Poesias de Robert Louis Stevenson

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⁠Às vezes, o primeiro passo pra sair da depressão não é encontrar as palavras certas ou viver grandes momentos… é simplesmente aceitar o convite da vida, sair de casa e lembrar que o mundo continua acontecendo além da sua cabeça.

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Quem centraliza tudo manipula pela ação e enfrenta a solidão do poder; quem cede tudo, passa ‘procuração’, aceita o jogo, manipula por omissão e enfrenta a humilhação de se submeter.

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⁠Meu corpo, minhas regras até onde a convivência permite; não estamos sozinhos no mundo, e no coletivo também há regras e limites.

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A única ideologia que a periferia conhece é a luta pelo pão nosso de cada dia; o resto não passa de papo gourmet de quem usa a pobreza alheia como trampolim para subir na vida.

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⁠Quarks, prótons, nêutrons e elétrons — ingredientes da natureza que formam átomos e preparam a receita da diversidade: uns viram pedra, outros viram gente, e assim por diante.

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⁠O neoliberalismo mercantilizou a representatividade: capacidade ignorada, inclusão desprezada, igualdade disfarçada, consumo é a grande jogada.

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⁠A representatividade virou estratégia capitalista: mais voltada à criação de nichos de mercado do que à inclusão de fato.

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⁠Vivemos alegando falta de dinheiro para cumprir compromissos, mas continuamos esbanjando na vida social.

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⁠Como os estudos demoram a dar frutos na era do “aqui e agora”, atalhos estão em voga, saberes vão embora, educação perde a rota.

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⁠Do cartão de ponto à conexão constante, o trabalho invade o íntimo, enquanto o capitalismo digital coloniza desejos e modos de vida — a liberdade vira fardo, e a autonomia, um desafio entre opressão e reinvenção.

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⁠O capitalismo digital dissolve fronteiras: trabalho que não descansa, atenção sequestrada e desejos colonizados; uma época onde a liberdade é convite à opressão disfarçada de autonomia.

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⁠Quando o desempenho se torna uma prisão e a comparação, um jugo, o capitalismo digital transforma desejos em mercadorias e autonomia em farsa — vivendo a contradição de ser livre para sempre se reinventar.

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⁠Nas plataformas digitais, só há o imediato e o eu; não há tempo nem espaço para o debate político.

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⁠O coletivo digital se forma pela semelhança; a democracia liberal, pelo procedimento que respeita a diferença.

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Há uma diferença entre ter a posse de bola para evitar o gol — tocando de lado e para trás, esperando que o adversário ceda espaços — e ter a posse para atacar, movimentar e criar chances de gol.

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A linguagem antes censurada para excluir e não existir, hoje é fabricada para iludir, distrair, sugerir e conduzir.

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⁠Se antes o sistema ordenava “você não pode falar isso”, hoje os algoritmos induzem “você deve falar isto”.

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⁠Diagnósticos falsos, ditos, ouvidos, aprendidos, difundidos e confundidos em um mundo de aflitos e malditos.

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⁠Escutar a dor do outro sem ceder ao impulso de rotular, julgar, condenar, enquadrar, e sem a pressa de medicalizar.

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⁠A mente é um enigma que sussurra no silêncio; quem escuta o que não cabe nos manuais encontra sentidos que nem sempre têm nome.

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