Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix

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⁠Um amante

Num soneto feliz e ímpar, a ternura
Rimando o prazer com uma lucidez
Num sentimento com doce ventura
Que envolve a alma, com parvulez
Enquanto o canto alastra formosura
Em uma poética que a emoção fez
No âmago, o amor, figura brandura
Enchendo de agrado e de solidez

Pela primeira vez, a poesia amada
Uma rosa, um toque, apaixonada
Sensação. Versado o beijo galante
E, o soneto saciado, rico e querido
Outrora pícaro, agora com sentido
Rascunha versos para um amante.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
17 janeiro, 2024, 18’38” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CONSTRUÇÃO

Dentre tudo eleito, põe-se o devaneio:
Ilusão por ilusão, embora tão recatada
No sentimento só sensação é traçada
Criando uma etérea emoção sem freio
Dentre tudo eleito, põe-se o anseio:
Forte, sussurrante, a ventura alada
Da alma, querendo ser apaixonada
Opondo a pluralidade, forte gorjeio!

E a poética é um versejar ondeado
Variado, tão cheio de rima por rima
Loucura, mas que traz a pura razão
Sobranceiro ao acaso, o amor estima
Lima, fazendo do coração enamorado
Numa terna e embaraçosa construção.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 janeiro, 2024, 18’28” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠⁠POLIMENTO DO SER
Na jornada da vida, um ser a nascer, como pedra bruta, sem brilho a se ver.
Mas o tempo e a vida com seu cinzel, vai esculpindo a alma, fiel.
As dores e alegrias a lapidar, com cada experiência, um novo lugar.
Os desafios são como o fogo a arder, forjam a essência a crescer.
E assim, a pedra bruta se transforma, em diamante lapidado, que encanta e ilumina.
A alma polida pela vida em ação, reflete a luz da transformação.
Cada faceta, um aprendizado a brilhar, cada cicatriz, uma história a contar.
O ser humano é uma obra em constante evolução, que busca beleza e perfeição.
Que a vida nos guie, com sabedoria e amor, para sermos um dia, diamantes reluzentes a cintilar, beleza do ser a irradiar.
E mesmo quando a noite esconde o céu, a esperança acende um novo anel, pois dentro de nós, a força se esconde, e em cada amanhecer, um novo elo se expande.
Assim seguimos, com passos firmes e serenos, aprendendo com os erros, colhendo os acenos.
A vida é um palco, onde somos atores, e cada ato, uma lição, um mar de sabores.
No "polimento do ser", a alma se revela, em cada detalhe, a vida se modela, com paciência e fé, a gente se encontra, e no espelho da alma, a beleza se apronta.
Que a jornada seja leve e a alma fique em paz, que a luz do amor nos conduza e jamais se desfaça, pois somos diamantes, em constante lapidação, buscando a beleza, a eterna canção.

Inserida por FabianaBarbosafb

⁠FRAQUEZA (soneto)

Se de novo à minha porta bater a ilusão
sorrateira, repetitiva, para o meu amor
hei de dizer-lhe toda a minha decepção
e o meu furor, como um gládio vingador
Já não instiga o fascínio da imaginação
cândida, pois outrora, sagaz foi a dor
dilacerante, fatiando a minha emoção
agora letarga, tal uma desfalecida flor

Mas, ai! há sussurro leve pela janela
d’alma, suspirando que nunca é tarde
pávido, enfrento-a, isto tudo é balela!
Oscilo... Vacilo... E sôfrego... perdido,
afrouxo ao coração como um covarde.
Pois amor pro amar nunca é esquecido.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 abril, 2025, 17’34” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PARTILHA

Sinto a inspiração que percorre
Por toda a entranha de meu ser
Quando de ti o verso a escrever
Saudades, que de dantes escorre
Sinto a minh’alma em um porre
De carência, roubando o prazer
Do tempo, que mais quer viver
Quando na prosa o vazio ocorre

Sinto não ter o cuidado presente
Se a tua falta, agora, é realidade
E os versos os sussurros da gente
Sinto no peito toda a infelicidade
E na partilha uma dor que se sente
Dum amor que perdeu a vontade!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15 setembro, 2022, 21’14” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠DURA PARTICULARIDADE

Sinto um suspiro forte que percorre
Por toda entranha da minha poesia
Quando nos versos vejo a analogia
De amor e dor, se fé qualquer acorre
Sinto cada poética quando morre
E rouba do espírito a farta alegria
Se nem da esperança tem tutoria
Se de abandono se tem um porre

Sinto não ter a inspiração valorosa
E sim, a severa, rude e tola escrita
Quando só quer ter prosa amorosa
Sinto aperto, uma sensação ermita
Cá no peito, duma solidão teimosa
Ah! dura particularidade, sem dita!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 setembro, 2022, 12’10” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ALÉM DISTO OU AQUILO

