Poesias que Falam da Natureza

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⁠Orvalho

Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.

Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.

Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.

Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.

Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.

Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠De como me inventei

Passei meus dias em meio às coisas miúdas.
Aprendi com as borboletas a carregar nas costas o mundo,
e com os pingos da chuva, a fazer serenata no chão.
A torneira aberta dos céus
jorrava horas inteiras de poesia,
e eu, menino sem bicicleta,
inventava que as palavras tinham rodas.

Brincava de crescer pelos olhos,
onde cabia o universo e um pé de grama.
Ensinava o absurdo a se acomodar no meu quintal:
uma pedra virava amiga,
uma nuvem, brincadeira de adivinhar.
Enaltecer os ordinários era meu jeito
de me desconhecer um pouco por dia.

As frustrações, eu punha no varal.
Torcia minhas tristezas até o último soluço
e pedia ao sol que secasse tudo antes da próxima chuva.
Porque a chuva sempre volta,
mas as tristezas, se bem secas, viram outra coisa:
lençol para embalar sonhos
ou sombra fresca para esquecer o calor.

Assim fui me criando,
com as faltas vestidas de beleza
e com os vazios repletos de poesia.
Nunca esperei o fim chegar,
porque quem vive de esperar
não interage com o presente,
nem cresce pelos olhos.

Escolhi viver assim:
de mãos dadas com o invisível,
sendo mais do que sou.
Ou sendo menos.
Afinal, quem precisa de muito
quando tem o céu inteiro dentro de si?

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠O mais passarinho de todos

O mais passarinho de todos soprou o vento,
e o pardal achou onde ficar.
Até a andorinha, sem mapa nos olhos,
desaprendeu a se perder.

O mais passarinho de todos bordou os rios,
escreveu caminhos sem pressa.
Fez o tempo andar de pés descalços
e me ensinou a brincar de novo.

O mais passarinho de todos acendeu as folhas de verde,
e o chão se ajoelhou em raiz.
Até as pedras, duras de silêncio,
aprenderam a escutar o orvalho.

O mais passarinho de todos desfez a distância do céu.
Coube no voo, na seiva, no barro,
e até na palavra que eu não sei dizer.
Eu, pássaro de asa murcha,
com sua ajuda, encontrei pouso.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Deságua

Sou rio, mas não mando em mim.
Nasço tímido entre pedras,
um fio d’água sem dono.
Aprendo cedo a correr,
a buscar o mar sem perguntar.

As pedras me ensinam desvios.
As margens me lembram limites.
Aceito ser água que passa,
que abraça, que perde e que segue.

Se um dia seco, o barro me guarda.
Se transbordo, o mundo me teme.
Mas a vida não me espera—
ela deságua mesmo quando eu já não estou.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Fotossíntese

Assim que a vida floresce, dissipa-se a névoa,
Sentimento de raiz, movimento de folha.
Aprofunda-se na terra, água e sais. Embriaga-se e se perde em si.

No tocar dos raios, folha e fruto,
A luz que amadurece o verde,
Alimenta a distância. Clorofila.
As folhas umedecem as margens.
Deixe-as,
Em silêncio, crescendo.

A luz não carrega limites. Transcende e vira sentido. Sacralidade.
Para a savana de herbívoros pastando,
Alimento. Para um rio sem correnteza, Continuidade.

Serve de abrigo nas copas,
Sombra em seus meios.
Em feixes e cores, no desabrigo de Imagens encontra-se o manto verde.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Mundo Azul

Ele caminha devagar na calçada,
como quem mede o peso do dia.
Apressados tropeçam nele,
mas ele nunca tropeça
na pressa do mundo.

Disseram que era estranho,
porque via o mundo por ângulos tortos.
Que culpa tem um espírito sensível,
se a sociedade se crê reta demais
para enxergar a beleza do desvio?

No intervalo entre duas palavras,
ele enxerga um poema inteiro.
No espaço entre um toque e outro,
ele sente tudo o que existe.

A falta de respostas assusta os outros,
mas o silêncio dele não é vácuo: é morada.
Ali dentro, onde poucos chegam,
há um universo à espera de tradução.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠O Silêncio dos Vagalumes

Foram-se os vagalumes,
não por medo da noite,
mas porque sua luz já não cabia
em mãos que desaprenderam o assombro.
Foram-se como preces mudas,
sem rastro, sem vestígio,
levando consigo a infância dos olhos
e a última centelha do espanto.

