Poesias para um Futuro Papai
Há 3 tipos de pessoas: As que aprendem rápido, as que tem um pouco de dificuldade em aprender e as que não aprendem nunca.
As pessoas que aprendem rápido são analíticas. Desde pequenas observam tudo à sua volta. Ponderam sobre os fatos, argumentam consigo mesmas. Respeitam a si mesmos e aos outros. Cultivam o hábito de pensar, avaliar, perquirir. No geral, são pessoas bem preparadas para a vida. Lidam com a realidade de forma inteligente. São leves, transparentes, livres, resolvidos, gratos. Esses aprendem muito da vida, estão em constante crescimento.
Há o grupo que encontra certa dificuldade em aprender. Esses sofrem um pouco. Costumam acreditar que o mundo gira entorno de seu umbigo. Querem que a vida seja do seu modo . No geral, são inseguros, egoístas e reclamões. Têm muita dificuldade em lidar com os nãos. Mas, com o tempo amadurecem, e com um pouco de esforço conseguem subir os degraus da sabedoria.
E há quem nunca aprenda. Esses sofrem muito. São pessoas totalmente desequilibradas, completamente impulsivas, sempre metem os pés pelas mãos.
Apresentam sérios problemas de discernimento. Digladiam com tudo e com todos. Na ânsia de impor suas "verdades" cometem altas burradas, acabam por prejudicar a si mesmos.
Levam tombos altos de montanhas erigidas por eles mesmos. Não compreendem que a vida é como é. São insatisfeitos, invejosos, inconstantes.
A esses dificilmente a vida conseguirá ensinar algo.
Esses são os eternos frustrados.
Em rima
Eu tenho lá os meus problemas,
Tenho sim uns avessos.
Tenho lá um guarda-roupa cheio,
Tenho sim inúmeros compromissos.
Eu tenho lá meus devaneios,
Tenho sim roupa pra lavar.
Eu tenho lá muitos amigos.
Tenho sim uns cheques pra entrar.
Eu tenho lá amor em demasia,
Tenho sim ótimas companhias.
Eu tenho lá conquistas e alegrias.
Tenho sim respeito e garantias.
Eu tenho lá leveza de alma,
Tenho sim muita esperteza.
Ultimamente, eu só não tenho
tempo pra perder com a vida alheia.
Desculpe mãe, por eu ser assim
Um moleque idiota, magrelin, mas sou seu fíh..
Não sou o que cê sempre quiz, mas lutei pra ser
E hoje faço esse poema pra você..
Sempre é hora certa de agradecer, pelo amor e educação que eu pude receber..
De uma mulher que lutou, que sofreu, que chorou
E além de tudo que passou, nunca me abandonou..
Ela passava anos pra me dá o que eu queria, mas agradeço por lembrar dos meus pedidos todo santo dia..
Dava dinheiro pra eu ir pro cinema e jogar bola..
E Disse: Vou batalhar mas meu filho nunca vai pedir esmola..
Me ensinou a ler e escrever
Aos 3 anos foi orgulho, eu pude perceber..
Na adolescencia eu sempre brigo com ela, mas percebo que minha véia é que sempre está certa..
Essa hora ela tá lá trabalhando, pra ganhar dinheiro e continuar me sustentando..
Mas isso claro que vai ter fim, vou aposentar minha véia e eu que vou trazer o dindin..
Dar uma casa nova pra ela morar e comida na mesa nunca mais vai faltar..
Ela merece isso e muito mais..
Minha véia me ensinou a fazer tudo que for capaz..
Agora o que me importa e ficar bem
talvez eu não volte a ser quem era
talvez tenha amadurecido um pouco
talvez tenha derramado lágrimas demais por você
não sei mas eu cansei de sempre estar aqui so para você e você simplesmente julgar
Cansei de sempre ser a errada da história
cansei de sempre ser mal interpretada por você
Não sei você, mas eu simplesmente morri depois de ontem
Eu estou sofrendo estou mal,mas a única coisa que fez até agora foi me julgar sem saber quem eu realmente sou.
Agora só queria...
um abraço bem apertado, calado
um silencio aconchegante,
que não diga nada mas que possa me fazer sentir...