Trago nessa narração a forte saudade
Como se fosse um dramalhão à revelia
Que me manuseia e da agitação irradia
Uma falta, tão sentida e tão de verdade
Trago na prosa um desejo pela metade
Pesada de suspiros, com uma alegoria
Já passada, abarrotada de melancolia
O duro dantes sem qualquer piedade

Trago lágrimas, choradas, de tristeza
Leveza roubada da alma, sem afago
Trago os versos nus e sem gentileza
Tudo trago, numa poética sem vacilo
Também, cântico de sedução, trago!
Pois, amar, vai além disto ou aquilo...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 setembro, 2022, 16’38” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONETO PLATÔNICO

Por eu saber que nunca serei teu tema
permita que te diga algo, poeticamente
por tímido ser, deixo no acaso reticente
suceder cândidas juras, través do poema
Não me queira mal, neste frouxo dilema
pois, não sabes que te amo loucamente
e que de teu doce olhar sou confidente
e servo, com o coração eivado de selema

O meu verso está cheio de ti, adorativo
Imagina-te, vive com fascínio pensativo
Em cada cântico uma ode a lhe compor
E, se sorris olhando-me inteiramente
Parece-me que estás a ris unicamente
Por supor que nunca serei de ti, amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 setembro, 2022, 15’41” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠UM DIA VIRÁ

Um dia a poesia virá, tão poeticamente
Vibrante, luzidia, contente e fascinante
Ao ter um romance na prosa da gente
Ateando o coração, aquele de amante
Há de ser duma maneira tão diferente
Repente nos versos, inteiro no instante
Tendo na redação o tal afeto que sente
Sussurros, ao ledor, então, alucinante!

A poesia narrada com toda a emoção
Com cânticos de sensações a compor
Contendo rimas de prazer, tão assim!
E, nessa suave e tão afável inspiração
A flor do verso a saber o que é o amor
Na qual, a poesia, um dia, virá, enfim!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 setembro, 2022, 17’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONHEI-TE

Sonhei-te, assim, como não gostaria
Com toda a sedução que de ti desejo
Num calor ardente que me consumia
Devaneando a cada um intenso beijo
Instigada ilusão desta penosa fantasia
Dum sonho desdouro, então, gaguejo
Te vejo, afável, onde não mais deveria
Pois, do dantes não mais há o cortejo

Sonhei-te, a cada noite, num vaivém
Em um flanar com a sensação nervosa
De uma emoção figurada e mentirosa
Sentimento que não quero a ninguém
E tão pouco para o meu coração quero
No não querer, sonhei-te, e não reitero...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26 setembro, 2022, 05’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠NÃO FOI SÓ O QUE EU QUIS

Não foi só ilusão que eu quis. Só estar
Para na imaginação ter sensação divina
De um amor que faz a emoção palpitar
De um coração tão cheio de adrenalina
Não foi a sedução que eu quis. Só amar
Ter um olhar no sentimento, na rotina
Que valha e que assoalha, afável achar
Na felicidade que a sina, então, destina

Não foi só um capricho, pois, quis mais
Numa ânsia de uma poética emocional
Tão completa de desvario e de paixão
Apenas ter por ter nas faltas são iguais
Não foi só haver que eu quis, quis aval
Descalçando-me do eirado da solidão...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 setembro, 2022, 15’26” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SEM CULPA

Na poesia se alivia o estado de pecador
Com os versos molhados em um pranto
De uma paixão, do ciúme, dum amargor
Completando a alma com prazer, tanto!
Tivesse a poética o afago, o dado amor
E tudo mais de um olhar, o seu encanto
Se fosse a prosa perfumada, com ardor
A sensação seria e não mais entretanto

No alívio no cântico, a arte e a fantasia
Que transborda em uma rítmica magia
De sentimento sem qualquer desculpa
Então, pulsa na poesia um lírico sonho
Imaginado... Com aquele valer risonho...
Doando ao poeta, calmaria sem culpa!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 setembro, 2022, 11’46” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ENLEVO NA POESIA

Não quero por saudades na poesia
Quero é ter nos versos só sensações
Aquela alegria com ternas emoções
E um pouco de poética em quantia
Não quero por tristuras com clamor
Na prosa, eu quero a rosa, a paixão
Para, então, com a sorte ter razão
E, assim, narrar em versos, o amor

Preciso da poesia causando sentido
Não aquele sentimento tão dividido
Quero um olhar, os gestos, enfim,
Ter os cânticos sensíveis e o agrado
Sem temores, sim, o enlevo velado
Aí, tendo-a eu, e ela tendo a mim!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 setembro, 2022, 21’46” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠UM OUTRO ALTAR

