Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix
A vida é um sopro!
Hoje somos e estamos, amanhã deixamos de ser.
Mais um ano ou um mês, um dia ou um minuto talvez.
A misericórdia de Deus dura para sempre!
Mas, vê-se se arrepende antes que a corda da vida se arrebente.
O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.
Há que se dar um gosto incasto aos termos.
Haver com eles um relacionamento voluptuoso.
Talvez corrompê-los até a quimera.
Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los.
Não existir mais reis nem regências.
Uma certa liberdade com a luxúria convém.
— Juro! Deixe ver os olhos, Capitu.
Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana oblíqua e dissimulada." Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas.
De repente
De repente você abre os olhos e vê um novo mundo, você percebe melhor as pessoas e suas intenções, vê com mais clareza quem é admirável e quem é hipócrita, quem merece o seu prezar e quem deve ser ignorado.
De repente tudo fica mais simples, você reconhece aquilo que deve ficar longe de seu coração e aquilo que deve ficar junto dele, de repente você pede desculpas com mais facilidade e reconhece seus erros mesmo que ninguém valorize o seu aprendizado, porque a opinião alheia perdeu a importância para você.
De repente você acorda mais forte, mais convicto, sega as lágrimas e segue adiante, em busca do que deseja. De repente o inconveniente não lhe fere mais e você passa a supervalorizar o excelente, não o ruim.
Você, simplesmente, não se preocupa mais, vive, faz a sua parte e espera os resultados de seus atos sem expectativas ilusórias. Você passa a pensar mais antes de agir e não perde tempo pensando nos efeitos de suas ações, afinal você aprendeu que é o plantio que determina o futuro, não a colheita.
De repente as pessoas ao seu redor mudam, seus relacionamentos mudam, de repente nada lhe faz estagnar ou perder tempo, tudo se torna válido e interessante. Pois então, de repente você percebe que não foi a vida ou o mundo que mudaram, foi você mesmo e, apesar dos pesares, toda dor valeu a pena, porque você se tornou uma pessoa muito melhor do que a que foi outrora, quando achava que o mundo deveria mudar e não você mesmo.
Deslizo pelos dias, tantas comemorações, minha vida esse raio de sol que não cessa.
Já escrevi muita coisa triste, já perdi tanta coisa com resignação e até com destreza.
Agora nem me apavoro, toda dor é só um sopro em meio ao que vislumbro de possibilidades. Criatividade, eu aprendi, é inventar alternativas quando não se tinha. Onde não se via. Por enquanto, só o que tem me preocupado são as novas regras ortográficas, já que palavras compõem meus fatos, meus sonhos, minhas narrativas.
E se eram os hífens que me separavam do meu amor-próprio, tenho tudo que preciso agora: tanto autorrespeito.
Uma brisa suave de um beijo...
Vieste como uma leve brisa...
Beijou o meu rosto e afagou a minha alma!
Deixou o meu coração em êxtase total...
Encheu a minha alma de felicidade!
Fiquei por alguns segundos flutuando...
Senti a mais deliciosa sensação de bem-estar!
Viajei nas asas da imaginação,
Senti levemente o seu toque em mim...
Senti a leveza dos seus lábios no meu rosto,
me fazendo sonhar...
O seu toque macio do seu beijo em mim...
O doce roçar dos seus lábios úmidos, me deixou fora de mim...
O seu hálito perfumado e quente, fazendo a minha pele arrepiar...
O seu perfume de flores me deixou estático de amor...
Clamor do Século XXI
Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Os céus ainda se enchem de gritos,
as fronteiras queimam, as cidades se despedaçam,
e homens em nome da pátria ou da fé
rasgam irmãos com lâminas digitais e bombas celestes.
O espectro do passado ronda outra vez —
uniformes marcham, discursos de ódio crescem,
bandeiras negras e vermelhas se erguem,
e o século, que prometera ser livre,
se curva a velhos ídolos de ferro.
Navios já não negreiros, mas de refugiados,
singram mares de silêncio e de fome;
crianças caem nas praias do Mediterrâneo
como flores sem nome,
sem canto, sem pátria, sem deus.
E nós, que aprendemos com Auschwitz, com Hiroshima,
com as valas comuns da Bósnia,
vemos a História repetir-se como praga.
O homem não aprende — repete.
E cada vez mais fundo cava o abismo onde habita.
Deus! ó Deus!
se calas, que voz nos resta senão a humana?
Se teu silêncio é eterno,
que a nossa garganta seja trovão,
que a poesia seja espada,
que o desespero seja fogo
até que a vida, uma vez, se levante
contra a morte que a governa.
Existem silêncios que falam e se ouvem mais do que palavras, é aquele silêncio que eu admiro e que quer dizer que não necessitamos de declarar absolutamente nada à outra pessoa.
O que as más linguás falam de mim não me importa, me caluniam, me tacam pedras, inventam coisas a meu respeito na tentativa de me derrubar... Enquanto essas pessoas infelizes fazem isso, a vida delas vai cada vez mais pra trás, e a minha cada vez mais pra frente
Em um mundo onde as pessoas falam pelas costas, têm medo da verdade e vivem atrás de máscaras, seja verdadeira e verá que vale a pena fazer parte da exceção.
Já não me importo com o que as pessoas falam ou pensam de mim se não for para meu crescimento, se sou amarga, grossa, ciumenta, insegura, egoísta... a única pessoa que sabe de tudo que eu passei sou eu mesma, por tanto não adianta me julgar por aparência ou por momentos que não definem um todo, o todo estar dentro de mim e se você não puder alcançar, por favor retire-se.
Nunca desista do que quer só por que e difícil mesmo quando eles falam para você que e impossível não desista pois só um talvez pode ser o suficiente para você continuar.
Quer um conselho? Não ligue para nada do que falam sobre você. Se falam é porque reparam, se reparam é porque você se destaca no meio de tantos idiotas.
Preserve o meio ambiente! Muitos falam, mas são poucos os que colocam em prática no dia a dia. É preciso falar menos e agir mais... O mundo é movido com atitudes.
Não me preocupo com que as pessoas acham, pensam e falam sobre mim. Pois o que importa mesmo é o que sou, o que faço e o que estou tentando ser.
"Falam coisas tão bonitas sobre as pessoas em seus funerais, que fico até chateado que vou perder o meu só por alguns dias"
Tenho uma fraqueza sentimental pelos meus filhos como pode ver. Eu os estraguei, eles falam quando deveriam ouvir.
Não me aborreço mais com essas pessoas que falam mal de mim pelas costas. Eu aprendi a confiar que, enquanto as más línguas se esticam para me difamar, Deus estende as mãos para me abençoar.
As pessoas falam que estou estranha, de cara feia, que as ignoro. Mas só estou querendo me livrar de tudo o que é ruim e não me faz bem. Só que às vezes é complicado se livrar de tudo aquilo que você viveu e construiu.
Eles (budistas) falam muito em compaixão e da realização acerca da vida, da morte, da permanência. Eu me lembro sentado lá e o momento em que vi isso: em que vi a beleza da vida.
