Poesias de Pedro Bandeira Mariana

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QUATRO VERSOS ÚTEIS

Tentar e errar
Falhar sem tentar
Criar sem pensar
Pensar sem criar

Calar sem falar
Falar sem calar
Olhar sem avisar
Visar sem olhar

Errar sem tentar
É criar sem pensar
É visar sem olhar
É calar sem falar

Quem cala consente
Quem erra aprende
Quem visa entende
Quem cria é contente

As Flores são mesmo uma ironia da Sorte,pois
"enfeitam na Vida e enfeitam também na Morte".


ter..fª 06/10/2009 23:56 pm
Lord JOHN Gothic Metal

Quem sou eu?
Sou quem o injusto,
o invejoso,
o falso,
o preconceituoso,
o hipócrita e o mentiroso
jamais serão.
Sou meu próprio espelho,
olho no meu olho e vejo meu coração.

Crepúsculo

Na hora em que o dia
não é mais dia,
em que a noite
não é noite ainda,
tudo é magia,
e o céu parece
veludo furta-cor
escorrendo das mãos vazias.

Seu gosto ficou em minha boca.
Seu rosto em meu pensamento.
E a minha dúvida é quanto de mim
restou em você.

Dália

Só queria te pedir desculpas...
Desculpa ter errado tanto
Desculpa se não fui forte o bastante
Mas achei que nosso amor fosse suficiente
Desculpa se não tive coragem de dizer tudo que sentia
Desculpa por todas as vezes que eu gritei, briguei e fingi não me importar
Desculpa por não ter te ligado, não ter te procurado
Desculpa as vezes que você esperou, as vezes que você tentou.
Me desculpa se eu te magoei, se eu te fiz chorar, se eu fui a causadora da tristeza em seu olhar
Desculpa se eu fui embora e não me despedi
Se eu pudesse voltar no tempo, não teria partido seu coração
Desculpa se eu não estava aqui quando você precisou
Se eu não enxuguei suas lágrimas quando você chorou
Se eu não te abracei quando você estava com medo
Desculpa por não ter estado ao seu lado
Onde quer que você esteja
Todos os dias
Por todo meu caminho
Cada passo que eu dou
Eu sinto sua falta
Daria qualquer coisa para ouvir sua respiração
Todas as noites eu rezo por você
Sei que você ainda vive após sua morte
E em algum lugar você está olhando por mim
E todos os dias eu irei sentir sua falta.

Sei que sou eu, durante o tempo em que me omito,
Apenas não sei quem sou, quando estou me enganando.

Por que depois

se lastimar?



É preferível amar

e arrepender-se,



que se arrepender

te não amar.

Bem sei que estou pagando caro,em sofrimento,

a alegria que colhi.



Mas valeu.



Felizes os que ainda tem a lembrança do sol

quando chega a invernia.



E porque o conheceram,

e o sabem além das nuvens,

ainda sonham e esperam por um novo dia.

30- SEM CORAÇÃO
Que eu não tenho coração
não és tu, sou eu que digo...
como hei de ter coração
se tu o levas contigo?

Que eu possa tomar
banho de cachoeira. Que
eu seja a vontade de rir.
Que eu possa chorar ao
assistir filmes. Que
transforme a raiva em
vontade de me
entender. Que eu possa
soltar os vaga-lumes
que prendi em potes.
Que eu me lembre de
ser feliz enquanto ainda
estou vivo

Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.

AMOR SOB O LUAR

E quando a lua cheia nos invadir
Em nossos corpos se encontrarem ao luar
E o amor nos descobrir
E teu cheiro vagar pelo ar
Se espalhar num instante
Feito perfume excitante
Desejo e Luar
Quero teu olhar faminto
E teu corpo contra ao meu
O que faremos é puro instinto
Sem regras, sem testemunhas
Só teu olhar sobre o meu
Vamos adentrar em cachoeiras
Matas e lugares verdejantes
Enquanto eu mecho meus lábios
E você vem possui a cada instante
É só eu fechar os olhos
Lembro do seu cheiro e piro
E ainda inspiro...
Aspiro...
E suspiro por você...

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Carlos Drummond de Andrade
ANDRADE, D. Lição de Coisas: poesia. São Paulo: J. Olympio, 1965

Nota: Trecho do poema Para Sempre Link.

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A Lagartixa

A lagartixa ao sol ardente vive
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão de teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sou a lagartixa.

Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito...
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.

Posso agora viver: para coroas
Não preciso no prado colher flores;
Engrinaldo melhor a minha fronte
Nas rosas mais gentis de teus amores

Vale todo um harém a minha bela,
Em fazer-me ditoso ela capricha...
Vivo ao sol de seus olhos namorados,
Como ao sol de verão a lagartixa.

Cultivar o deserto
como um pomar às avessas:

então, nada mais
destila; evapora;
onde foi maçã
resta uma fome

onde foi palavra
(potros ou touros
contidos) resta a severa
forma do vazio

NÃO DESPERDICES A VIDA
Não te esqueças que a vida é um momento que voa
um efêmero instante de beleza e alento;
vive pois sem temor e com desprendimento
o que ela te ofertar, sem maldize-la à-toa!

E' uma nuvem que muda aos caprichos do vento!
Se hoje a perdes... O tempo nunca te perdoa!
Vida! Repara bem como a palavra soa!
Não temas pronunciá-la com deslumbramento!

Há alguém, não sei quem é, mas disto estou seguro,
que nos há de intimar num remoto futuro
a dar contas da vida que um dia ganhamos...

E após tal julgamento estranho, com certeza
havemos de sofrer e pagar, se em defesa
não der-mos as razões porque a desperdiçamos...

Tu pensas que amas muitas vezes...
Engano, puro engano,
esse é um estranho milagre do coração humano
que custei a entender,
e que ainda não compreendes talvez:
- Toda vez que se ama
é a primeira vez...

Se quisesses voltar, não te receberia...
E por estranho que pareça, não te receberia
porque te quero ainda...

Não quero lembrar do passado...
Porque dele só restou dor.
Não quero lembrar da dor que senti, porque ainda sinto dentro de mim.
Quisera eu esquecer de tudo que passou...
quisera eu não sentir o que ainda sinto...
Muita dor ... muita tristeza...muita saudade...
uma mistura de sentimentos que estão me matando lentamente por não saber viver o presente...e sim viver do passado.