Poesias de Pedro Bandeira Mariana
Querida vida,
Quantas vezes eu tentei te entender...
E quantas outras só consegui te sentir.
Você me ensinou que nem sempre as coisas fazem sentido de imediato, às vezes, o que dói, amanhã floresce. Às vezes, o que hoje parece fim, era só um desvio necessário para um começo que eu ainda não imaginava.
Aprendi que a vida não espera. Ela acontece. Com ou sem planos. Com ou sem garantias. Ela se derrama em momentos pequenos: no cheiro do café, no riso bobo, no abraço que salva sem a gente pedir socorro.
E mesmo com todas as perdas, com as pausas, com os silêncios... a vida ainda é feita de recomeços.
Recomeçar não é fraqueza, é coragem. É levantar do chão, mesmo com medo. É continuar amando, mesmo depois das decepções. É acreditar de novo, mesmo com o coração remendado.
Hoje, escrevo essa carta não com respostas, mas com aceitação.
A vida é isso: um constante aprender a ser. A cair, a levantar, a sentir, mesmo quando dói, mesmo quando brilha.
Se tem uma coisa que eu sei, é que estou tentando. E só isso já me torna forte o suficiente.
Com carinho,
É sucesso ou não?
Sabedoria em dobro
constrói invenção,
sem perda ou estorno
tem seu retorno
sucesso ou não?
As rugas do rosto,
os calos das mãos,
experiência e ouro,
inteligência e tesouro
é sucesso ou não?
HINO DO CIGE
O nosso Centro é de completa integração,
tecnologia da mais alta precisão,
berço audaz da altiva comunicação
Guerra Eletrônica no nosso coração
Estamos numa sobranceira posição,
na defesa do espectro, um forte guardião,
é do planalto que sai nossa emissão,
Humberto Corrêa é o penhor dessa visão
"Guerreiros invisíveis em qualquer lugar
missões imprevisíveis sem demora, sem tardar
no silêncio de uma rádio freqüência
a potência de nossa interferência"
Vetor que é Tático, real operação,
sendo auxiliado pelo de Manutenção,
o Ensino faz-se com automatização,
O de Inteligência sigilosa informação
Cursos e estágios acompanham evolução,
instrutores e alunos excelente formação,
Guerra Eletrônica, pendão da instrução,
Essa é a unidade orgulho da instituição
(homenagem ao centro integrado de Guerra Eletrônica, BSB-DF)
Na vontade exacerbada
de, por exemplo, viajar e gastar,
mesmo com dinheiro em abundância,
somos, às vezes,pegos tristes,
pois o desânimo é o inverso da ânsia.
Na vontade exacerbada
do, por exemplo, encontrar e amar,
é como nos tempos de infância:
mãos suadas e frio na barriga,
o desânimo é o inverso da ânsia.
Cenário passarela
Duas cidades
não consigo esquecer,
Uma tem o Paraíba,
outra o rio Tietê,
Uma é pedra de rubi,
Outra é do amanhã,
Uma tem o Morumbi,
Outra o Maracanã,
Posso agora apresentar
No abrir de uma cortina
Como as mais importantes
Da América Latina,
Uma é imenso cenário de novela,
Outra é famosa passarela,
Há um laço de união,
Se amor ou é paixão,
Ou eterna ligação,
só sei que elas não se escondem,
em baixo por via,
em cima por ponte,
conheço uma por seu brio,
outra digo por seu garbo,
uma chamo de Rio
outra chamo de São Paulo
Virtual e virtuosa
Ontem era recatada,
até mesmo sem poder,
vivendo mais reservada,
só o lar a preocupava,
menos informada,
parideira e do lar,
passava o tempo a costurar,
também a cozinhar,
dos seus filhos a cuidar,
sem pretensões, sem cobiça,
caseira e submissa.
Com a emancipação,
ela ganhou novos rumos,
partiu deixando saudades,
foi em busca da igualdade,
em busca da paridade,
já não se diz tão frágil,
não se ver como estágio,
pois veio pra ficar,
com bastante competência,
seu lema é trabalhar
sem parar e sem parar.
