Poesias Faceis do Elias Jose

Cerca de 32206 frases e pensamentos: Poesias Faceis do Elias Jose

⁠Se tem possibilidade de não ser promissor, recue.
Nada é tão certo quanto o que vos digo: não faças germinar uma semente, que futuramente deverá ser combatida, ao perceberes que é uma espécie daninha.

230924

Inserida por J6NEMG

Você já pensou que está abrindo os olhos pela última vez essa manhã?
Que viu a pessoa ao seu lado pela última vez?
Que foi trabalhar hoje pela última vez?
E se pudesse prever tudo isso?
O que você faria por primeiro e por último?⁠

Inserida por Samirsjs

⁠A PESQUISA CIENTÍFICA É UMA VIAGEM
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“Iniciar uma Pesquisa, em qualquer campo do conhecimento humano, é partir para uma viagem instigante e desafiadora. Mas trata-se decerto de uma viagem diferente, onde já não se pode contar com um caminho preexistente que bastará ser percorrido após a decisão de partir.
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Se qualquer viagem traz consigo uma sensação de novidade e de confronto com o desconhecido, a viagem do conhecimento depara-se adicionalmente com a inédita realidade de que o caminho da Pesquisa deve ser construído a cada momento pelo próprio pesquisador. Até mesmo a escolha do lugar a ser alcançado ou visitado não é mera questão de apontar o dedo para um ponto do mapa, pois este lugar deve ser também ele construído a partir da imaginação e da criatividade do investigador.
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Delimitado o tema, o problema a ser investigado, ou os objetivos a serem atingidos, o pesquisador deverá em seguida produzir ou constituir os seus próprios materiais – pois não os encontrará prontos em uma agência de viagens ou em uma loja de artigos apropriados para a ocasião – e isto inclui desde os instrumentos necessários à empreitada até os modos de utilizá-los.
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É assim que, se qualquer viagem necessita de um cuidadoso planejamento – de um roteiro que estabeleça as etapas a serem cumpridas e que administre os recursos e o tempo disponível – mais ainda a viagem da Pesquisa Científica necessitará deste instrumento de planejamento, que neste caso também será um instrumento de elaboração dos próprios materiais de que se servirá o viajante na sua aventura em busca da construção do conhecimento. Este é o papel do Projeto na Pesquisa Científica”
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[BARROS, José D'Assunção. ‘O Projeto de Pesquisa em História”. Petrópolis: Editora Vozes, 2004]

Inserida por joseassun

⁠MORTO VIVO
Como será ser alguém que de modo algum, demonstre emoções... sensações...exceto o ódio?

081024

Inserida por J6NEMG

⁠Na sua estadia aqui na terra, estás a viver uma aldisseia? Ou fazes parte de uma peripécia num mundo surreal, na qual és o heroi? Ou; a tua verdadeira especialidade é aniquilar mentes humanas e expurgar subalternos?

121024

Inserida por J6NEMG

⁠Não robe a Deus no que é mais precioso,
afinal de conta nos devemos dar um tempo para
conversa com Deus.

Inserida por Jose123sev

⁠Olha aí não se desespere, olha a mão de Deus
estendida para você aproveita a oportunidade
chegue se para Deus.

Inserida por Jose123sev

⁠Você está sem credito diante de Deus?
seja obediente a Deus. que seu credito
será grande diante Dele Deus.

Inserida por Jose123sev

⁠A língua do ser humano o membro mais perigoso
do corpo pois com abençoa a Deus, e com ela
amaldiçoa a própria vida.

Inserida por Jose123sev

⁠De todos os membros do nosso corpo a língua
é o mais perigoso, vigia com a sua ela pode
feri a sua dignidade.

Inserida por Jose123sev

⁠A sua felicidade está contaminando muitas pessoas,
não, não ligue continue contaminado, continue feliz.

