Poesias para um Futuro Papai

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Volúpia


⁠O mundo é um aprendizado e ensinar que ninguém nasce sabendo, vejo em um bebê, aprendendo virar de lado e soltar os primeiros sons, além do choro sinal da fome e da dor, cujo alimento de mamíferos é somente o leite materno, sem água nem pão, nessa etapa da vida. Logo virão as pegas, legumes e as carnes.
O Homem luta pela vida, a alimentação para se reproduzir e, logo no trabalho, produzir e com os excedente veio o pecado do capital, pois deixou de dividir e trocar as sobras para vender as mercadorias pelo valor de troca, sem pagar o valor integral do trabalho embutido, que leva um pouco da vida do proletariado que morto-vivo, vive sem mais-valia. Isso é notável em Marx, que tirou a alma mortal do Homem e deu vida à mercadoria que nas vitrines expostas, com olhar sedutor, nos chama para ser comprada.
Veja o significado de ovo de Páscoa, seu valor, e quantas crianças são forçadas na mídia para comer chocolate, cujos pais não conseguem comprar e frustra o filho, e o pai sente vergonha por culpa que não tem.

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Martelo Comunista


O Homem se fez e se faz no trabalho, desde quando um aleijão virou o dedão de lado, pois resultou na pegada da pinça entre dois dedos. Pôde segurar mais bem a comida, pegar as frutas, arrancar as raízes, catar as sementes, os seixos, com o auxílio de uma alavanca em ponto de apoio deslocar as pedras e o mundo, e com o martelo quebrar. Com o cinzel e um pincel, com pigmentos orgânicos e minerais, pintar, e com as mãos levantar as casas.
Dominou o mundo e produziu, perdeu o controle da produção e se alienou, pois quem constrói a casa, faz o pão e a plantação, em geral, não tem teto e até passa fome se vendendo e se acabando no trabalho físico sem ficar com a mais-valia que se multiplica no capital com trabalho alheio.
É a vida, mais menos que bem vivida, mas em si o trabalho deveria dignificar o Homem, quando constrói até a cerca que delimita a propriedade privada que completa o domínio do capitalismo.
É isso que se faz no trabalho, ganham pouco, se exauri e aumenta o capital e garantia da propriedade privada que a delimita e impede o invasor.
O dinheiro e cerca são os símbolos do capitalismo. Assim como o martelo cruzado com a foice o símbolo do trabalho e da sua libertação.

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⁠Aguardente


Um executivo
Que elegemos

Um legislativo
Que elegemos

TAMBÉM TEMOS!

Um judiciário
Diversas polícias
Forças armadas

SÓ NÃO TEMOS!

As necessárias
Garantias
De segurança
E tranquilidade
Para tocarmos
Nossas vidas

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Drama Equilibrista


Entro num Drama
Ou
Saio de uma Comédia ⁠

Entrei em um Drama
E
Saio como Comédia

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O Assuntá de Assentados

⁠Um
Gostoso
De
Se sentir
Bem

Manhãs
De domingo
Na pracinha

Turma
De sempre
Reunida

Alí

Assentados
No degrau
Da porta
De aço

Um
Encostar
De corpos

Divina
Sensualidade
Contida

Céus
E terra
Se
Fundindo

Secretos
Amores
Nem tanto...

Tempos
De adolescentes
De
Outros tempos

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Atrás da Curva



⁠De
Um tempo

Um tempo
Que
Já não mais

Dopados
De utopias
Viajavam

Viajavam
Ouvindo
Coisas

Jurava
Jura
Ainda

Ter ouvido
Cantor

Cantar
Dublando
Voz de Deus

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⁠Amoedo, é tipo um James Bond, cada vez um ator diferente interpreta.

-Candidato do novo, um verbo?
-privatizar

-Um objeto?
-privada

-Um programa de TV?
-Cine privê

-Onde gosta de receber mensagem?
-Privado

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Gambito

⁠Parece que Deus andou jogando xadrez.
Morreu uma rainha (Elizabeth), um Rei (Pelé), um bispo (Bento), e o Cavalo fugiu.
Ocorreu um xeque mate.

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⁠A Saudade e mais um Assunto


Morrer de Saudade
Morrer
Morrer com saudade

Deixarei

De morrer de saudade
Mas
Morrerei com saudade

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⁠O Irreal e Lógico


Antes de tentar interpretar um sonho é necessário saber que, para ter tal êxito, precisa-se entender que o sonho é dividido em seu conteúdo explícito (ou manifesto), que é o acontece efetivamente no sonho, ou seja, o que vemos, ouvimos, pensamos e sentimos durante o sonho; e seu conteúdo implícito (ou latente), que são as conexões lógicas por alusões e referências que levam ao desejo censurado no sonho. Ou seja, quando se está com sede e sonha-se estar bebendo água, o conteúdo implícito e explícito do sonho são idênticos.
Mas quando o desejo é censurado pelo superego, o conteúdo explícito é o resultado das distorções que o conteúdo implícito (que está relacionado ao desejo) levou. Além disso, todo sonho está relacionado com o dia imediatamente anterior (o dia do sonho) tanto seu instigador do conteúdo explícito quanto do conteúdo implícito do sonho (ligado ao desejo).
Sabendo disso, para iniciar-se a interpretação de um sonho, deve-se buscar em seu conteúdo explícito elementos que fazem alusão ao que aconteceu ou que foi pensado no dia do sonho. A partir desse elemento identificado (o instigador do conteúdo explícito do sonho), pode-se fazer alusões através da simples lógica, de pensamentos que vierem naturalmente a mente, ou por meio de conexão desse elemento com sua vida no passado, que levem a outro elemento também explícito no sonho. A interpretação do sonho está fortemente relacionada a tentativa de conectar elementos que surgem no sonho, e no final, quando todos os elementos estiverem conectados, pode-se tentar entender o conteúdo implícito do sonho como um só todo (a partir das deduções feitas entre um elemento explícito e outro) e então interpretar qual a realização de um desejo estava contida nesse sonho analisado.

