Poesias e poemas sobre Silêncio

Cerca de 18801 poesias poemas Poesias e sobre Silêncio

EXTINTOR
A vaidade segue um embalo
Que quase embriaga a verdade
Deixar o silêncio hidratá-lo
Em meio à fogueira que arde
Arrefece e pode salvá-lo
Do barulho que faz alarde
Virtude te vem de regalo
Riqueza na paz que te invade.

“Há dias em que o silêncio da madrugada mantém a casa acesa.”


projeto Trilho365

Kauã Elias 3:1


"O homem que domina o silêncio de uma mesa vazia jamais pagará o preço de tê-la cheia de oportunistas."

"No princípio, o teu beijo era cura — hoje é veneno que me consome em silêncio."








#Binilson Quissama*

MADRUGADA DE NATAL


Ouve -se ao longe gemidos
O silêncio no corredor impera
A vida, a morte em atritos
Mas é o bem que se espera.


Noto pessoas, famílias, fatos
Cada um com seu problema
Somos complexos mas fracos
A soberba: nosso maior dilema.


Do maior ao dito desprezível
Desejamos a mesma sorte
Aqui não existe status nem nível
Toda máscara cai diante da morte.


Levy Cosmo Silva

"Silêncio que arde"


Guardo teu nome no espaço
entre um suspiro e outro,
onde a voz não alcança
e o gesto fala mais alto.


Meu peito te reconhece
antes mesmo que eu pense,
mas o mundo exige calma,
exige que eu me esconda.


Então te ofereço o que posso:
um toque breve,
um olhar demorado,
um cuidado que finjo ser acaso.


É assim que te amo —
sem palavra alguma,
mas com tudo que treme
no silêncio das minhas atitudes.


E ainda que eu não diga,
meu coração te chama.
Tu não ouve, talvez,
mas eu sigo cantando baixo.

Eu Te Amo no Silêncio

Eu te amo.
E escolho te amar no silêncio, porque nele meu amor não conhece rejeição.
No silêncio, posso guardar você sem precisar explicar o tamanho do que sinto. Posso dizer seu nome dentro de mim e imaginar todas as palavras que talvez meus lábios jamais tenham coragem de pronunciar.
Prefiro te olhar à distância.
Não porque queira você longe, mas porque de perto seria impossível esconder o que meus olhos certamente entregariam.
Há uma beleza em você que me desarma.
E quando você se aproxima, tudo aquilo que ensaiei esconder perde o sentido. Minha prudência se desfaz, minhas certezas se confundem e meu coração parece esquecer que prometeu permanecer calado.
Por isso fico aqui, nessa distância pequena para os olhos e imensa para quem ama.
Talvez você nunca saiba.
Talvez algum dia perceba.
Mas existe algo estranhamente bonito em amar assim: sem possuir, sem exigir, sem interromper o caminho de quem se ama.
Eu te amo no silêncio porque ali ainda posso ter você sem perder você.
Mas confesso:
há dias em que o silêncio pesa.
Porque todo amor escondido sonha, secretamente, com o instante em que deixará de ser segredo.
E se algum dia você olhar demoradamente para mim, talvez descubra aquilo que minha boca tanto tentou esconder:
eu nunca estive apenas te olhando.
Eu estava te amando.

Silêncio.


Ele alivia o barulho externo, mas estimula e concentra aquele que é interno.


Podemos ficar em silêncio e eliminar os sons que vêm de fora, mas e quanto ao que pensamos?


Esse é um dos principais motivos que explicam o porquê de ser difícil manter o silêncio: aquilo que pensamos, imaginamos, sentimos, lembramos, às vezes podem ser coisas turbulentas e complicadas de se processar.


E fazer isso em meio à amplitude do silêncio torna a experiência mais densa e profunda.


Nos lembra de quem somos; das nossas inseguranças; dos nossos defeitos; dos nossos fracassos.


Silêncio também é dor.
Silêncio também é espelho.

O silêncio, os pensamentos, os olhares, a postura, aquilo que estiver, ou não, fazendo.