Inserida por Jose123sev

⁠Muitos querem ter o que você tem,
querem a sua paz, sua felicidade, até
mesmo sua prosperidade, mas ninguém,
quer pagar o preço que pagou.

Inserida por Jose123sev

⁠Me responde essa pergunta? O que seria
dessa humanidade, se não fossem a misericórdia
de Deus.

Inserida por Jose123sev

⁠O PAREDÃO MARIANO
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Os anjos libertadores,
incumbidos de trazer a chave da Sociedade Livre,
morreram todos no Paredão Mariano.
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Não me lembro se foram fuzilados,
se fluíram por um corte na garganta,
ou se alguns morreram de gripe...
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O que sei é que sua marca ficou nos muros
que foram pichados pelas cidades
de países passados e futuros.
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Os anjos libertadores
morreram por uma venda
no Paredão Mariano.
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O Paredão Mariano não existe.
Sua pedra e sua largura
são por conta da imaginação do poeta;
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mas sua imagem me veio tão nítida,
como se fosse o sonho de um pesadelo vivo,
que herdei o desespero dos condenados.
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O Paredão Mariano:
a dureza das suas paredes frias
... o horizonte de metralhadoras e fuzis
prestes a roubar a vida.
..
O Paredão Mariano não existe:
sua pedra e sua largura
são ficções de um poeta louco.
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Não há registro histórico;
mas seus olhos me gritam tanto,
e sonhar é tão pouco...
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O que foi feito dos anjos libertadores
diante do horizonte de metralhadoras?
Em forma de brilhos, terão sobrevivido?
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Será que, em música, foram convertidos,
e hoje trilham no céu noturno
o leite alegre das estrelas?
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E o Paredão Mariano, que não existe?
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Existirá, por ventura,
em algum ponto da memória
de futuros torturadores?
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[BARROS, José D'Assunção. Sintonia Fina, 2022]]

Inserida por joseassun

⁠TRISTEZA MARAVILHOSA
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Rio de Janeiro,
sob teu corpo de concreto
teu santo padroeiro
dorme, como um feto.
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Ainda não nasceu, teu santo,
ainda é cedo para o milagre;
e a lágrima doce do teu pranto
não é vinho, é só vinagre.
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Baía de Guanabara,
como mente o teu postal.
Vejo fome em pau-de-arara
sob a camada social.
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Queria entender teu segredo,
tua miséria, tua mentira;
mas o que vejo é o degredo
que escapa da tua mira.
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Seres humanos migratórios
compelidos à mudança
cujos mortos compulsórios
são produtos da esperança.
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Rio, Deus te abençoe,
e do alto do Corcovado
em pedra o Cristo nos perdoe
por teu índio dizimado.
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Cidade Maravilhosa,
herança dos guaranis...
na tua culpa misteriosa
guarda a lembrança dos brasis.
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Rio, cidade poesia,
olha teu negro na construção;
não lhe conceda alforria:
tu és a própria escravidão.
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Rio, alguém que tardia
espreita em teu carnaval;
sobre a tua fantasia
jaz a beleza de um postal.
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Rio de Janeiro,
teu caminho não é reto;
ao sul do teu cruzeiro,
um voto vira um veto.
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Ainda não nasceu teu quebranto,
ainda é cedo para o céu;
e a cachaça do pai de santo,
não é néctar, é só mel.
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[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Insurgência, 2023]

Inserida por joseassun

Uma dificuldade surpreende quando se revela ser apenas de facilidade escondida como ' ovo
de Colombo'.

