Poesias Famosas de Agua

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Outono

Outono
Planos
Folhas
Secas
Flores
Escassas.

Outono
Água
escorre
Pelos
Rios
Rasos.

Outono
Amores
Separações
Solidão
Aflição
e Sono.

Outono...

Simples Assim.
Gosto do simples, do pé no chão, do ficar de cócoras. Gosto de água de pote, de cantiga de ninar, de beira de rio, de trote de cavalo, de pôr do sol e do brilho da lua. Olhar o entardecer e ver aquele sol quase morrendo na colina, me dá uma sensação de euforia, de saudade. Já tentou observar um ninho de passarinho? Quanta força a natureza revela naquela sutileza dos galinhos trançados. Assim vivo. Sou meio raizeiro, acredito em chá, em planta, em erva-santa e em benzedeira. Poesia de matuto? Quase choro quando escuto. Velhos sábios, cantado de porteira, espuma de cachoeira. Gosto de causos de assombro, de festa de roça e de cheiro de gente.
Dou rizadas das presepadas das crianças de pernas cinzentas e de riso doce e fácil. Gosto de criança e de cachorro. Sou assim. Quer me agradar? Me dê um beijo, um abraço apertado, um bom dia, um olá. Divida comigo um copo de cerveja, cante comigo uma canção. Morda minha orelha e diga que me ama. Deite se em meu peito e durma, porque amanhã será mais um dia feliz.
Charles Valente

Beijar-te
É beber água salgada
(¯`⋎´¯)
.`¨❥ Só aumenta a minha sede
Enlouquecendo-me a alma.

GOTA D'ÁGUA NA ROSA

Chuva rara, clara
na rosa pingo d'Água
lava a mágoa...
- É só uma bágua
ou frágua do cerrado?

É delírio na sequidão
que pingam
nas pétalas soam
nos ouvidos cantam...
E o chão molhado

Chove no cerrado ressecado
céu carregado... Chove!
No sertão em prosa
gota d'Água na rosa.

Luciano Spagnol
Dezembro, 2016
Cerrado goiano
Poeta simplista do cerrado

Coração de Elástico

E outro vai por água abaixo
Mas por quê não conquistar o amor?
E eu posso ter pensado que éramos um
Queria lutar nessa guerra sem armas
E eu queria isso, eu queria muito isso
Mas haviam tantas bandeiras vermelhas
Agora outro vai por água abaixo
Sim, vamos ser claros, não vou confiar em ninguém

Você não me destruiu
Ainda estou lutando pela paz

Há quem me dera
Quem me dera se a mesma água que lavo minha face
Lavasse também minha alma
Quem me dera se com a mesma facilidade que uma criança esbanja um sorriso eu pudesse a felicidade encontrar
Quem me dera bater asas e voar
Ir a encontro a alegria que nesta sei que jamais irei encontrar
O retrato do tempo
Sigo o caminho da solidão
Mas que esperei encontrar
Vejo em meu caminho a desilusão
Cada lágrima de tristeza escondo em meu olhar
Assim quando me ver sorrir posso no espelho a verdade encontrar
Olhando nos meus olhos posso ver minha alma chorar

Maluquete maluquinha
escancaro um sorriso
abro alas,
a loucura ofereço água e vinho
é carnaval,
no sambódromo da vida
brindamos,
somos do mesmo bloco
nosso enredo é liberdade
da cabeça aos pés
Lá vem eu e ela
na passarela
no bloco dos pirados
alegrias,
esbanjamos felicidades
festa, folia !

E ao colocar meus pés na água do mar,
já não sou mais eu, adulto anestesiado,
mentalmente cansado, não sou mais.

Sou uma criança,
Uma típica criança feliz à brincar,
chuto as ondas, corro, mergulho,
boio, pulo, caio e até me arranho,
Planto bananeira para sentir
o vento nos pés.

Visto-me de algas/almas marinhas
e prossigo a dançar.
Transformo-me em peixe, sereia, tritão,
Tento abraçar infinitamente,
toda vastidão desse belo mar.

O nordeste.

O nordeste sinceramente
é um lugar que dá prazer
tem o mar de água quente
e o sertão no amanhecer
um povo que fala oxente
e uma beleza permanente
esperando por você.

Água é vida, cuide, preserve.
Se a gente não cuidar, como é que a gente vai sobreviver e até pescar?

