Poesias para um Futuro Papai
A finalidade das penas não é atormentar e afligir um ser sensível (...) O seu fim (...) é apenas impedir que o réu cause novos danos aos seus concidadãos e dissuadir os outros de fazer o mesmo.
O prazer que um objeto nos proporciona não se encontra no próprio objeto. A imaginação embeleza-o, cercando-o e quase o irradiando com imagens estimadas. Em suma, no objeto amamos aquilo que nós mesmos colocamos nele.
Só um homem inexperiente faz uma declaração formal. Uma mulher convence-se de que é amada muito melhor pelo que adivinha do que pelo que se lhe diz.
A meditação é um vício solitário que cava no aborrecimento um buraco negro que a tolice vem preencher.
Menosprezamos facilmente um objetivo que não conseguimos alcançar ou que alcançamos definitivamente.
Não há coisa que demonstre de maneira mais decisiva o caráter de um homem ou de uma nação do que a maneira como são tratadas as mulheres.
A vingança é sempre o prazer de um espírito mesquinho, / de um espírito amedrontado e avaro. Podes ter a certeza disso agora mesmo: / ninguém se deleita tanto com a vingança como a mulher.
Um escritor, um pintor, que conseguiram fixar numa página ou num quadro um sentimento das coisas do mundo, uma visão que durará para sempre, comunicam-me uma emoção profunda.
É, realmente, um grande aborrecimento o fato da sabedoria só poder ser adquirida através de trabalho árduo.
Para um tal resultado, podia-se arriscar a vida. Era a este preço que se descobriam os mistérios da arte.
Seria uma coisa triste ser um átomo num universo sem físicos. E os físicos são feitos de átomos. Um físico é a maneira de um átomo saber que existem átomos.
A maior desgraça que pode acontecer a um artista é começar pela literatura, em vez de começar pela vida.
A grande responsabilidade do ser humano consiste em saber discernir. O mundo espera que cada um de nós assuma esta importante tarefa do justo equilíbrio.
Será um conforto pensar que a fraqueza pode ser uma força, como uma saúde delicada é uma defesa contra as doenças graves?
Publicamos para não passar a vida a corrigir rascunhos. Quer dizer, a gente publica um livro para livrar-se dele.
Se um tanto de sonho é perigoso, não é menos sonho que há de curá-lo, e sim mais sonho, todo o sonho. É preciso conhecer totalmente os nossos sonhos, para não sofrermos mais com eles.
Vitoriosos raramente, ou nunca, veem um problema como permanente, enquanto aqueles que falham olham os menores problemas como sendo permanentes.
Se nos cai nas mãos um volume, por exemplo, de teologia ou de metafísica escolástica, perguntamo-nos: contém alguma argumentação abstracta sobre a quantidade ou os números? Não. Contém alguma argumentação experimental sobre questões de fato e existência? Não. Então, que seja jogado ao fogo, pois contém apenas sofismas e ilusões.
É por vezes um espinho oculto e insuportável, que temos cravado na carne, que nos torna difíceis e duros com os outros.
Um bom general deve não apenas conhecer o modo de vencer, mas também saber quando a vitória é impossível.
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