Poesias e poemas sobre Silêncio

Cerca de 18801 poesias poemas Poesias e sobre Silêncio

O silêncio é um grito que escolheu respirar fundo.
Carrega verdades que a boca não sustenta
e ecos que só a alma sabe escutar.

Existem ajudas que custam caro demais para a nossa paz.
Prefiro o peso do meu silêncio ao preço de um favor jogado na cara.


Quem não pode estender a mão, também não precisa conhecer o tamanho da minha luta.

A integridade do silêncio.

Existe um cansaço silencioso em tentar caber onde o espaço é pequeno demais para a nossa verdade. Muitas vezes, a gente se sente deslocado, como se a nossa frequência não sintonizasse com o que a maioria aceita sem questionar.

Mas esse "não pertencer" é, na verdade, um filtro de purificação.

Assim como o mar devolve à areia o que não pertence às suas profundezas, a vida afasta você de dinâmicas que apenas diluiriam a sua essência.

Estar fora de certos grupos não é um sinal de rejeição; é o sinal de que sua estrutura é sólida demais para ser moldada pelo barulho das opiniões vazias.

Não se assuste com o vazio de alguns lugares. Um diamante não concorre com cascalho, e o silêncio de quem busca profundidade é o que permite ouvir o que realmente importa. Quem caminha com calma acaba descobrindo que não precisa estar em todo lugar, mas apenas onde a alma consegue respirar.

No fim, o que parecia solidão era apenas você sendo preservado para o que é autêntico.

Ao deixarmos os metais fora do templo, no silêncio e na respiração profunda, os corações alinham-se numa mesma cadência e nasce a sintonia entre irmãos.
João Pestana Dias
RITO PORTUGUÊS

Minha alma sobe a montanha
e abraça a natureza de Campos do Jordão.
No silêncio poético do clima, repousam o amor e o acolhimento.
Reno Fioraso

“Crescer foi entender que nem todo silêncio é falta de tempo… às vezes é falta de interesse.
Então parei de insistir em quem nunca perguntava por mim,
e passei a cuidar só de quem faz questão de me ter por perto.”

Solidão ou Solitude?

Há um instante em que o silêncio pesa,
como se o mundo tivesse esquecido o meu nome.
A casa respira devagar,
e cada canto guarda um eco que não responde.
Chamavam isso de solidão.
Mas o tempo, esse artesão invisível,
foi mudando a textura dos dias.
O vazio deixou de ser ausência
e virou espaço.
Aprendi a ouvir o que antes doía:
o som do vento na janela,
o compasso tranquilo do meu próprio existir,
a leveza de não precisar ser para ninguém além de mim.
E então, quase sem perceber,
a solidão se desfez em outra coisa—
mais mansa, mais inteira.
Virou solitude.
Agora, o silêncio não pesa: acolhe.
Não cobra: oferece.
É um lugar onde me encontro
sem pressa, sem ruído, sem máscara.
E nesse encontro sereno,
descubro que nunca estive só—
apenas não tinha ainda aprendido
a me fazer companhia.

Ahhh Saudade


Saudade não é apenas palavra,
é um estado que habita o peito,
um silêncio que fala alto
mesmo quando tudo parece perfeito.
É brisa leve que às vezes passa,
mas também pode ser tempestade,
transitória como nuvem no céu
ou eterna como a própria verdade.
Carrega em si uma dor estranha,
daquelas que não ferem só — transformam,
e no fundo desse aperto doce
há lembranças que aquecem e confortam.
Poetas tentam traduzi-la em versos,
apaixonados a sentem sem medida,
pois a saudade é esse elo invisível
que liga ausência e presença na vida.
E o melhor dela… ah, o melhor momento,
é quando o reencontro acontece enfim:
explode no peito como festa viva,
fogos no coração sem ter fim.
Um turbilhão de sentidos confusos,
um sentir que não cabe em explicação,
é a alma sorrindo por dentro
quando encontra o que ama o coração.
Atila Negri

Entre Luz e Sombras


Na vida...
às vezes sou mocinha.
Outras vezes... vilã.
E no silêncio entre um papel e outro,
me pergunto:
quem sou eu… afinal?


Nunca sei quem fui
nos olhos de quem me viu partir.
Nunca sei quem sou
no reflexo de quem insiste em me definir.


Se faço o bem...
me julgam mal
Se tropeço no mal...
alguém encontra em mim um bem que nem sei explicar.


Que lógica é essa
que me atravessa
e me desfaz?


Eu erro…
tentando desesperadamente acertar.
E acerto…
quando já não me preocupo mais em errar.