Como diz o ditado popular: água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Alguns dos seres humanos adultos preferem manter-se ignorantes, e reclamam de quem estimula a sua massa cefálica, porém outros, às escondidas, aos poucos vão dando ouvidos, ou lendo, aos implicantes que cobram uma outra postura deles e, consequentemente, devagarinho eles vão conseguindo perceber que é preciso sair da zona de conforto que a ignorância proporciona e avançam esboçando passos de inteligência no que se refere a reflexão sobre o que era alvo da sua paralização intelectual.
Só isso já vale a exposição, as provocações e as porradas dos agressores de cérebros preguiçosos ou inativos.

LIBERDADE

Liberdade é atravessar pontes,
Beber água nas fontes,
Andar sem receios,
Falar sem rodeios,
Amar sem preconceitos,
Usar de seus direitos,
Poder dar o seu grito
Que faça eco no infinito...

mel - 25/05/2011

Ele é fogo, ela é água.
Ele é dos filmes, ela ama os livros.
Ele poesia, ela poetisa.
Ele sol, ela lua.
E o mar.
Há o mar.
Ah, o mar...
Amor, amar.

A água brota do chão, pura e sem contaminação
Corre, desce, molha a plantação
Continua sua estrada até chegar no ribeirão
Daí vai para o rio onde começa a lamentação.
Esgoto, entulho e veneno atingem seu coração
E na veia desse rio que era pra conduzir vida
Só conduz destruição.

Nordeste.

No teu mar a água é quente
tua beleza vem de herança
quando um povo fala oxente
o que transmite é confiança
no plantar de uma semente
brota sempre uma esperança.

Só Deus.

Por aqui ninguém se ilude
com prefeito ou presidente
não tem água no açude
já não brota uma semente
não conheço quem ajude
só Deus com sua virtude
se importa com essa gente.

Somos...
Feito água e vinho, sol e lua, silêncio e barulho, amor e ódio, tempestade e calmaria, chá e coca-cola, mar e montanha.

Somos totalmente opostos, mas com nossos caminhos sempre se cruzando e sempre trazendo um próximo do outro.

Val Francis

Armas da seca!

O sertão ainda encara
o sol forte e cristalino
a água distante e rara
tem as armas do destino
e a seca é quem dispara
a bala da dor que vara
o coração do nordestino.

Sonhar

Sobre teus ombros caem cascatas d'água
ora negros cachos ora translucido mar
buscá-lo-ei, esperando-te, neste solicito, ambíguo, sair
sem despedida mais forte a dor de quem fica

Oh! Imenso vazio, sonoplastia do silencio
pobre coração que não palpita mais
longe da água que sacia o desejo de você
longe, longe do mundo, do meu mundo


Noite áspera, por que chegaste
não rápido se afastasse
prisioneiro livre, preso em meu eu tão seu
tão nosso

Há tempos não desejo, como desejei você
sem medo de perder, esperança é a dor de uma criança
sede, sede de perdão


Oh Imenso vazio, sonoplastia do silencio
pobre coração que não palpita mais
longe da água que sacia o desejo de você
longe, longe do mundo, do meu mundo.

Básico são os outros

Básico é copo d'água sem gelo e uísque Cowboy sem emoção
é solidão abundante e tristeza falseada nas mesas dos bares
básico são os olhares chorosos das pessoas
escondidos por detrás de largos sorrisos de desespero
e o desesperado soluço engasgado no peito
na iminência de rasgar as entranhas de dentro para fora
e transbordar feito fazem os vulcões em cólera.
Básico é o levante furioso dos insetos
disputando os melhores lugares em sua parede favorita
carregando e entremeando os restos mortos de carne
que se encontram caídos no chão
levando-os para as fendas e buracos abertos pelos pregos sujos
que sustentam os engordurados quadros com propagandas
de conhaque, cerveja e cachaça.
Básico é uma pitada de raios dourados de meia lua na retina
e uma noite inteira cheia de estrelas num céu à sua escolha.
Básico é não querer ser o que não se é
e sendo, não ser o que se pode.
Básico é sentir a poesia entrando pelas narinas
queimando a pele, alterando a pulsação
feito o vento frio que maltrata o corpo em uma bucólica manhã de inverno.
Básico é não morrer de véspera, por antecipação
ou viver a vida numa pressa desmedida
embalado por um repetitivo e antiquado refrão.
Básico é embriaguez no mês de dezembro
- às vésperas do natal -
sem pessoas nos pontos de ônibus
cães ladrando pelas ruas
e larápios espreitando a melhor ocasião.
Básicos são os tombos que se cai no caminho de volta pra casa
com a gravata retorcida no colarinho da camisa
e a cara amassada de tanto sono.
Básico é a chave da porta da sala
que insiste em não abrir a fechadura do portão
e o movimento do lápis desembestado na folha
e o da borracha, desgovernada na contramão.
Básico são os outros, nós não.