A cidade caminha sobre sombras,
e os passos ressoam na ausência do que era vivo.
Onde antes um lampejo fugaz
rasgava a pele do escuro,
agora há um breu domesticado,
submisso ao clarão sem alma
das lâmpadas que nunca dormem.

Mas quem sabe, em outra noite,
quando os homens cessarem o peso
sobre as coisas miúdas,
eles voltem.
E, sobre as ruas, redesenhem em claridade
o que o silêncio agora esconde:
o simples milagre
de brilhar sem porquê.

Inserida por Epifaniasurbanas

“Dúbia interpretação deste cristal líquido que umidifica a superfície da flora. Será choro ou suor sob a pele da folha fria?
Uso do mesmo artifício e hidrato meus olhos nas madrugadas gélidas de tristeza ou quando me emociono ante tamanha beleza como essas da natureza.”

Orvalho

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Ninguém consegue explicar
Como é que um pinto novo.
Se gera dentro do ovo,
Sem ter entrada de ar.
Sem poder se alimentar
Nem tão pouco se mover.
Chega a hora de nascer,
Quebra a casca e sai piando.
E a natureza mostrando
Como é grande o seu poder.

Eu admiro a semente
Na superfície do chão.
Fazer a germinação
No leito da cova quente.
Na hora conveniente,
Morre pra depois nascer.
Quando nasce vai crescer,
Com a chuva lhe regrando.
E a natureza mostrando
Como é grande o seu poder.

Poeta Xexéu
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas

Inserida por gelsonpessoa

Certa ocasião vi três urubus ⁠comendo três frangos podres em um despacho na encruzilhada, compadecido, fui em um restaurante e comprei três frangos assados e dei para eles, acreditem eles não comeram os frangos assados.

Não é sobre urubus.

Inserida por Colicigno

Tão puro como a água da chuva em dias de verão sobre os campos verdes de morango e ananases gigantes e pesadas.
Atraentes petalas rosadas e perfumadas com cheiros penetrantes que nos desarmam em meio da multidão de homens crueis e insensíveis à nossa energia.
Adolescentes e ingênuos permanentes procurando bocas e calores dos abraços onde me refugiarei eternamente em seu colo.

Inserida por mucombo

Irracionais
As árvores estão conectadas umas as outras, com o nobre objetivo de sobrevivência igualitária;
Os nossos ancestrais( primatas) segundo a teoria da evolução conseguem conviver em sociedade e são bons amigos da natureza;
A Terra com o seu manto sagrado consegui todos os dias bravamente lutar contra a força poderosa do Sol;
É uma pena saber que alguns humanos irracionais atentam todos os dias contra tudo e contra todos, sendo reconhecidos como o inimigo número um.

Inserida por Ricardossouza

⁠Pura e plena


O coração dela é macio como algodão,

o olhar dela fala palavras com sabores tão doces quanto os de sorvetes,

tocar o corpo dela é a mesma coisa que interagir com a natureza com profundidade e depois sair da própria sem palavras.


Inserida por Ricardossouza

⁠Infrutíferos


Do topo do prédio observando a cidade vi as luzes, vi a correria das pessoas, vi o trânsito e me perdi numa explosão de sentimentos.

Entre o barulho urbano e a solidão da lua percebi a impotência do homem no seu existir frente a velocidade de como as coisas acontecem, senti medo ao perceber o quão fracassamos em relação a criação e ao criador.

Uma dor se abateu sobre o mundo e nós somos a praga.

Isso não é um recado é um retrato da nossa mais pura realidade que está sendo acompanhada pelos nossos astros, pela nossa já em "coma induzido natureza" e pelas nossas embriagadas e soberbas mentes infrutíferas.

Inserida por Ricardossouza

⁠Quatro Formas de Deus se Revelar ao Homem.
1) Cristo. Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou (João 1.18).
Cristo é o Apocalpsus de Deus, a revelação máxima de Deus para humanidade. Ele é quem revela Deus para o mundo, kósmo.
2) Homem. Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens (2ª Coríntios 3.2).
Em Atos 1.8, afirma que o homem seria testemunha da ação de Deus para o mundo. Deus se revela aos perdidos por meio de pessoas salvas.
3) Escritura. Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. João 5.39.
A Escritura testemunha de Deus e quem as examina encontra vida eterna.
4) Natureza. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis (Romanos 1.20).
Caso alguém rejeite as três revelações acima, Deus providenciou ainda a natureza, a criação que manifesta os atributos do criador; o visível manifestando o invisível, tornando o homem e a mulher indesculpáveis diante de Deus.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba, Marcelo Rissma.