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Outono


⁠A intensidade
Do que foi
Um dia

Permanece

A ansiedade
Do esperado
Momento

A mesma

A doçura
Do êxtase
Supremo

Promessa

A brisa
De então
A mesma

Ainda

Tão agora
Como antes
Foi presença

Tão ausente
A presença
No agora

Inserida por samuelfortes



O Homem se fez e se faz no trabalho, desde quando um aleijão mudou para o lado o artelho, e conseguiu a pegada na pedra, alavanca, martelo, machado, faca e o pincel para fazer a casa, plantio ou colheita, e a pintura e escultura na arte, e tirar o som das notas músicas nos instrumentos de percussão, sopro e corda.

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Conjugação Cotidiana

⁠A vida como
Um seio exausto

Assim tão reluzente
Sobre a noite e do mar,
Lhe veio a voz

E só então, foi totalmente a sós
Sentiu-se pobre
E triste como Jó

Da carne nos rasgos
Da febre mais quente

Que

Jamais queimasse
Mas nunca como antes

Nem paixão tão alta
Nem febre tão pura
Em noites de insônia

Inserida por samuelfortes


O Princípio e a Incerteza

Energia
Vital

Exaltada
Alegria
De viver

Um gesto
De
Gentileza

De
Fraternidade
Desinteressada

Estrela
Da manhã

E
Da noite

Destino
Incerto

Senso
Lúdico
Tropical

Inserida por samuelfortes

Epifania

Sem
Estética própria
Orgânica

Tão-pouco
Um nome

Indefinível

Ainda
Que perceptível

Sutilmente
Sensual

Ninfas
E
Sátiros
Sobre deuses
Do Olimpo

A frívola
Comédia
Sobre
A nobre
Tragédia

Austera
Grandeza
Palaciana
Grandiloquente

Inquietante
Estranheza

Um possível
Novo
Áureo
Modo de
Vir a ser

Uma
Noble
Simplicité

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O Choro e o Cheiro

Olha
Em frente

Para
Um lado

Para
O outro

Olha
Acima

Olha
Em baixo

Olha
Pra tudo
Quanto há

Olha
Mesmo
Até quando

Não
Há nada
Pra olhá

Olha sempre
Na esperança
De ter algo
Pra olhá

Inserida por samuelfortes

Soneto de Uma Tarde


⁠Esse sol já não é mais claro

Nasce o Sol
E não dura mais que um dia

Por que é que o sol nasce de dia?
Quando não devias ser

Pois se de dia é tudo tão claro
O que sol vem aqui fazer?

Já que de noite anda tão escuro
Toda viela
É um mar sem fim

Depois da Luz vem
A noite escura

É que me deito e me penso à noite
É que ele deveria nascer

Inserida por samuelfortes

Volatilidade & Hominídeo

⁠Em uma semana de 8 dias
Onde
Confundo a Sexta
Como um sábado passado


Não consigo distinguir
Um campo verde
De um dia em que a noite
Trouxe cinzas frias

No corredor de ferro
Um trilho de aço frio
Talvez
Um gosto de saliva quente
Do corpo de uma assanhada

Uma fumaça
De
Um navio distante
Para um novo horizonte

Um tijolo enquadrado
Perfeitamente
Parece por si só
O aluno na sala de aula

O conteúdo nativo
O sarcasmo velado

Nós somos apenas
Mais um tijolo

Encantado em um muro
Estampado na sala

O conforto frio
Para
A mudança

A destruição do cerne
À remontar
Nossas cinzas quentes
Para árvores

Na ancestralidade do Homem
Talvez de novo o mistério
Morasse em seus olhos fundos
Um desgosto incoercível

Com seios moços no colo
Que sentem a ida e a vinda

Ainda, não sejam bem vindos
Não deixem marcas visíveis

Qual perfil que ele gosta?

Que não foi destruída
Por diversas
Gravidezes consecutivas?

No amargo da máscara
Na doce máscara menina

No imaginário deixar
Crescessem ventres

E

Não deixasse passar
Mais do que tristeza íntima

Pelo canto do olho
Tive uma visão fugaz

E virei para olhar
Mas
Já havia ido

Inserida por samuelfortes

⁠Dei um passo
E
O mundo saiu do lugar

Dei um passo
E
Meu mundo sai do lugar

Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar

Afinal,
A melhor maneira de viajar
É sentir

Inserida por samuelfortes

Assimétrica


⁠Hoje,
Sonhei que existia
Mais um estágio
De relacionamento

Chamado significante

Ali, sentado na cadeira de balanço
Como um pêndulo

Silêncio de uma sala
E no silêncio
A sensação exata

Nascem ondas de amor
Que
Se desfazem

O silêncio corre lentamente
Na dura esquina
Estracalha a vidraça

E deu
De sonhar

Que sonhar
É coisa
Do absurdo
Possível

Cada um
No âmago
De sua
Singularidade

A longeva saudade
Guardou a felicidade
Quando se perdia
No andar em círculos

A estrada é um labirinto
Em
Todos os dias da semana

Na dúvida
Em um dia qualquer
Quanto menos alguém entende
Mais quero discordar

Em um aperto de mãos
Do inevitável intocável
Estrangeiro

Na natureza do visível
Sensatez individual

Passageiro
Que
Não passa por aqui

Eu me sinto passageiro
Eu me sinto um estrangeiro

Inserida por samuelfortes