Poesias de Shakespeare
Eu querendo ser popular, tentando escrever como Netzche e Shakespeare.
Bastava ter escrito CANETA AZUL...😕
"O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui." William Shakespeare
Pensando bem, essa é uma das maiores verdades que já li. Dizem que o inferno é o pior lugar que existe, uns citam que há demônios que te torturam fisicamente e emocionalmente, outros dizem que você queima na eternidade, outros dizem que você vai ficar vendo todos os seus erros se repassarem milhares de vezes sem poder mudar nada e se arrepender amargamente por seus atos. Mas, isso seria realmente tão ruim assim? Digo, nós vivemos em um mundo onde todos querem puxar o seu tapete, onde sorriem na sua frente e te apunhalam pelas costas. Vivemos em um mundo onde sofremos por ódio e por amor. Sofremos por doenças. Sofremos por perder pessoas queridas. Sofremos por simplesmente tudo então, O que é o inferno perto de tudo o que passamos aqui? Os demônios estão aqui, e nós, humanos, somos eles.
“Todos podemos controlar a dor, exceto aquele que a sente.” William Shakespeare
Será que ao invés de compreensão, de se colocar no lugar do outro, não buscamos corrigir um pensamento ou sentimento diferente?
Jesus disse para não julgamos. E como é fácil julgar comportamentos, palavras, pensamentos… e, por fim, excluirmos os que nos são diferentes.
Sejamos amigos, não juízes.
quem escreve para ser eterno
mais cedo ou mais tarde se desapontará
até mesmo Shakespeare está com os dias contados
Vida de fotografia
Meus versos não são os Sonetos de Shakespeare
e nem o Poema de Quintana.
Mas pra mim a vida é como uma câmara fotografia.
Pegue um bom ângulo,
aproxime o bastante,
capture,
sincronize,
pegue o botão
e aperte.
Se não sair bem
tire outra foto
e recomece.
O que se faz tarde, perde-se, desperdiça-se, ou se faz melhor por esperar o tempo que pode ser o certo. Não sabemos que tempo é esse, a única certeza que temos é que ele passa, e passa depressa...
Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth’s unknown, although his height be taken.
Love’s not Time’s fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle’s compass come:
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
——If this be error and upon me proved,
——I never write, nor no man ever loved.
"Contigo eu fico
É jamais do negror deste palácio hei de partir
Aqui. Aqui sempre estarei...
Com seus criados vermes...
Aqui mesmo eu hei de repousar para todo o sempre.
É libertar da maldição dos astros a carne exausta
Olhos. Um último olhar...
Braços. Um último abraço...
É vós o lábios, portal do alento
Selai com este beijo o pacto eterno com a morte insaciável.
Venha meu caminho amargo
Venha insonso guia
Piloto insano atira neste instante
Contra as rochas a barca desgastada
Um brinde ao meu amor."
There is a tide in the affairs of men.
Which, taken at the flood, leads on to fortune;
Omitted, all the voyage of their life
Is bound in shallows and in miseries.
On such a full sea are we now afloat,
And we must take the current when it serves,
Or lose our ventures.
Nem esta capa sombria, nem as vestes costumeiras de solene cor negra, os tempestuosos suspiros arrancados do imo peito, as torrentes fecundas que me descem dos olhos, o semblante acabrunhado, nem todas as demais modalidades da mágoa poderão nunca, em verdade, definir-me. Parecem, tão-somente, pois são gestos de fácil fingimento. Mas há algo dentro em mim que não parece.
(Hamlet)
Da calúnia a virtude não se livra. Muitas vezes, o verme estraga as flores primaveris, bem antes de se abrirem. No orvalho e na manhã da mocidade o vento contagioso é mais nocivo. Sê cautelosa; o medo é amparo certo. A mocidade é imiga de si mesma.
(Hamlet)
Ofélia para Laertes: “Encerrarei no peito, como guardas, essas sábias lições. Mas, caro irmão, não faças como alguns desses pastores que aconselham aos outros o caminho do céu, cheio de abrolhos, enquanto eles seguem ledos a estrada dos prazeres, sem dos próprios conselhos se lembrarem”.
(Hamlet)
"Parece", não, senhora; é, não "parece".
Não é apenas meu casaco negro,
Boa mãe, nem solene roupa preta,
Nem suspiros que vem do fundo da alma,
Nem o aspecto tristonho do semblante,
Co'as formas todas da aparente mágoa
Que mostram o que sou; esses "parecem",
Pois são ações que o homem representa:
Mas eu tenho no peito o que nao passa;
Meu trapos são o adorno da desgraça.
A vida não é nada além de uma
sombra que anda, um pobre ator que
pavoneia e lamuria seu instante
no palco e depois não é mais ouvido:
é um conto contado por um idiota,
cheio de som e fúria, significando nada.
Louvada seja a impulsividade,
Pois a imprudência às vezes nos ajuda
Onde fracassam as nossas tramas muito planejadas.
Isso nos deveria ensinar que há uma divindade
Dando a forma final aos nossos mais toscos projetos...
"Às mensagens agradáveis dai um milhão de línguas;
mas deixai que as infaustas ocorrências se anunciem por si,
quando sentidas."
Apaga-te, vela fugaz!
A vida não é senão uma caminhada
Sombria, um pobre ator
Que se pavoneia e gasta a sua hora
No cenário,
E logo ninguém mais o ouve;
Vem a ser um conto
Narrado por um idiota,
Cheio de ruído e fúria,
Que não significa nada.
Duvide que o sol se mova
Duvide que as estrelas sejam fogo
Duvide que a verdade seja mentirosa
Mas não duvides que eu te amo.
O amor é fumo aceso em ventos suspirantes;
Se satisfeito, brilha – um fogo entre os amantes;
Negado, vira um mar de tormentoso pranto.
E o que mais é o amor? Discreta insanidade;
É fel que engasga o peito e é doce amenidade.
