Poesias de Pedro Bandeira Mariana

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Em cada geração, devemos ensinar aos nossos filhos sobre nossa história e herança, lembrar que já fomos inúmeras vezes escravos, pois cada Páscoa o homem deve a si próprio se libertar do Egito inúmeras vezes.

Hagadá de Pessach

⁠E naquele pequeno instante sua respiração desconcertada tinha se transformado ⁠em uma melodia.
Seu corpo era o mais belo instrumento já feito
E eu era um músico aprendendo aos poucos como tocar.

⁠Somos expectadores da nossa própria história
Prisioneiros dos nossos próprios anseios
E poetas da nossa própria miséria.

Se sua fama, é por meio de "Likes"
E seus elogios é por meio de "Comentarios"

Sua vida é um eterno paradoxo.

A maior conquista é a viagem.

O prazer da vida, não pode estar apenas na conquista das nossas metas, mas sim no caminho até lá. Caso contrário o individuo estará condenado a longas, infelizes e intermináveis jornadas, para uma curta, breve e fugaz realização na chegada.

A vida é o maior viagem, e a morte a última chegada, então...

Viva os caminhos, não as chegadas!

Olhando-me no espelho ⁣


Olhando-me no espelho entendo⁣
que muito mais que ver uma face⁣
é abrir as portas da alma⁣
e olhar ela nos olhos.⁣
É sair de mim pra mim⁣
resvalando nas linhas do rosto⁣
abrindo-me feito um livro⁣
sendo eu o leitor de mim mesmo.⁣

Olhando-me no espelho entendo⁣
que sendo nada fui o tudo⁣
quando tive de me ser.⁣
É aceitar-me branco ou negro⁣
cinza, prata, cobre, ferro⁣
e ali, naquele reflexo⁣
ver-me por inteiro.⁣
Não um recorte de quem fui!⁣

Olhando-me no espelho entendo ⁣
que a vida aconteceu.⁣
Que passou por mim feito vento ⁣
num vendaval de intempéries⁣
e que sendo eu barro,⁣
até fui moldado⁣
mas nunca perdi o rastro⁣
da terra que sou.⁣

Olhando-me no espelho entendo⁣
que nunca fui mais que ninguém⁣
só tentei ser o mundo⁣
para quem tatuei no peito⁣
assinados como os meus.⁣


TEMPO⁣

Há no tempo do tempo um tempo ⁣
em que o tempo conspira.⁣
Passa ligeiro num sorriso.⁣
Passa manso em agonia.⁣
Aflito para.⁣
Ansioso não anda.⁣
É tristeza que não avança.⁣

Há no tempo do tempo um tempo ⁣
em que o tempo é mistério.⁣
Mestre de ocasião oportuna.⁣
Ensejo de pergunta.⁣
Dono de certezas.⁣

Soberano de passados e futuros.⁣⁣
Regente de presentes gaiatos.⁣⁣
Concubino do universo, ⁣
é algoz da minha saudade.⁣⁣
Vaga que traz, onda que leva.⁣

Há no tempo do tempo⁣
Um tempo que é mágoa,⁣
dor e olvido.⁣
Tempo de luto.⁣
Tempo de cura.⁣

" À MINHA MÃE ( RITA)



Mãe!
Eis-me aqui agora, tão sorridente!
O filho que do teu ventre saiu
Hoje correndo montes e vales
E o teu sacrifício foi maior e persistente


Mãe, é nesta alegre poesia
Que eu louvo a tua heroicidade
As tuas mãos rasgaram-se na machamba
Buscando com suor , o pão de cada dia
E acendeste a luz de felicidade
Que ilumina o caminho dos teus filhos


Mãe ,sobreviveste a fome e a guerra
Com multidão de filhos no teu colo
Andaste sofrendo de terra em terra
E na baliza da vida dura, marcaste um golo


Mãe, minha mãe venerada
Não estudaste quase nada
Pois, no teu tempo tudo era guerra
Mas, considero-te de verdadeira Doutora
Que escreveu com sangue,coragem e perseverança
O destino mais jovial de esperança


As estrelas espelham o teu sorriso
E é nesta alegre poesia
Com todas as comparações e metáforas
Bem-haja mãe e multiplique-se alegria
E os teus filhos rendem-te heroicidade


À te minha mãe!
Para sempre serás digna de merecimento
Cada lâgrima por te espargida, merece agradecimento
Bem-haja minha mãe ( Rita )!


Janasse, Xadreque Pedro
21-08-2015, Milange-Zambezia

Soneto do(a) lobo/ovelha

Somos todos brancas ovelhas,
Em um rebanho soturno e misterioso
Quando da verdade ascendem a centelhas
Adentro no rebanho surge um lobo.

O preço faz caro, muitos danos e perdas
Livres ao caos, reluzem as máscaras
Caídas na grama entre tantas ovelhas
Qual for lobo, não será identificada

Sou eu, um lobo ovelha?
Ou uma ovelha lobo?
Um caçador dissimulado, de fábula velha

As máscaras estão aqui e também ali
Criamos nossa própria ovelha
E andamos pela sombra, disfarçados por aí.

Anedota do amor
No começo era a alegria na troca do olhar,
com o tempo a briga pra quem corria mais
atrás do outro.
Logo a marcha fúnebre do término e o bater dos sinos
ao avistar outro começo e a troca de olhares.

Certo ou Errado?

