar
nela ainda persistem e insistem
abusivamente em aprisionar o General,
Sou poeta e não posso me calar;
escrevo para a História não se apagar
e para que não tentem a recontar.
