Poesias de Medo
Quando seus olhos ardem de preocupação, os olhos do Pai brilham com proteção.
Quando o medo bate à porta, Ele sussurra: “Estou aqui. Não temas.”
Você vai florescer no meio da dor, Descanse no Deus que livra, que cura e que transforma todo mal em bênçãos.
Entregue ao Senhor todo peso da alma, todo medo de perder o que Ele já te deu. Declare que crê e confia no tempo d’Ele.
Minha herança é guardada,
Minha promessa é fiel,
Não está na voz da terra,
Mas na vontade do céu.
Meu coração ainda se emociona ao lembrar...
A subida, o medo, o alívio… e o Teu nome sussurrado com sorriso.
Tu vieste ao meu encontro, não com espadas ou trovões,
Mas com presença doce e firme.
E agora, depois de Te ver, não posso mais voltar a ser a mesma.
Entre na batalha sem medo ou receio,
Entre para vencer, e o poder de Deus honrará a sua determinação.
Se Cristo está no barco, por que você vive como órfão?
Medo constante é sinal de coração que ainda não entendeu quem governa.
Se Cristo está no barco, o medo é que deveria ter medo de você.
Jesus dormiu na tempestade… e você perde a paz por mensagens no celular.
Quem não domina o interno sempre será escravo do externo.
Se o vento te derruba, como suportará o propósito?
Primeiro aprenda a calar o medo, depois as ondas.
Quem não aprende a descansar nunca aprende a comandar.
Quem anda com Deus não espalha medo, confusão nem feridas, espalha paz, verdade e cura, mesmo quando precisa confrontar.
Porque o fruto revela a raiz.
“Pelos seus frutos os conhecereis.”
(Mateus 7:16) miriamleal
Você me diz que sou sua
Como posso te deixar ir?
Se você me chama de volta?
Se tens medo que eu vá?
Queres habitar-te em mim eternamente?
Te falo sobre os sussurros do vento, você me ouve e sorri
Como se pensasse:
Por que?
Você chama o meu nome, repetidas vezes
Eu apenas ouço:
Lua, Sol, Lua, Lua, Lua…
O medo é o imposto visceral que se paga por possuir algo de valor inestimável, mas a coragem é o testamento de fogo que prova: a blindagem cedeu, mas a espinha dorsal da
luta permanece intacta.
Tenho medo de festas cheias de risos que
não escuto. Elas me lembram de vozes que falavam por mim. Aprendi a rir em casa, quando ninguém olha. O riso tem um gosto de sobrevivência. E, por isso, o guardo como se fosse documento.
Ficar só não
é uma opção,
Não tenho
medo de amar,
apenas cautela
de desencontrar:
a autopreservação.
Temo perder
o discernimento
daquilo é um
'breadcrumbing',
e correr o risco
de ficar acostumada
a receber pouco
e deixar de ser
gentil comigo mesma.
Não tentar não
é uma opção,
mas uma solução
de autopreservação
quando falta opção:
o melhor é me poupar.
Temo perder
a coragem necessária
de desarmar sempre
que for preciso
quando houver
um 'love bombing',
e acabar me arriscando
num caminho sem
volta onde me perca
e eu me esqueça.
Não temo voar com
ou sem companhia,
tenho autonomia
e brevê de poesia:
quero um amor que
venha com harmonia.
Enquanto isso dou
a mim mesma
o amor romântico
não por egoísmo,
e sim para lapidar
o meu equilíbrio
para sempre discernir
o quê é ou não é um
amoroso compromisso.
Na arena
O medo tem tamanho e autoridade, no seu histórico pode até invadir os sonhos esquecidos,
Já algumas questões são cobradas impiedosamente pela dor que é o agiota do tempo,
Quando se trata de mais uma identidade revelada é um sinal de que mais um coração solitário foi exposto as sombras da caverna sem esperança,
Esse cenário só muda quando os aplausos na arena silenciam e o medo de cair perde fôlego,
Não precisa ter armadura de ferro e nem uma espada bem afiada para alcançar o que realmente te importa,
Não desvie o olhar, não se perca nas palavras, os gestos bem executados domam feras, eles rasgam caminhos perdidos no meio da encruzilhada,
O que sangra, cicatriza e vira marca da ilusão desnuda quando esbarra no propósito.
Te quero inteira!
Te quero de novo, sem pressa, sem jogo,
Te quero de novo, sem medo, sem sombras, sem idas e vindas, sem choros,
Te quero de novo, sem alarme, sem celular, sem perceber quantas voltas o mundo dá,
Te quero de novo, a noite na cama de pijama saindo cedo descalça e trêmulo querendo desmaiar.
Dei bobeira
Te amei com os olhos,
Mas te deixei exprimir do coração,
Te quis sem medo do caos
Mas a paciência não é um hábito mental dessa geração,
Fui criança ao brincar com os limites daquilo que era encanto,
As emoções não sobrevivem muito tempo sem estruturas, pois se perdem no soprar das imaginações,
Ver sem enxergar o que realmente importa e viver de impulsos sem interpretar o que toca, trazem consequências nos caminhos abertos mas sem significados para a felicidade.
Zerei tudo
O medo me julgou, até eu dar o troco,
Zerei tudo, para recomeçar de novo,
Arriscar requer coragem, viver exige os enfrentamentos,
No olhar esbugalhado, a rebeldia grita enquanto transborda de alegria,
As portas do inferno foram fechadas, a montanha à frente é grandiosa no estilo nepalesa, mas a minha vontade de tocar o céu já me faz enxergar o topo.
Segui na mesma frequência,
Te abracei sem medo, sem enxergar,
Se o fim do mundo fosse hoje eu sei que estaria seguro, pois fiz de você o meu abrigo.
Quantos sonhos seus deixaram de florescer porque, com medo do silêncio do processo, você os expôs antes da hora só para provar que existiam?
Janice F. da Rocha
Voltar para Jesus é aprender a escutar de novo... não a voz do medo, mas a voz da promessa. Não o eco das falhas, mas o doce chamado que diz:
“Você é amado(a). Eu estou aqui.”