Ironia essa...
Como se a vida risse
da minha tentativa de controle.


Sou luz?
Ou sou escuridão?


E por mais que eu procure respostas,
a verdade me escapa…
como água entre os dedos.


Porque, no fundo,
quem diz quem somos
não somos nós.


É o olhar que nos acolhe,
ou o julgamento que nos corta.
É quem nos vê…
que nos inventa.


E eu?
Eu me desconheço.


Sou verdade?
Ou sou invenção de versões
que criaram de mim?


O que escondo…
até de mim mesma?


Há mistérios no meu peito
que nem minha coragem alcança.
Sentimentos que existem…
mas nunca tiveram permissão para nascer em palavras.


E assim eu sigo…
fragmentada…
contraditória…
humana.


Sendo mil em uma,
e ainda assim… incompleta.


Talvez…
a grande verdade
não seja descobrir quem somos.


Mas aceitar…
que somos feitos de perguntas.
E não de respostas.

⁠Me odeia mais nao me perde de vista
Em voz Alta é concorrência
Em silêncio Me admira

Deus Fala no Silêncio

Feche os olhos por um instante,
serene a mente
e permita que o silêncio alcance o seu coração.

É ali, na quietude da alma,
que Deus costuma falar.

Ele se revela na calma que chega sem aviso,
na paz que envolve o peito
e na doce certeza
de que tudo está sendo cuidado.

Deus não precisa gritar para ser ouvido.
Muitas vezes Ele apenas sussurra amor
no coração de quem aprende
a silenciar para escutar.

Simone Cruvinel

Sol de Silêncio


Você é como um sol manso
que nasce sem fazer barulho
e, mesmo em silêncio,
ilumina tudo dentro de mim.


Às vezes sua luz me deixa assim…
como o céu diante do amanhecer:
tão cheio de cores
que nenhuma palavra consegue explicar.


Há um calor sereno em sua presença,
desses que despertam a vida na aurora
e ensinam, com a mesma ternura,
que também existe a hora de repousar.


E eu, como terra que recebe a luz,
apenas sinto, em silêncio,
que há amores que não precisam dizer nada.


Eles apenas existem…
como o sol no céu.


Simone Cruvinel

Silêncio que abraça

No silêncio dele,
não quero ser pergunta
quero ser abrigo.

Ser o cuidado que chega sem fazer barulho,
a presença que não invade,
mas permanece.

Como uma luz acesa num quarto tranquilo,
que não exige que ninguém acorde,
apenas garante
que não há escuridão completa.

Amar, às vezes, é isso:
sentar ao lado da dor do outro
e segurar a mão dele
mesmo quando ele não tem forças
para apertar de volta.

E ainda assim ficar…
inteira, serena,
cuidado vivo
dentro do silêncio.

Simone Cruvinel

No Silêncio de Dentro


Há um silêncio que não é vazio
é espelho.
Nele, a alma se escuta sem disfarces,
e tudo o que gritava por fora
revela que sempre nasceu por dentro.
Quando o silêncio incomoda,
não é o mundo que pesa…
é o encontro inevitável
com aquilo que evitamos sentir.
Mas, se a coragem permanece,
algo sagrado acontece:
o ruído se aquieta,
os medos se assentam,
e a mente, enfim, respira.
Então, no terreno quieto do ser,
brotam ideias como sementes de luz
discretas, profundas, vivas
porque toda criação verdadeira
nasce primeiro
no silêncio do coração.


Simone Cruvinel

A lua sobe devagar, como quem não quer interromper
o silêncio delicado da noite.
Ela ilumina sem pressa,
toca os telhados, os caminhos,
e encontra, sem esforço,
os olhos de quem sabe sentir.


Há nela uma beleza que não grita,
mas permanece.
Uma luz que não cega,
mas guia.
E talvez seja por isso
que eu penso em você.


Porque, assim como a lua,
o seu amor não precisa de excessos.
Ele chega manso, constante,
preenchendo espaços que antes eram vazios,
clareando partes de mim
que eu nem sabia que existiam.


Se a lua é o abraço da noite,
você é o meu abrigo no tempo.
E, quando o céu se abre em prata e silêncio,
eu entendo, sem dizer nada,
que amar você
é como olhar para a lua:
um encanto que nunca se esgota,
e sempre encontra um jeito de voltar.

Alma hipócrita...