Inserida por josemanuelroque

CRÔNICA DA ⁠SOCIALIZAÇÃO

No passado um sábio disse que a vida é feita de fragmentos. Mas digo mais! Além de ser fragmentada, a vida é extremamente seletiva.
Seleciona- se a tudo, e/ ou todas as coisas.
O mais intrigante, é quando um indivíduo imagina estar sendo seletivo, mas na verdade, é um ato ilusório. Um delírio. É impossível alguém fazer alguma seleção, quando o mesmo não está inserido em nenhum contexto social.
161024

Inserida por J6NEMG

⁠A HISTÓRIA COMPARADA E SEU DUPLO RECORTE DE OBSERVAÇÃO
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“A História Comparada é antes de mais nada uma modalidade historiográfica fortemente marcada pela complexidade, já que se refere tanto a um ‘modo específico de observar a história’ como à escolha de um ‘campo de observação’ específico – mais propriamente falando, o já mencionado “duplo campo de observação”, ou mesmo um “múltiplo campo de observação”. Situa-se, portanto, entre aqueles campos históricos que são definidos por uma “abordagem” específica – por um modo próprio de fazer a história, de observar os fatos ou de analisar as fontes. Resumindo em duas indagações que a tornam possível, a História Comparada pergunta simultaneamente: “o que observar?” e “como observar?”. E dá respostas efetivamente originais a estas duas indagações.
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Talvez aí esteja precisamente o que há de mais instigante nesta abordagem historiográfica: o fato de que, em função destas duas indagações que parecem constituí-la na sua essência mais íntima, a História Comparada sempre se mostra como um insistente convite para que o historiador repense a própria ciência histórica em seus dois fazeres mais irredutíveis e fundamentais – de um lado, o ‘estabelecimento do recorte’, e, de outro lado, o seu modo de tratamento sistematizado das fontes. Em suma, a História Comparada tanto impõe a escolha de um recorte geminado de espaço e tempo que obrigará o historiador a atravessar duas ou mais realidades sócio-econômicas, políticas ou culturais distintas, como de outro lado esta mesma História Comparada parece imprimir, através do seu próprio modo de observar a realidade histórica, a necessidade a cada instante atualizada de conciliar uma reflexão simultaneamente atenta às semelhanças e às diferenças”
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[BARROS, José D’Assunção. ‘História Comparada'. Petrópolis: Editora Vozes, 2014].

Inserida por joseassun

⁠O REFUGIADO A NADO
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O sal das lágrimas
misturava-se ao das águas:
só queria vida, só queria um chão.
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Mas encontrou as armas, nas mãos de um guarda.
Encontrou o exército, de todos os países do mundo,
e a serviço de todas as burocracias do Universo.
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Ele pedia um lugar, e implorava pão;
mas encontrou um muro,
para além dos muros
(não bastassem as águas
contra as quais nadava).
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O Refugiado a Nado
construiu seu escafandro
com garrafas e boias de plástico.
Conseguiu quebrar a violência das ondas...
Mas não conseguiu derreter o coração das autoridades.
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Duros, e como a um peixe, devolveram-no ao mar
– ao mar da morte, e da vida em morte –:
ao mar cinza dos apátridas
a quem não se quer.
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Devolveram-no
– ao Refugiado a Nado –,
como se nunca o tivessem recebido.
Entregaram-no àquela vasta extensão de oceano
– desoladora, fria, e muito mais implacável –
para além do Mediterrâneo,
e de todos os mares:
para aquém da Terra.
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Depois que ele se foi,
como se não tivesse chegado,
rasgaram sua presença como uma foto incômoda.
No fim, os noticiários o deglutiram ao avesso
como uma fome indigesta...
qual mera curiosidade
para sessão da tarde
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[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Crioula, nª31, 2023]

Inserida por joseassun

⁠DEUS É BRASILEIRO
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Dizem que Deus é brasileiro
(que se desespera,
que também não mora,
que também tem fome,
que a si mesmo come).
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Dizem que Deus é brasileiro:
que gosta de samba,
que gosta de praia
(que também não fala,
que também se cala).
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Dizem que Deus (foi) brasileiro...
Morreu aos cinco anos de idade,
quando era uma criança retirante
– cumprindo a taxa de mortalidade.
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[[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Insurgência, 2021]

Inserida por joseassun

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