Tanto ontem como hoje
não se pode esconder,
virou duas numa só
com seu super poder,
trocou a cozinha,
o fogão e a pia
por um computador,
ao marido se igualou,
não foi nada casual
nem tão pouco duvidosa,
por ser hoje virtual
sendo ontem virtuosa.
Caminhando pelo passado
Caminhando pelo Recife
Sons estranhos me aparecem:
ao passado o presente assiste,
e algo estranho me acontece.
É Pernambuco da capitania,
que Duarte Coelho já sentia
sua força impoluta,
tendo ouro como açúcar,
doces brisas pelas ruas.
Soldados e suas espadas,
navios em suas esquadras,
e, olhando em direção ao mar,
corsários a passar,
disputando este lugar,
lutando sem cansar,
como hoje lutamos nós,
o egoísmo é o grande algoz,
pois pertence a humanidade,
vejo isso nesta cidade,
em relances de verdade.
O Recife é imortal,
é pedra fundamental,
de feito excepcional
produzido por Nassau.
Nassau é a Ponte
do passado ao presente.
O Capibaribe que nos diga!
Em suas águas o abriga,
como uma imensa Veneza
de rara e eterna beleza,
pedra de valiosos quilates,
como provam os mascates
cujas vozes ecoam por toda parte,
por ruas, entradas e becos,
seus comércios e apetrechos.
Na Rua da Praia houve até revolução,
Por aqui Insurreição.
Sua história é contada com muita devoção,
pois de história nós entendemos,
com vários ilustres convivemos:
Matias de Albuquerque, Henrique Dias, Gilberto Freire,
Paes de Andrade, Frei Caneca, Abreu e Lima,
Joaquim Nabuco, José Mariano, Paulo Freire,
Capiba, Luiz Gonzaga, Oliveira Lima,
Hermilo Borba Filho, Álvaro Lins,
Ariano Suassuna como cidadão, Nélson Ferreira,
João Cabral de Melo Neto, Osnan Lins,
Antônio de Figueiredo e Manoel Bandeira.
Conhecidos pela democracia, insurgência,
muita coragem, senso de igualdade,
ideário cívico, inteligência,
muita força e heroicidade.
Estando longe ou perto,
a saudade é sem igual,
sentimento de muita emoção,
que vai do frevo do Carnaval
à fogueira do São João.
Permita-me uma aliteração:
“Recife reino reluzente
dos Poetas ausentes”.
A minh’alma transborda
caminhando pela orla,
tudo vejo no ar da simplicidade:
águas, pontes, casas e grades
caminhando por esta cidade.
O Recife é imortal,
é pedra fundamental,
de feito excepcional
produzido por Nassau.
Nassau é a Ponte
do passado ao presente.
O Capibaribe que nos diga!
Sua imagem
Com um pequeno pincel
tento pintar o meu ser,
à medida que ele vai contornando,
sua imagem vai revelando,
as cores misturam você.
Com um pequeno véu
tento em mim te esconder,
à medida que o tempo vai passando,
sua imagem vai revelando,
do coração emerge você.
Mistura de amor
O coração é emoção
a ternura fervor,
a ternura paixão
o coração é amor
A ternura é paixão
paixão é o fervor
o fervor emoção
uma mistura de amor
Encontro com o Xilógrafo
Numa das noites mais radiantes
daquelas de celebridades,
creio, das mais importantes
na minha querida cidade.
Ouvi quando anunciaram sua presença,
na verdade, eu já sabia.
De Condado, de preferência,
literatura de cordel já se ouvia.
Num pátio de uma faculdade
foi onde o conheci de verdade.
Então comprei um livro
e ganhei um autógrafo,
diante de um patrimônio vivo,
do conhecido Xilógrafo.
Fiquei feliz, tirei fotos,
vi o brilho nos seus olhos
quando o cavalo-marinho passou,
pois era o orgulho desse Senhor.
Era um evento cultural,
com jeito simples, normal,
semblante de um imortal...
foi uma noite de muitos deleites,
conversar em verso e prosa
com o Sr José Costa Leite.