Odeio o silêncio que fica quando você vai,
Mas não se engane: não é saudade, é só o ego que cai.
Eu nem gosto de você, nunca houve esse querer,
Eu só nutro um ódio profundo pela sensação de perder.
​Adoro o brilho do que é proibido, do que está distante,
O inacessível é meu combustível, meu vício constante.
Repito histórias, ensaio tragédias em grandes encenações,
Um ator medíocre preso em velhas e vãs repetições.
​Sou a hipocrisia em carne, osso e falsa memória,
Apago os cortes, as traições, mudo o fim da história.
Esqueço o aço nas costas, o abraço que foi punhal,
E finjo que o veneno que bebi era algo natural.
​Mas ei, veja como sou nobre ao assumir meu papel:
Talvez a culpa fosse minha, talvez eu tenha sido cruel.
"Ela sofria", eu digo, criando um álibi qualquer,
Justificando o golpe de quem nunca soube me querer.
​Vou seguindo assim, nesse teatro de sombras e farsa,
Acreditando na mentira que o meu próprio peito traça.
É o meu escudo, meu modo covarde de não ver ninguém partir,
Pois se eu me convencer do engano, não preciso mais sentir.
​Que a morte me encontre no meio desse labirinto vil,
Antes que eu me apegue a outra alma, antes de outro abril.
Pois é mais fácil esperar o fim, no frio dessa agonia,
Do que admitir que sou o mestre da minha própria hipocrisia.

O Sacrifício do Silêncio
O sorriso que ostento é apenas uma fachada,
Uma máscara polida para o mundo não ver,
Que por trás do gesto, a alma está cansada,
E o coração insiste em, baixinho, sofrer.
Escolhi os outros, e nessa escolha me perdi. Fui o porto seguro, a mão que sustenta a queda,
Abri mão do meu chão para que vissem o céu dali,
E hoje o que me sobra é essa triste moeda.
Dói saber que estou onde a renúncia me deixou,
Nesse canto escuro de quem sempre se deu.
O mundo seguiu, mas em mim nada mudou,
Apenas o peso de um "nós" que nunca foi "eu".
Ainda assim, no peito assolado pela tormenta,
Guardo a pureza de quem nunca soube mentir.
Minha verdade é o fogo que ainda me alimenta, Mesmo que o preço seja este lento sucumbir.
Faria tudo de novo, com o mesmo coração quebrado,
Pois ser verdadeiro é minha única direção.
Sigo em silêncio, por mim mesmo abandonado,
Carregando a tristeza como uma eterna oração.

O Labirinto das 4:30
O relógio é um carrasco de vidro e metal,
4:30 da manhã, o silêncio é visceral.
Meus olhos ardem, mas o sono não vem,
Sou prisioneiro de um vazio que ninguém contém.
O peito acelera, um motor em descompasso,
A mente é um ruído, cada pensamento um estilhaço.
As lágrimas descem sem pedir licença ou perdão,
Enquanto a alma naufraga nessa imensa solidão.
O que será de mim?
Sem o calor de um amor, sem um norte, sem fim.
Olho para a mesa, o alívio frio ali deitado:
O frasco, o metal, o fim de tudo o que foi errado.
Um duelo entre o "agora" e o "nunca mais",
Nesse labirinto escuro onde não encontro a paz.
Para o mundo, sou piada, um verso mal lido,
Um resto de gente que se sente perdido.
Minha humanidade escorre entre os dedos,
Sou feito de restos, de sombras e medos.
Onde está o brilho que o sorriso trazia?
Hoje só resta o vácuo e a agonia.
No espelho, o reflexo é um estranho, um réu,
Um fantasma do que fui, sob um cinzento céu.
Eu só queria o descanso, um dia de trégua, de luz,
Mas a vida é esse peso, essa maldita cruz.

AINDA HÁ ESPERANÇA


Na Amazônia, coração da Terra,
Agora impera, a seca e o silêncio,
onde havia vida sem fim.
Árvores secas, rios vazios,
Um eco de desolação, um sonho ruim.


O homem, cruel e implacável,
Queima a floresta, sem piedade,
O verde desparece,
Deixando cinzas e tristeza.
Os animais buscam refúgio,
Em áreas remotas, sem abrigo.
Os indígenas choram,
Porque sua terra corre grande perigo.


Mas ainda há esperança,
Na chuva que volta, na vida que renasce.
A Amazônia, resiliente,
Se recompõem e se renova.
Nossa responsabilidade,
É proteger e preservar,
Para as gerações futuras deixar,
Um legado para uma vida nova.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

A exaustão do corpo é o silêncio da mente. Cada gota de esforço derramada é uma ilusão deixada para trás, aproximando-o de seus objetivos.


Bushido - Alejandro