Poesias de Gregorio de Matos Guerra
(...) uma acrimônia no vazio é tão perigosa quanto a outra e isto lhe cola ao âmago; e quando estiver na sua frente ela ficará totalmente tomada, sobretudo com a sexualidade, a coisa vai rápido - se quiser terminar essa história, talvez seja possível sem desastre, mas não sem barulho e será preciso muita dureza: diminuir lentamente a paixão nas cartas e dar um adeus frio.
O pecador pode ficar tão envergonhado dos seus erros que desvia os olhos de Deus, foge de Deus. A ênfase unilateral no arrependimento como EMOÇÃO leva a isso. Pensar na confissão sob o aspecto da metáfora médica alivia essa emoção e previne esse erro. O doente, em vez de esconder os seus males, os exibe ao médico.
"Quem com ferro fere... " E o perigoso bicho homem também já vai virando animal em extinção; é o que acontece com todos os grandes carniceiros: já quase não existem leões no deserto, nem tigres de Bengala; e o mesmo sucederá conosco, que somos os mais ferozes de todos os predadores.
“O poder de uma mulher sobre as decisões de um homem, revelam do lado deste, a incapacidade de dominá-las. Principalmente num mundo onde o poder é desejado por todos; os homens serão os que mais sofrerão com o poderio feminino. Pois não basta estar somente apaixonado, para lhes obedecer, mas, totalmente, conformado e feliz com as bofetadas”.
Não existe destino, nem carma, nem predestinação...O que existe são atitudes e decisões que devem ser tomadas sem titubiar!
O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem.
Nada nos limitava, nada nos definia, nada nos sujeitava; nossas ligações com o mundo, nós é que as criávamos; a liberdade era nossa própria substância.
A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro.
A esperança é o meu guia é o que me faz viver cada dia e principalmente cada noite, a esperança de que depois que você estiver longe dos meus olhos não será a última vez que olharei para você..
Há criaturas que chegam aos cinquenta anos sem nunca passar dos quinze, tão símplices, tão cegas, tão verdes as compõe a natureza; para essas o crepúsculo é o prolongamento da aurora. Outras não; amadurecem na sazão das flores; vêm ao mundo com a ruga da reflexão no espírito, - embora, sem prejuízo do sentimento, que nelas vive e influi, mas não domina. Nestas o coração nasce enfreado; trota largo, vai a passo ou galopa, como coração que é, mas não dispara nunca, não se perde nem perde o cavaleiro.
Estou cansada de ficar chorando de saudades, mergulhando nas lembranças de quem um dia esteve comigo, mais so em pensamento
Aí você percebe que as pessoas não se importam com você o quanto você se importa com elas. Sinto falta disso, às vezes!
No final de nossas vidas não seremos julgados pelos muitos diplomas que recebemos, por quanto dinheiro ganhamos ou por quantas grandes coisas realizamos. Seremos julgados pelo "Eu tive fome e você me deu de comer. Estava nu e você me vestiu. Eu não tinha casa e você me abrigou".
Um dia você olhará para trás e sentirá falta de um tempo que não volta, não porque já passou, mas sim porque você o deixou ir..
A dor, que às vezes vem, me faz feliz também, pois nela me recordo o valor que tem a cruz. Quando a noite esconde a luz, Deus acende as estrelas.
O dia em que pararmos de nos preocupar com consciência negra, amarela ou branca e nos preocuparmos com a consciência humana, o racismo desaparece!
"Para existir uma árvore florida, é preciso haver antes uma árvore; e, para haver uma pessoa feliz, é preciso haver em primeiro lugar uma pessoa."
Não sou louca nem santa é a sua maneira de me ver que define a sua opinião. Se você me olhar com amor serei santa e se me enxergar só com os meus defeitos serei louca.
Sabe o que estraga ótimas noites? O dia seguinte. Se ligar, é irritante. Se não ligar, é babaca. Depois precisa conhecer família e amigos, fingir que gosta deles. Conhecer melhor a pessoa estraga as coisas.
Ninguém a observava; mas é privilégio do romancista e do leitor ver no rosto de uma personagem aquilo que as outras não veem ou não podem ver.