COMO UM PÁSSARO PRESO
Sinto-me como um pássaro preso em uma gaiola dependurada numa arvore cheia de belos frutos,alucinado pelo desejo de saboreá-los, e por estar preso, ainda que os deseje, nunca poderei sentir quão doces são, estando eu perto de ti sinto o mesmo,pois ainda que eu possa sentir o perfume do seu corpo, ainda que possa admirar sua beleza, ver o brilho de seus olhos e imaginar como seria o gosto do seus beijos, nunca poderei saciar meu desejos, pois alem de estar preso, me cortaram as asas, e mesmo que se eu pudesse fugir, nuca teria forças para voar.
Em vão busco acender um diálogo contigo: a alma sem tom da tua boca de água e vento despede cinza, névoa e tempo no que digo, devolve ao chão o meu mais longo pensamento...
e entre cactos estira esse desertos ambíguo que vem da tua altura ao vale onde me assento, procurando teu verbo.
Um pássaro pousa todas manhãs
em meu jardim encantado e
trina contente como se
achasse o paraíso
ou pelo menos é que ele pensa
Pois nesse jardim encantado
quase nada existe
O que há é somente
duas plantas explodindo
em vício...
Água e comida para um cão
dorminhoco e preguiçoso
que não liga pra nada...
Mesmo assim, mais pássaros
são acrescentados a este espaço
em busca de algo que nem
mesmo eles sabem...
O mundo não é assim..
São vocês que são assim..
Ele é apenas um espelho, ao qual se reflete a humanidade.
Havia barro, um tempo gelado e gente rindo para todos os lados. Ousei vagar em meio aos sons desagradáveis como uma nota perdida em uma partitura em busca da melodia. Eis que a encontro.
Mesmo tom, mesmo compasso e tão criativo como algo já ensaiado. Assim surgiu a canção, mas de término, sem previsão.
Da mesma forma que precisamos utilizar de forma adequada a pontuação para escrevermos um texto claro, também precisamos nos valer da pontuação no decorrer da vida.
Quando as pessoas precisam usar uma pontuação, mas se valem de outra, a vida delas torna-se uma bagunça literária, uma confusão de fatos, uma mistura de verbos, na qual pouca coisa faz sentido.
Para algumas experiências usamos a vírgula. É, damos uma pausa, esperamos pra ver o que vai acontecer e, depois, seguimos em frente.
Em outras, é preciso um espaço de tempo maior para que tudo se encaixe, olha aí a vez do ponto e vírgula no nosso cotidiano. Aumentamos o espaço e verificadas as possibilidades, ou acertadas algumas questões, retomamos determinado caminho.
Mas eu acredito, vejo e percebo, que o ponto final fica bem esquecido. Talvez seja a pontuação mais necessária e a menos utilizada.
Pessoas que não sabem colocar ponto final na história arrastam problemas por anos e anos.
É sabido que há um tempo determinado para cada coisa debaixo do céu, talvez a gente demore um pouco pra entender que chegou a hora do ponto final, talvez a gente estenda um pouco a pausa, mas com um pouquinho de observação e realismo, somos capazes de entender a hora do ponto.
Quem coloca ponto final de forma adequada : sofre menos, se desgasta menos, cria menos problemas para si e não se torna cansativo.
O ponto final liberta. Encoraja. Permite novos vislumbres. Na vida, ele não finda, antes inicia uma nova fase.
Eu voltava de uma reunião, quando, após circular uma rotatória, fui surpreendida por um veículo que ignorou a preferência e se colocou à minha frente. Eu poderia ter continuado, ter gritado, xingado, podia cercá-lo e impedir sua passagem, enfim poderia ter feito uma das daquelas cenas rotineiras que assistimos no trânsito.
Mas eu não adotei essas atitudes, simplesmente dei a preferência, embora ela fosse inquestionavelmente minha.
Continuei meu trajeto refletindo sobre as inúmeras situações da vida em que "dar a preferência" é uma ótima alternativa, uma maneira sutil de trazer mais leveza à nossa vida.
Dê a preferência às pessoas que realmente importam. Não vamos permitir que o trabalho, os estudos, os compromissos com terceiros passem à frente daqueles que nos são essenciais.
Dê a preferência ao amor, a gentileza, a simpatia. Mesmo em situações delicadas, podemos cultivar essas virtudes e sem dúvida, seremos os maiores beneficiados.
Dê a preferência aos valores. Futilidade anda totalmente fora de moda.
Dê a preferência a compreensão, a calma e ao perdão. Não deixe o desequilíbrio emocional ser a placa de sinalização pela qual és conhecido.