É um teste. Um teste de nós com nós mesmos. Um teste de tolerância própria e individual. Um teste de carregar o próprio peso, sem os outros olhares, sem ninguém observando, avaliando e opinando.


Como você se sente? Bem? Mal? Abra o coração e deixe que os sentimentos mais enraizados saltem para fora.


Está aí. Tudo está aí. Você os conhece, sabe o que significam (ou ao menos o que deveriam, verdadeiramente, significar).


É difícil, duro, cru e por vezes insuportável, mas, também, esclarecedor, maleável, criativo, e, talvez a parte mais importante, necessário.

Onde o Amor Aprende a Olhar


Teu olhar transforma o comum em poesia,
e até o silêncio ganha uma nova melodia.
Há beleza nas pequenas coisas que você faz,
num sorriso tímido,
num jeito simples de falar,
como se o mundo aprendesse
a existir quando você está.


Não é preciso que o céu mude de cor,
nem que as estrelas desçam para impressionar.
Basta você chegar, e sem perceber,
os detalhes esquecidos começam
a florescer,
porque meus olhos descobriram
outra forma de enxergar.


Talvez seja isso que o amor saiba fazer:


Encontrar grandeza onde ninguém costuma procurar.
Fazer de um gesto pequeno uma lembrança eterna,
de um instante qualquer,
uma história completa,
e de uma pessoa,
o lugar onde queremos ficar.


Por isso, quando olho para você,
não vejo perfeição,
vejo aquilo que torna a vida mais bonita.
Vejo seus detalhes,
seus medos e seus sonhos,
e amo até aquilo que você
insiste em esconder,
porque foi em você que
meu coração aprendeu a ver.

Versos de Cada Dia


Todo dia nasce um verso,
no silêncio da manhã,
a poesia abre a janela,
feito luz que vem de longe,
e encontra o coração.


O poeta segue a estrada,
observando o seu caminho,
vê poesia numa lágrima,
num sorriso pequenino,
num abraço com carinho.


Há poesia no café,
na conversa ao fim do dia,
no olhar de quem espera,
na saudade que se esconde,
na singela companhia.


A vida escreve seus capítulos
sem pedir autorização,
cada instante deixa marcas,
cada escolha traz consigo
uma nova reflexão.


Tem poesia na esperança,
mesmo quando a noite vem,
pois depois da tempestade
há sempre um novo horizonte
para quem espera o bem.


O cotidiano ensina
que viver é aprender,
que o tempo passa ligeiro,
mas aquilo que sentimos
fica dentro do nosso ser.


O poeta não procura
somente grandes emoções;
ele encontra nos detalhes
os mistérios escondidos
nas pequenas situações.


E assim vai versando a vida,
com palavras de verdade,
transformando cada instante
numa página de versos,
num retrato da saudade.


Quando a tarde perde a luz
e a noite chega devagar,
o poeta guarda os versos
que nasceram naquele dia
para amanhã continuar.


Porque todo dia é poesia,
todo olhar pode inspirar,
e enquanto houver sentimento,
haverá sempre um poeta
com um verso para deixar.


Poeta Mbra⁠

Tem coisas que a gente guarda em silêncio por muito tempo.

Pequenas expectativas,
daquelas simples…
mas cheias de significado.

Imaginar o primeiro instante,
o primeiro olhar,
o primeiro sentir.

Como se alguns momentos
merecessem ser vividos
com calma,
com presença,
com verdade.

Mas nem sempre é assim.

Às vezes,
quando a gente chega,
o instante já aconteceu.

E fica uma sensação difícil de explicar,
de ter esperado tanto por algo…
e encontrar ele já vivido,
já ocupado,
já passado.

Não muda o que é.
Mas muda o que foi sentido.

E o mais estranho
é que por fora, nada falta.

Mas por dentro,
fica um pequeno vazio,
de algo que a gente só queria ter vivido
desde o começo.

**O Momento que Não Foi**


Guardei em silêncio
um instante que ainda não existia,
mas já tinha forma dentro de mim.


Não era pressa,
nem era urgência —
era cuidado com o sentir.