Inserida por VerbosdoVerbo

⁠Livros podem ser escritos depois…
Até filhos podem ser feitos depois…
Mas se não plantarmos árvores Agora, não haverá mais Depois.

Inserida por ateodoro72

Oração à Grande Mãe

“Oh Grande Mãe eu rogo por ti e aqui permaneço no Silêncio do seu olhar Amoroso.
Oh Grande Mãe que Manifesta em todos os Seres, me mostra sua infinita beleza, sua forma singela e pura de Amar e Ser amada.


Vós que Manifesta em toda a Existência, na Terra, no Céu, nas Aguas doces e Salgadas, no Fogo Sagrado, no sopro do vento, no farfalhar das folhas e das Arvores, na Vida de todos os Seres de amor que habitam vosso Ventre Sagrado.


Preencha aos nossos corações da alegria Divina de estar na sua presença.

Me ensine o a estrada que me leva ao Caminho Sagrado do amor.

Eu Rogo por ti Grande Mae, rogo por seu amor e sua presença.

Que possamos respeitar a tua Beleza e sua farta abundância;

Que possamos respeitar todos os Seres que habitam seu corpo,

Que possamos respeitar a Terra, a Agua, O Fogo, o Ar, a Lua, as estrelas e o Etéreo.

Que possamos pulsar no seu ritmo seu coração, honrando e respeitando todos que em sua presença presente habita o sua Grandiosa luz.

Que possamos respeitar as energias divinas advinda de ti e…
Que possamos brilhar em vossa luz, reconhecendo o Ser divino e de luz que somos.


Oh Grande Mae, ouça minha voz em seu silencio doce, escute o meu coração e meu amor!

Oh Grande Màe que o perdão, a compaixão, a luz, o brilho de seu Olhar possa encantar outros Seres para que cada um possa reconhecer e ampliar a própria Luz.
E que este Ser divino que tu es possa expandir-se cada vez mais no brilho do seu Olhar Doce.

Oh Grande Mão

Oh Grande Existência Divina

Oh todos os Seres

Vibremos em uma só luz!

Oh grande mae eu rogo por ti

Inserida por giovanabarbosac

Quatro direções sagradas
Norte. Sul. Leste. Oeste

Tudo é sagrado no Universo, assim aprendemos a viver a completa beleza de Ser.
Que somente o verdadeiro contato com a natureza pode trazer.

Inserida por giovanabarbosac

Vida é tudo que sei!
Imagina a dor que é para uma mãe perder três de seus filhotes, num segundo estavam todos ali e num minuto depois sua ninhada já não era mais a mesma! Ela grita, cacareja, esbraveja, mas nada de som, saio para tentar espantar seu algoz um gavião grande que pousou na grande árvore, ele voa, talvez não tenha conseguido também o alimento para os seus filhotes, a galinha continua gritando, muito! Faço uma patrulha, procuro por penas, e até mesmo um pintinho perdido, mas não encontro. Vou até a grande árvore e nada! Volto triste, não posso dizer que isto não mexe comigo, poxa são vidas! Queria que eles se alimentasse de frutas, mas não é assim! Porém, observando a galinha ao longe ... conto e reconto, falta três, hoje mesmo pela manhã havia seis! Paro , decidi fazer um rapé, mentalizo ajuda para ela, rogo a São Francisco que amo tanto para ajudar na sua dor. Do nada ela sai correndo do seu esconderijo e os filhotes vivos vão atrás, e para minha surpresa, mas não para a Dona Galinha, vem um pintinho da grande árvore em direção a ela. Ela o recebe e os cacarejos cessam, ela não estava chorando sua dor, ela cacarejava para que o filhotinho soubesse que era para ficar calmo, e ele ficou tão quietinho que mesmo na minha patrulha eu não o encontrei! Ufa! Que bom, ao menos um voltou vivo para casa! Quanto ao Gavião... ah este eu não sei! Honro todos os seres! Ahooow

Inserida por giovanabarbosac

Amo quando seu olhar vem em minha direção,
Amo quando meu olhar vai na direção do seu,
Amoooo olhar para a mesma direção,
Amoooo olhar a natureza do seu Ser!
Amo mais ainda olhar a Natureza quando olho com você!

Inserida por giovanabarbosac