Dê preferência a alegria, a tristeza pode esperar.
Dê a preferência a autenticidade, não vale a pena pegar o atalho das aparências, ele leva a lugar nenhum.
Dê a preferência ao que há de bom na vida, o que for ruim, definitivamente deixe fora do seu caminho!!!
Os encaixes de um circulam
Entre o azul e o rosa
Há muito mais que uma fronteira
Existe uma delimitação perniciosa
Que edifica uma grande barreira
A qual determina e distingue
O ativo do passivo
O pacífico do agressivo
E a menina do menino
Educar é transformar, É tornar todo lugar acessível e habitável
Dando a possibilidade a todos de transitar
E livremente se identificar e se colocar
Vai que eu esqueço
Viver intensamente é errado ou um pecado?
Você suga sentimentos diferentes das pessoas
De tempos incomparáveis
Pode-se acreditar em um amor de um segundo?
As vezes a gente ama qualquer coisa mesmo.
Não queria escapulir deste tempo
Que enxerga meu amor verdadeiro
Este único tempo que tenho certeza do que é fraco
A dádiva do que é interno
No que expõe sem perceber
Eu simplesmente
Fiz muitas coisas que nunca voltam
E Irei fazer muitas outras que nunca se vão.
Talvez o que é perfeito tenha que durar pouco
Pra que eu não me acostume a ser feliz
Posso esquecer-me do que é divino
E me fazer a dona do mundo.
Eu sou um louco, que mergulhou no mar sem medo da sua profundidade, mesmo não sabendo nadar, guiado por fé e intuição, sei que irei aprender a nadar. Estou aprendendo, cada vez mais, quero mergulhar em novas águas, correr novos riscos, encontrar o meu ¨eu¨.
As vezes penso em voltar, para superfície. Sou curioso, como um louco sem pensar em consequências, apenas mergulhar, pois sei que irei aprender também aprender a lutar com tubarões, como aprendi a passar pelas águas vivas e não me que queimar.
Estou mergulhando, sem medo da profundidade, quero vencer meus medos, e descobrir até onde eu conseguirei ir... Impossível é querer descobrir sem tentar.
Deixa estar
Na minha cabeça surge
Um turbilhão de pensamentos
Palavras são ditas
Formando momentos
Da ponta da caneta
Esses versos vão surgindo
Relatando minha vida
Tudo o que estou sentindo
As vezes bate uma bad
E eu fico grilado
Mas sempre sigo em frente
Esquecendo do passado
A vida é muito curta
Pra não se viver
Eu busco sempre harmonia
Crescimento do meu ser
Entre nós há um cristal delicado.
Por mais nitidamente que eu te assista, eu não te posso tocar.
A distância diminuta entre nossos olhos é implacável!
Do lado de cá derrama tempestade e os sonhos sufocam um a um.
Do teu lado, se arrastam com o vento e se esvaem na névoa que te enleia...
Aqui, toda a gente passa sem roçar por mim. Tenho só ar à minha volta. E estou só.
Por aí não é diferente, segue desamparado, sem rumo, sem coisa nenhuma...
Seguimos pertencendo não ao que está próximo, mas àquele que está do outro lado do vidro... E nessa jornada contemplativa, entregamo-nos às ilusões...
Vivemos sendo outros. Sofrendo as aspirações. Debruçados numa fantasia perpétua...
Há momentos em que tudo cansa...
Então fechamos os doridos véus, erguemos nossas cabeças e voltamo-nos, mais uma vez, para o lado de dentro de nossas vidas.
Entretanto, isso não dura muito...
E foi assim...
Parti-me em bocados. Rompi-me em sentires e lamentos e um turbilhão de sensações levou os fragmentos.
Desfiz-me!
Um dia...
Recolhi-me no firmamento. Em meio à bruma tempestade, uni-me em raios, cores e sentimento, mas escorregou-me das mãos um pedacinho e o mar o levou.
Perdi-me!
Em tempo...
Essa pequena porção manuseia minha alma por dentro...
Então se alguém, por ventura, achar o meu coração em qualquer onda, em qualquer oceano, entre em contato, pois preciso findar meu encanto.
Apelo!
Nada fica inteiro
.
.
.
quando, secretamente,
um mar envolto em saudade
deságua em prantos soluçantes
.
.
.
são lágrimas silentes,
embustes do sentir,
oprimido instante,
.
.
.
tempestade!
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