"Não me fales de glória: é outro o altar"
E outra é a significação da minha poesia
Agora, tenho glória pra poetar, a alegria
Pois, seguir em glória é podendo amar
"A Glória! Pois que há nela que adorar?"
Sensação, quimeras, como não ter valia
Sonhos, companhia, uma doce sinfonia
Que cá nos meus versos, estou a gloriar

"Há outro mais perfeito, único, eterno,"
Direção alguma é ideal como sentir-me
Nos braços, havendo aquele amor terno
"Só esse hei-de buscar, e confundir-me"
Embriagado na ilusão do mais fraterno
Amor assim, se tem com essência firme...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/10/2022, 14”57” – Araguari, MG
parceria com Antero de Quental

Inserida por LucianoSpagnol

⁠DISPONÍVEL

Serei sempre um atalho de sensação
Ladeado de emoções a todo o redor
Povoado na alma com etéreo maior
E, um sentimento pleno no coração
Em mim a satisfação é a disposição
Do carinho, num sentir sem pudor
Pois, serei sempre o que troca flor
Com fascinação e cândida sedução

E nesta condução em que me dou
Vou, entre, poéticas e os martírios
Inevitáveis, porém, o combustível
Talvez o desígnio duvide do que sou
Me ache um romântico com delírios
Mas, serei sempre, amor, disponível

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/10/2022, 15”45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CHAMO

Sou eu! Não me ouves, poesia? Piedade
Sinta está sensação que pulsa no pranto
Olha este sentimento que me pesa tanto
Que brada, dói, que me faz pela metade
Pois, não vês a poética que traz saudade
E meus versos com versos sem encanto
E que o canto traz tristura no seu canto
Portanto, ouça-me, e não seja maldade

Quero prosa e agrado, não de centavos
Quero bravos, ver o verso maravilhado
E em cada versar um versar com ardor
Eu tenho mais que somente os agravos
Tenho o ritmo na alma tão cadenciado
E no coração a exatidão doce do amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 novembro, 2022, 17’20” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠⁠AQUELAS MÃOS

Mãos tão gentis, ternas e apaixonadas
Aquelas mãos que tanto agrado faziam
Tão cheias de doçura e tão aveludadas
Pelo atraente amor que as consumiam
O carinho na doce habilidade, candura
Cursos calmos e de uma delicada linha
E que bem raramente tinham a tristura
Ou um avesso agravo no maneio tinha

Eram mãos que se davam com apego
Ameigando o afeto no seu aconchego
Tanto ao atrito quanto a sorte da vida
As mãos daquela afeição, ó saudade!
Suspiros na sensação, pura felicidade
Que hoje é gesto de dorida despedida...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07/11/2021, 16'58" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CORAÇÃO CAMARADA

Tu sentes meu coração? Está sensação
Num emaranhado de emoção corada
Em meio a felicidade alva e iluminada
Nesta tarde no cerrado cheio de paixão
Festeja-se a vida por estar enamorada
O ardor que aninha, o amor em alusão
Arfa o peito e os lábios em tentação
Delicias tu, meu amigo, e mais nada

Estou feliz, estou acolhido, e achado
Com um perdurável agrado ao lado...
Que vontade de gritar e de compartir
Ó bando sentimento, caro camarada
Contigo quero uma concórdia velada
Protele está ventura no nosso existir!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 novembro 2021, 14'07" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SAUDOSISMO

Do modo em que se vive tão diferente
A emoção em um sentir a todos iguais
Em que o afeto palpita e pouco sente
E a corte, e respeito não se veem mais
E tudo se ressalta num tolo egoísmo
Onde a arrogância corrói tal a traça
E o pudor se acha a beira do abismo
Vai-se o amor em nuvens de fumaça

Hoje que, do poético, a boa sedução
Não se percebe mais numa sensação
É o fugaz olhar e o volúvel presente
E eu, cá ando num espectador à parte
Resguardado na paixão da clássica arte
Doo, prezo e agrado como antigamente

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
22, novembro, 2021, 13’24” – Araguari, MG
Aládiando

Inserida por LucianoSpagnol

⁠COMO UMA BORRASCA

Passaste como uma borrasca ferina
Que dilacera a recordação que chora
Da ilusão cheia de sofredora aurora
Triste sensação que o engano ensina
Ter-te e retirar-te, ó tão penosa sina
Que aperta o peito, inflama, demora
Na carência querer-te ainda te adora
No prosar te chamar tornou-se rotina

Amei, louvei, afeições que suponho
No pensamento os sussurros abrigo
E os silêncios na solidão cá ponho...
De minha alma tirar-te não consigo
A lembrança é espinho e falaz sonho
E a saudade suspira e sofre comigo...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20/11/2021, 15’15” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol