Poesias para um Futuro Papai
O meu entanto, no tempo, a fundo.
Nem por um segundo deixei de Amar;
Eu sou só isso. É o que mais tenho,
talvez a alguém: seja nada.
De um profundo encanto, me contento,
entendo que o Amor é minha Escolha.
Momento de paz para quem sabe Amar.
Eu sou só isso. É o que mais tenho,
talvez a alguém: seja nada.
Não é um Sentimento.
São os sentidos do ser, do corpo.
É uma escolha.
É a razão... a decisão raciocinada.
E, principalmente, lógica intuitiva.
Nós realmente temos
um imenso poder de criar e transformar;
É a fé, é o pensamento positivo.
É a Vontade de Causar o Bem.
A palavra que sai da boca
tem que ser cheia de proventos, de alívio.
Pois o bem que é feito é efeito bom a própria vida.
Nós, realmente, temos
o imenso poder, o de criar e de transformar;
É o controlar o que se diz,
É o controlar o que se faz.
Isso é garantia de prosperidade e paz.
Um Copo com Água;
Uma xícara de chá...
O céu azul, com nuvens brancas.
A Reseira Vermelha.
A Sua Voz entre os teus Sorrisos.
Será um paraíso? Um Risco de Amor?
Nossos caminhos se cruzaram,mesmo tendo tantas possibilidades de eles serem o oposto, ou passar um pelo outro,sem nem saber que um dia seriam algo a mais.
Samara
Saída da vitrine
Não pense que eu vou dizer um sim
Só para te agradar.
Não pense que o meu não
Será para te prejudicar.
Só pretendo ser assertiva
Não estou no mundo para satisfazer.
Não sou perfeita
Para que todos me admirem.
Não tenho vaidade ao ponto
De querer ser unanimidade.
Não gosto do que não gosto
Não vou admirar o que não admiro.
Não tenho que aceitar a tua opinião
E isto não me causa constrangimento.
Meu íntimo é libertário
Igualdade para todos.
Não preciso de aceitação
Escravizando-me por opiniões.
Parece sentimento tirano
O sincero é ofensivo.
Mas, se assim eu não pensasse,
Seria uma hipócrita só para ter
A tua aprovação.
O laço e o nó
Houve um enlace entre o laço e o nó
Triste acontecimento
O laço deve unir num desate
O nó retira a autonomia.
Que exista somente o laço
Mantendo a complacência entre seres
Mate o nó, para que exista alforria.
Sofisma
Ser recebido no calor de um abraço
Grudento como velcro
E ser capaz de fazer self-portrait
Tanto repudiado...
É ter a certeza plena
Da felicidade mais obcena
Para embriagar sentimentos passados
Que não saem mais de dentro
Do coração que um dia fora
Totalmente dilacerado.
Um novo amor
Ah!... poeta, que vive um novo amor
Existiu amor no passado? não interessa
Só se vive poeta, assim...
Com o novo amor.
E começa tudo do zero
Com esmero
Sem certeza de nada
Somente olhos e juízo para o novo amor.
Ah!... poeta, e agora?
Sem a saudade, sem as memórias
Como ficarão as folhas... brancas?
Não poeta, serão as novas histórias.
A voz ao telefone é a mais doce
As mensagens as mais suaves
Tudo é curiosidade, novidade, aventura
Para os poemas de amor.
Ah!... poeta, estás delirante
Tudo mais aprazível, verdejante
Vai durar por um tempo
E surgirão somente, poemas de amor.
Delicia-se poeta desses momentos
E quando tudo acabar
Volte ao seu jeito indomável
De escrever o dissabor.
Mudez
Telefonas-me somente para ouvir a minha voz?
Um alô, um olá de uma voz rouca
Isso te satisfaz?
Ou estás a querer saber por onde ando
A me vigiar
Não te preocupes
Não irei a nenhum lugar.
Meu mundo é pequeno
Viajo muito na imaginação
Sou mais pensamento
Pouca ação.
Não deves me cobiçar
Pensamento é veneno
E pode te intoxicar.
Eu magia
Eu sou a que existo
Da maneira que bem quero
Vendo um mundo colorido
Bem sincero
Eu sou a que de olhos fechados
Vejo as cores do universo
Somente e somente se
Para rimar o verso
Eu sou a que imagina
Que o inimigo possa ser honroso
É o meu desejo de cair na cilada
Só para concluir o quanto ele é horroroso
Eu sou a que bem sei
Quando alguém com o punhal se aproxima
É melhor nem tentar o golpe
Tenho saída exímia
A mentira da Marília
Como foi capaz Marília de me enganar desse jeito?