Eu sabia exatamente
como seria o primeiro toque,
o primeiro olhar,
o primeiro respirar daquele espaço.


Mas o tempo…
ah, o tempo não pediu licença.


Quando eu cheguei,
o momento já tinha passado por ali,
já tinha sido vivido,
já não era mais começo.


E o mais estranho é que, por fora,
nada faltava.


Mas por dentro,
ficou um vazio manso,
daqueles que não gritam,
só permanecem.


Não é sobre quem esteve,
nunca foi.


É sobre o significado
que morava ali antes de tudo.


Sobre o que eu esperei sentir
e não coube mais naquele instante.


Ainda assim, eu sigo.


Com o que restou,
com o que é,
com o que ficou em mim.


Porque nem todo começo
a gente consegue viver…


mas todo sentimento verdadeiro
a gente aprende a carregar.

Parte 2
A Voz que Mora no Silêncio — de encontro ao Jardim de O Pensador
(Aqui a voz se manifesta, encontra morada, floresce no coletivo.)




Há momentos em que a vida parece um campo vazio, estendido até onde o olhar não alcança.
Mas basta um gesto — pequeno, sincero — para que a terra desperte.
Toda semente nasce de um silêncio assim: humilde, quase invisível, mas teimosa como quem conhece o próprio destino.


A comunidade O Pensador é esse jardim raro onde cada palavra vira raiz.
Onde a dúvida floresce em entendimento,
e a esperança, mesmo cansada, encontra um canto para descansar e renascer.


Quem caminha por aqui descobre que a colheita não chega no grito.
Ela vem no tempo exato em que o coração aprende a esperar sem medo.
Vem quando a alma, enfim, entende que nada é em vão —
nem a queda, nem a travessia, nem o sonho que insiste em permanecer.


Que cada passo seja poesia,
cada escolha seja semente,
e cada amanhecer lembre:
o que é plantado com verdade jamais deixa de florescer.

O banco a árvore e a lua,
O cansaço, a companhia e o silêncio,
A chuva cai, as lágrimas se misturam,
A luz do poste em frente acende e apaga initerruptamente, a árvore é meu apoio é meu consolo,
Já é madrugada, a chuva parou, as lágrimas também, o luz do poste já não acende mais, a lua ilumina, a sombra da árvore me acalma,
O banco agora virou cama, talvez ao amanhecer eu não esteja mais aqui.

“O silêncio não começa como paz;
começa como o lugar onde a alma
para de mentir para si.”


E talvez seja aí
que a reconstrução comece:
não no vazio calmo,
mas no caos lúcido
de quem finalmente aceita
morrer por dentro
para se construir de novo.

Estou cansado de conversar apenas com meus pensamentos e transformar minha verdade em silêncio.


Também não quero ser visto como caos só por dizer o que penso. É só isso.


Não podemos passar o que ainda temos de vida assumindo responsabilidades que não são nossas em nome de uma aliança. A vida pede parceria, não sobrecarga. Pede reconhecimento, não teatro. Pede que o significado de um para o outro seja visto sem máscaras, sem fuga, sem deboche, sem a covardia elegante de fingir que nada aconteceu.


É isso que dita o ritmo da escolha.


Porque permanecer não pode ser apenas resistir. Permanecer precisa ter presença, reciprocidade e verdade.


No fim, o amor não se mede pelo quanto alguém suporta calado, mas pelo quanto duas pessoas conseguem se enxergar sem transformar a dor do outro em ameaça.

"Entre insistir e soltar"


Insisti no silêncio, gritei sem ouvir,
me perdi no caminho tentando seguir.
Fui presença constante, mesmo na ausência,
mas virei só lembrança, sem mais importância.
Corri contra o tempo, lutei sem vitória,
doei minha vida, apaguei minha história.
Hoje eu paro as mãos, largo esse chão,
não sou migalha, sou coração.


Se ela não sente, não posso insistir,
é hora de soltar pra poder me vestir
da força que resta, da fé que é minha,
pois quem não me quer, me ensina a saída.

No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.

No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.