Poesias de Pedro Bandeira Mariana
Um sorriso no rosto para amenizar um coração que já não sabe o que é sorrir, mas vive sempre a chorar.
Sentir o coração fraquejar, na sua luta, em seu pulsar, a resistir sem fatigar, até um dia enfim parar.
Atenção todos os passageiros, queiram estar cientes que o embarque à viagem se dará a qualquer momento e sem bagagens.
As complexidades da vida nos faz sermos amados e ao mesmo tempo odiados. Bom seria se pudessemos irradiar tão somente o amor, vencendo por conseguinte todo o ódio e rancor.
Na busca pelo conhecimento muitos negaram a fé, passaram a crer mais nos autores dos livros que em Jesus de Nazaré.
O espirito clama em seu templo, implora por socorro, sem voz a emitir, grita e roga ao supremo da toga.
A vida é qual um texto a redigir, cheio de vírgulas, pontos e parágrafos, até chegar enfim ao ponto final.
Minha oportuna companhia são as palavras, que desabrocham em frases lúdicas ou lúcidas da fria razão de viver.
O que mais espontâneo podemos esperar de humanos é o ódio. Sentimento este que aflora qual transpiração, sem o mínimo de razão, tão somente induzido pela antipatia gratuita e descabida da formação preconceituosa interpessoal.
A soberba humana ofusca a real insignificância do ser, que tão somente um segundo pode acrescentar ao seu viver.
E a vida se esvai, aos poucos, e viventes em letargia, insensíveis no acaso, seguindo lento ou acelerado passo, não percebe em seu marrasmo, como passa leve brisa, ou nefasto vendaval, extingue se vida, vivida ou indiferente, segue a sina ante todos, pois quais, somos sim vapores, manifestamos neste mundo e tão logo esvaecemos.
Clama a alma em prantos, inda que sorrindo pelos cantos. Vidas profanas invocando aos santos. Terror na vida, refrigério na morte, ora pois, qual seria a sorte?
As delícias da vida estão na simplicidade do sabor, na sutileza de um sorriso e no sentir um puro amor.
Reação inconcebível do ser, quando se encontram ódio e amor, vencerá o mais forte em resistir o mal intrínseco ao seu interior.
A energia magnética não podemos ver, mas a sua manifestação é patente aos olhos carnais. Assim é Deus, não podemos o contemplar, mas as tuas obras estão por todo o lugar.
Como não acreditar? Diante de um universo sem par, perante tudo o quanto há. Tantas coisas diferentes, tantos efeitos divergentes, inúmeros acontecimentos que emociona a gente? Porque desprezar a fé? Se um infinito diante de nós a se opor, se entre tantas emoções descobrimos o que é o amor? Mais fácil é duvidar, questionar ante a tudo o que há. Mais cômodo é se apresentar, como conhecedor de várias ciências sem nada realmente dominar. Se temos um dito popular, que em terra de cego quem tem um único olho é rei, na vida terrena, quem tem um poucochinho de saber, se apressa e logo ensoberbesse. Despreza os iguais e se enaltece. Dominado pela vil presunção, achando que sabe muito, mas em breve retornaras para o mesmo chão. Sim, de volta para as origens carnais, alimentar o ciclo de vida de milhares de animais. Somos pó, e brevemente imerso estaremos, no emaranhado de poeira cósmica, esfacelados e misturados em imensuráveis aglomerados atômicos, mas por enquanto, seguimos ainda vivos e atônitos.
O que é a vida sem ser iludida? A realidade dura e cruel assusta os anos vividos, portanto, vive melhor quem segue iludido.
Isolado no deserto do meu eu, por vezes elevado ao alto de uma montanha, ou mergulhado no vazio do acaso.
Julgar palavras e atitudes de alguém, compreensível; só não é legal, emitir juízo dos sentimentos intrínsecos de outrem.
CDLX citações, desafiando a inspiração do acaso, inebriado em instantes lúdicos, via pensamentos líricos, eivado em melodias transcendentais, evasivas da alma.