Estamos um pouco distantes bem sabe mas, vem pedindo a minha ajuda
Corro atrás que nem louca
De repente, vejo a sua foto postada e observo, encontra-se noutro país
Curti, me senti feliz, desencanei da preocupação
Recebi o telefonema do estágio que pra você eu consegui e, somente agradeci
O Pedro, lembra dele, aquele que você queria conquistar
falei pra ele da sua condição, então, ficou com a Márcia
Que te aconteceu Marília?
Agora descobri
Postou uma foto antiga sem data-la
confundindo toda gente, sem sair do seu lugar
Os amigos ironizaram, a sua timeline virou bagaço
Marília, não sei o que dizer, perdeu a compostura e
todas as oportunidades de encontrar a felicidade
com a sua brincadeira infeliz.
Secar o erudito
Abri um antigo estojo
esquecido,
no seu bojo
canetas de finas penas
folheadas a ouro
Veio-me lembranças
parcas
de valores estreitos,
as canetas seriam de efeito
àqueles que se sustentam
pela pompa do objeto
pela ostentação
As penas, além de mim,
tiveram outros donos
que nada fizeram com elas
Fui homenageada
e as obtive por prenda
como estratagema
para secar as minhas escritas
assim, como o tinteiro
que junto delas, secou
Joias improdutivas
ferramentas impróprias
sem envergadura
às prosas e poesias.
Escarnecimento
Ei! Linda mulher
venho lhe pedir um favor
Qual o motivo do meu pedido?
Já que você laçou o meu vagabundo amigo
o meu velho colibri
me faça então esse favor.
Cuida da minha camélia
para que ela floresça bela
me faça esse favor.
O meu vagabundo colibri
abandonado pela flor mais bela
do mesmo pomar da minha camélia
já se distanciou...
Ei! Linda mulher
para cuidar da minha camélia
observe a sua cútis como ficou mais bela
depois que o meu vagabundo colibri te adubou.
Adube a minha camélia
para que floresça mais bela
adicione a ela, vitaminas para plantas que dá flor
principalmente , ferro, mas aos pouquinhos
do mesmo tamanho daquele que ainda te aduba
-se aduba-?!!!
Assim, ela florescerá muito mais bela,
da mesma maneira como você ficou.
Analogia
Um homem é intitulado guerrilheiro quando luta contra uma Ditadura,
um homem que luta contra uma Democracia, este é um autêntico terrorista.
Um homem que sabe viver consigo mesmo é sábio,
um homem que necessita de qualquer coisa ao seu lado para viver é desventurado.
Para mim:
Todo Cláudio tem que ser Antônio
Grande poeta anônimo.
Todo Zé um novo horizonte
Água que brota da fonte.
Toda Eliza rainha Beth
Perturbou é pivete.
Toda espiritualidade, Margarete
Vida dura, interprete.
Todo Xande um grande achado
Amor espelhado.
Toda Iza tem que ter ira
Na pele das crias, casimira.
Todo Luiz, Luizinho
Deus quem leva pra outro ninho.
Toda Maria uma filosofia
Refutem a poesia.
Esterco
Disseste bem
Não valho um esterco
Foste o esterco falaz
que tentara adubar e adular
a mim, essa linda roseira
germinada entre as duras rochas.
O esterco há tempo
fora perdendo os atributos
as particularidades
propriedades
penetrabilidade
Hoje tu, esterco
só aduba e lisonjeia
ervas daninhas.
Toque
Um hangout ao alcance de um clique
Um contato na lista que os olhos não piscam
Uma vontade de falar que desequilibra
Um medo generalizado de dar o grito
E assim se sacrifica
Enche o raio do saco e
Desliga.
Quando eu morrer
Quando eu morrer
cante, grite, dance
ao som de um rock progressivo
com letra peculiar
Beba, conte piadas
morra de rir
faça do momento
a mais pura alegria
Quando eu morrer
não espezinha a minha alma
esqueça as minhas terríveis condutas
a vida é sábia, brilhante e justa
Visitou um corpo
como quem mergulha num mar revolto
Sobe até o espelho d'água, inspira e desce
com a sensação de afogamento
Permanece por algum tempo
no recursivo procedimento
Sentindo-se satisfeito, já esgotado
abandona o corpo nu.
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