No conceito de certo ou errado acredita-se que o de determinada cultura é o verdadeiro. Isso é imposto para a sociedade como padrão e fere o direito do outro como verde absoluta. É claro que devemos evitar o ilícito, mas respeitar o direito de certo ou errado de outras culturas...

SE ALGUÉM ME DIZ…

Se alguém me diz que o mundo é são,
sem ver sequer a espada em riste,
além da terra, aquém do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é vão,
por não saber que tanto existe,
aquém da terra, além do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é pão,
sabendo eu que a fome existe,
além da terra, aquém do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é não,
por não saber que o sim persiste,
aquém da terra, além do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é sim,
além da terra, aquém do chão,
eu volto a ser senhor de mim
e alegremente digo não!....

📜© Pedro Abreu Simões ✍

(PLUR)IDENTIDADE

Sou o rosto do outro
e o outro sem rosto...

Sou a cara e a coroa
duma moeda não cunhada...

Sou o lado de cá
e a margem de lá...

Sou a escada que sobe
e a rua que desce a pique...

Sou o nada de tudo
e o tudo de nada...

Sou a sede que ferve
e a cheia gelada...

Sou o outro sem rosto
e o rosto do outro...

Sou um...
Sou dois...
Sou tantos...
Sou (PLUR)IDENTIDADE!...

📜 © Pedro Abreu Simões ✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes

PENAS (RE)POUSADAS

Ontem
– já a noite ia longa –
antes de adormecer
pousei as penas
das minhas asas
no melhor cabide…

O sono
(p)rendeu-se à cama
mas entre as almofadas
de plumas e sonhos
ainda coube
o meu ser despass(ar)ado…

Hoje
– já o dia se (a)firmara –
quando a(_)cor(_)dei
vi as asas
das minhas penas
(re)pousadas
no melhor cabide…

Levantei-me
e (re)vesti-as…

Deixei o sol entrar
e saí janela afora
a voar…

A voar!...

📜© Pedro Abreu Simões ✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes

METADE

Eu hoje sou metade do que já fui.
Mas se a metade é hoje o que sou,
Eu deveria voltar a ser um inteiro?

Afinal, se um inteiro é feito de duas metades,
Não estaria o inteiro inteiro dentro de mim?

É o fim.

Que o dia de hoje seja com muito sorriso no
rosto porque todos hoje estão abençoados, orem
pra aqueles que estão numa cama do hospital
que estão a passar mal, orem para aqueles que
estão na cadeia a sofrer com aquele calor
inocentemente sem alguém para leva-los o bolo
do natal, para aquelas crianças que precisam de
um familiar orem tambem pra elas. para todos
um Feliz Natal.

Aprenda cedo que nem todo homem é mentiroso.
Aproveite o amor que lhe dão hoje, pois um dia necessitará dele... e sentirá muita falta.
É raro encontrar alguém que te ama como ele, dando carinho sempre que possível e nas suas necessidades.
Não vais encontrar um homem que "te leve à lua" sem a NASA.⁠

Presente

Vivemos presos ao passado, em dor,
Mágoas, culpas, frustrações a nos guiar,
E ao futuro olhamos com temor,
Ansiedade e medo a nos cercar.
Esquecemos que o tempo é o presente,
É nele que habitamos, que vivemos,
E viver o agora, plenamente,
É a chance de sermos o que queremos.
No presente, a vida se revela,
É nele que a felicidade mora,
Deixemos o passado, a dor que sela,
E o futuro, com seus medos, lá fora.
Vivamos o presente, sem mais demora,
Pois só nele a alegria se revela.

RPC 24/06/24
Roberval Pedro culpi

Amigos,

Em jardins de risos e silêncios,
Florescem laços invisíveis,
Não contados,
não possuídos, Apenas sentidos, como brisas leves.
Não tenho ideia quantos são,
Pois contar é limitar,
E amizade é vastidão, Um campo sem fronteiras.
Amigos quero aqueles que dançam No ritmo do agora,
Que se alegram na presença,
Sem razão, sem demora.
Gostar de estar, mais que gostar,
É um querer sem nome,
Um encontro de almas,
Que se reconhecem no olhar.
E assim, seguimos, Sem posse, sem pressa,
Apenas sendo,
E nada mais.

RPC - 20/07/24

Roberval Pedro Culpi

Choro no pampa

Na vastidão dos pampas, onde o céu abraça a terra,
Eu vi a água subir, tragédia que desespera.
Rio Grande em pranto, suas lágrimas a correr,
Levando casas, sonhos, num lamento sem poder.

Chora o gaúcho, de bombacha e alma lavada,
Pela perda dos seus, pela lida inundada.
No galpão submerso, a tristeza era senhora,
E as fotos dos antigos, agora só na memória.

Sem teto, sem abrigo, sob o manto estrelado,
O peito da gauchada, de saudade foi cravado.
Perdido o que se tinha, construído com suor,
Restou só a esperança, e o peito cheio de dor.

Mas veio a solidariedade, de todos os cantos, a brilhar,
Brasileiros de mãos dadas, prontos para ajudar.
Do Oiapoque ao Chuí, um só coração pulsante,
Na tragédia das enchentes, somos todos irmãos, adiante.

E assim sigo campeiro, com o pala a me cobrir,
Na certeza que o Rio Grande, há de novamente florir.
Com a força do meu povo, e a ajuda nacional,
Reconstruiremos tudo, num esforço sem igual.

Esta poesia reflete a resiliência e a união do povo gaúcho e de todos os brasileiros
diante das adversidades, mantendo viva a esperança de que unidos venceremos todas as adversidades.

Roberval Culpi
08/05/2024