Poesias para um Futuro Papai
disfarço-me da saudade, é ácido que corrói e mata, é tequila com limão e sal, no final tem sempre um gosto amargo...
e minha voz se calou na sua e meu corpo encontrou o teu, não são núpcias serenando o amor ou um namoro tirando a sorte, são lágrimas de dor embelezando a morte.
Das cores a mais linda, efeito arrebol, as flores desabrocham na aurora,em um romance fiel com o nascer do sol.
As lágrimas da noite é o café de uma manhã que se avista em um denso véu amarelado. Só sobra um cigarro e restos de poeira nevando a felicidade.
O som parece um banda tocando em rua estreita, exageradamente, é como meu amor que sobejo por ti, amor jogado e só sobras, há uma estruição de meu amor e você ainda rir...
Uma das minhas preocupações não é com relacionamentos, já é um assunto superado, não sei amar e isso é muito complicado, minha preocupação é fazer minha mãe feliz e não estou conseguindo, vou esforçar-me até conseguir, não quero morrer sem essa missão, pois se eu morrer sem alcançar esse mister, vou dizer a Deus, não vivi, não tive vida...
o que acontece comigo? o que houve? que castigo é esse? o insucesso é um fel que se coloca a toda hora em nossa boca como se fosse um doce sabor de algo bom e duradouro
Eu tive um espanto em uma tarde de sábado que fiquei desesperado,meu amigo e o homem que dediquei um afeto que eu passei a chamar de amor estava com outras pessoas e divertindo, e eu só, com o entalo na garganta querendo abrir o jogo do que eu sentia e do que poderíamos viver a dois, eu estava ouvindo EU PRECISO DIZER QUE TE AMO de cazuza.
eu sou muito contraditório, conheci um intelectual e ao conversar com ele percebi minhas fragilidades apesar de saber discutir muitas coisas, o mais interessante é que esse intelectual que tenho o prazer de conversar tem sérios problemas psicológicos mas no final eu me sinto um louco sem nenhuma racionalidade...
Somos o meio de tudo sem sermos o meio termo. Estamos aqui e ali, um pouco do nada e um todo de tudo, somos o universo, o tudo e o nada.
Toca-me as cordas musicais da existência, em notas sonoras adormecidas, em um canto de encantos de mocidade, as estrelas de noites mal dormidas, brilham em um céu de saudades...
... ah meu amor! deleito-me em sua voz poética e na palidez de sua vivência, hoje é mais só um dia que loucamente vou viver, no prazer incontido de sua entorpecente existência...
recomeçar, dá um novo passo, ousado e sonhador, um coração saudável, pulsando apenas o bom do amor...
As flores sem você outra vez, apequena a imensidão de um jardim na escuridão de uma madrugada, essa noite fria e calada estende manso itinerante de um amor sem dimensão e mais nada.
O amor é a loucura do divino, um grito apavorado, uma oração, o silêncio, a honradez sacerdotal e profana do homem...
E o pensamento inconstante, em suas fases felizes, trouxe, enfim, um anjo sublime, de traços jamais desenhados e de um horizonte, assim, de um horizonte jamais poetizado, encontrei-me com um anjo de palavras fáceis mas de uma oração transcendental, que beleza inimaginável, o pensamento de Kant jamais desmentira tamanha magnitude, ressuscitaram poetas para descrevê-lo, lábios sussurraram músicas, o sublime, realmente, é intocável, as desoras fez-se nas alturas de um mar calmo uma brisa que te arrebenta em faíscas de ilusões que se unificam e por aí ficam, e se fez ondas e um silêncio ousado que uniu o céu e a terra e o anjo sublimou-se em um oceano desconhecido a espelhar o céu no zênite da imponência do universo de superfície a dentro , mergulhou, para que um dia almas vazias fossem contemplar o mar.
Não sou um revoltado da vida, apenas sou inquieto com a injustiça das pessoas que nos rodeia, aquelas que pintou junto comigo a obra de arte do prazer.
às vezes tenho a sensação que o mundo tem medo de mim, não sei se medo seria a palavra mas um afastamento de todos, a cada dia fico só, é bom ser só pois ninguém te julga e muito menos exige algo, o prazer também emerge a flor da pele, o mundo gira e se afasta de mim... mas o mundo não para e isso é o que importa, tudo está bem, o sol espreita o horizonte e as estrelas brilham...
ouvindo Raul Seixas relembro os bons momentos de poesia e um pouco de destreza, aprendendo com sua rebeldia e as lições de Carlos Vieira, escrevendo o mundo e os maiores sonhos que algum ser um dia inventou, a loucura de apenas pensar e se extasiar de tanto imaginar. Uma loucura sem norte e instante, sou ambulante procurando a metamorfose.
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