Verdadeira amizade
Verdadeira amizade
não escolhe cara,
não escolhe cor.
Dá felicidade,
transmite amor.
Dá lugar a vida ,
não tem rancor.
Produz momentos,
faz vencer o tempo
que se passou
Verdadeira amizade
é o que não passa,
é a alegria, sem dor.
Laços de verdade
que a fez compor.
Segue sua lida
com todo ardor.
Produz momentos,
faz vencer o tempo
com todo fervor
Sua poesia
“Quando o tempo parecer nebuloso e obscuro
e a escuridão achar que venceu a luz,
a luz não provir mais do sol,
o sol não passar céus azuis.
Quando os céus não molharem as flores
e as flores não desabrocharem,
e não se abrirem os olhos do poeta,
suas pernas inertes imagens.
Suas asas lhes farão voar
pelos versos de sua poesia,
cada vez que proferida,
transmitindo paz e alegria.
A flor será perfume,
o céu sol e luz,
a escuridão será dia
e o universo harmonia,
tudo pela poesia”
Com a cara do sertão
Ao sol, o trabalho dia-a-dia,
A vida como de um ermitão,
Testa marcada toda em fatias.
Insolação no rosto, calos nas mãos,
Nada de mordomias.
Garantindo, com isso, o pão:
A fome que se irradia.
Na Xerófila verde do sertão,
O solo clamando chia,
Restos em decomposição
De uma vida sem harmonia,
Exagero que não é pouco,
Semelhança em sintonia.
Terra rachada como é o rosto,
Identidade de um povo,
No sofrimento um do outro,
A real face nordestina.
TEMPO e AMOR
O TEMPO e o AMOR caminham LENTAMENTE
juntando o que se RESTOU no coração D’AGENTE
O tempo sem TEMPO torna-se cada vez mais DISTANTE
O amor sem AMOR vai ficando INDIFERENTE
O amor precisa de TEMPO, tempo pra se CERTIFICAR,
A falta deste SENTIMENTO, é paixão ou só GOSTAR
O amor mostra ao TEMPO, que não O viu PASSAR
Mesmo pós céu, chuva e VENTO. Valeu a pena ESPERAR
We must understand:
The suffering must be by the truth,
The smile must be by the happiness and
to love by capacity
Por que o Brasil, com tanto potencial turístico, atualmente ocupa a 11ª posição no ranking de turistas estrangeiros de acordo com o último levantamento da Organização Mundial de Turismo?
Rinaldo Pedro - Especialista em Turismo.
Na minha opinião, a falta de infraestrutura na recepção de turistas é a causa principal deste baixo número de visitantes. Poucos lugares do país estão preparados para este serviço, mas a grande maioria deixa a desejar. Esta problemática já tem início na legislação brasileira que não dá suporte merecido para os profissionais da área. As potências mundiais investem pesado no Turismo e são bem correspondidas, destacam seus valores históricos e suas identidades, profissionais deste setor são hábeis em dois ou mais idiomas, fazem investimentos elevados em diversas áreas com sinergia, valorizam os principais pontos turísticos com uso da tecnologia em favor da apreciação externa, acesso e segurança. Enfim, estes elementos citados são os principais atrativos para aqueles que desejam se deslocar para um bom entretenimento e investimento no bem estar pessoal. A França, país que mais recebe turistas no mundo, em 2011 e 2012 recepcionou em torno de 40% da população do Brasil (80 milhões de turistas), Os Estados Unidos e a China, 62 e 57 milhões, respectivamente, contra ínfimos 5,67 milhões do nosso país. Necessitamos de mais projetos e, acima de tudo, ação pública, sabendo que o turista satisfeito volta e traz seus amigos. O Brasil tem um elevado valor histórico, cultural, artístico e potencial natural a ser bem explorado, com capacitação de profissionais e, principalmente, com a valorização destes com ajuda do Município, Estado e Governo Federal, ou seja, teria tudo para estar no topo, mas parece que ainda vai demorar. Portanto, vamos fazer a nossa parte.
“No calor ou no frio,
Na montanha ou no vale,
No litoral ou no interior,
TURISMO é a MUDANÇA perfeita”
