Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Loucura!
A louca vontade de sumir
morrer desaparecer,
loucura: leve sentimento
no qual eu mergulho,
afundo e me orgulho
louca? eu? sim, e dai?
sabe as pessoas se escondem
se esquecem se apagam
deixam de ser elas mesmas
pra serem o que os outros querem
ou pensam eu nao vou seguir a maré
nao vou ser mais uma na multidão
sou original, sou unica, to aqui pra viver!
Viver e enlouquecer loucamente!
“Aprendi que o amor é feito de liberdade,
é como ter todos os dias outras opções,
e ainda sim fazer a mesma escolha.”
Colheita
Eu procurava o amor em jardins de cactus. Vinha buscando o fruto em árvores erradas, e nas mordidas sentia o gosto azedo, que amarga no fim da boca. Colhi amores podres, comidos pelo tempo e dor.
Foi preciso paciência – e um outro tempo – amadurecendo um fruto para colhê-lo doce, suave, terno e delicado. Simples como naturalmente é.
Eu imaginava haver segredos por trás dos espinhos. Mas é puro acaso que amores e espinhos se encontrem em botões abertos ou fechados. A rima entre amor e dor é armadilha.
O verdadeiro fruto está ao alcance das mãos – mas é tão rasteiro, que quase não se vê. É preciso passear sem fome para enxergá-lo redondo, vermelho. Para então mordê-lo distraído como numa tarde de chuva.
Descamuflando o ego para viver o propósito
Vivemos numa sociedade que romantiza a ignorância e desconfia da inteligência. Buscar conhecimento passou a ser confundido com vaidade, enquanto a superficialidade ganhou status de normalidade.
Hoje, pensar virou excesso. Refletir virou perda de tempo. Questionar virou ameaça.
Criou-se uma cultura de respostas rápidas, onde compreender profundamente parece desnecessário. O pensamento crítico foi substituído por opiniões imediatas, e a construção de ideias cedeu espaço à reprodução automática de discursos prontos.
Nunca estivemos tão informados — e tão pouco conscientes.
O conhecimento foi transformado em produto, em vitrine, em performance. Aprender deixou de ser um processo interno e virou algo que precisa ser mostrado. Enquanto isso, o verdadeiro saber, silencioso e profundo, segue sendo negligenciado.
Criou-se um ambiente onde quem aprofunda é visto como complicado, e quem permanece raso é considerado prático.
Mas pensar exige coragem.
Exige desapego de certezas.
Exige humildade para admitir que não se sabe.
Conhecimento real não serve para impressionar — serve para transformar.
Não alimenta ego — organiza valores.
E talvez o maior problema do nosso tempo não seja a falta de acesso à informação, mas a recusa em amadurecer a consciência.
Porque num mundo que se acostumou ao raso, escolher a profundidade não é vaidade.
É posicionamento.
Encontre-se
Linda Flor conversando consigo mesma, pergunta: -O que é preciso para ser feliz?
Sem ao menos avisar sua aparição o seu Eu se faz presente e responde: -chore!
Linda assustada retruca: -Chorar? Para quê? Sentir-me-ei mais triste por isso.
O seu Eu rebate: -chore, para que me ponha para fora. Estou preso a anos. Deixe-me sair que lhe mostrarei o caminho.
ao cair da primeira lágrima, Linda Flor se olha no espelho para limpar o olho borrado. Junto a esse ato, o seu Eu torna-se verbal novamente: -Este é o caminho para a felicidade. Encontrar-se sem uma maquiagem que cubra sua existência.
Enigma
A sina da vida de Linda Flor era a procura do enigma de seus desejos. Por desejos declarava guerras aos seus confrontos mortais, cuja sua existência era mínima. Linda flor, florebela, flor linda. De encantos, em encantos investigava seu caminho perpétuo. Se faz de alguma coisa, para que essa descreva o que é. Linda Flor e Bela circunstancialmente nascida para despertar incompreensão. Arrojada, desembaraçada e melancólico, Linda triste. Cruza os pés ao andar. Elegante com seus Cabelos crioulos. Rosa, com um perfume maravilhoso. Seus espinhos às vezes são acúleos que não tem ligação com seu cilíndro vascular. Botanicamente falando a Linda Flor merece ficar plantada. Transfigurada em seus segredos, faz-se como se fossem os meus. Florece por época e em época sua existência anula-se. Respira lentamente. Pensa. E inexiste.
Ó sonhador louco d'outrora
Teus sonhos lindos onde estão?!
(...)
Vi-te partir... e vejo agora
Um morto erguido dum caixão!
Perto de você eu perco a
fala as vezes, sinto vergonha de fala com você mas eu faço de tudo para ficar perto de vc quando eu te vejo meu coração dispara, eu perco a fala e fico sem graça mais é só porque o que eu sinto por você é tão forte que parece que eu não vou saber me controlar
O crepusculo sombrio ao entardecer, esconde as incertezas de um dia que nao terminou, acendendo a chama da esperança de um novo amanhecer,acalentando a esperança no sonho de um novo amor, que ao acordar não tem certeza que vai acontecer.
Poesia; AUTOR Paulo Guerra
Amar, é simplesmente amar, não tem cor, sabor, valor, é simplesmente amar, na visão de que ama, amar é simples não ver, ouvir, falar, pensar, sorrir, cantar, amar, simplesmente AMAR.
Autor; Paulo Guerra
Se nos seus devaneios sonhares com um amor perfeito, pode apostar que a sua mãe faz parte dos seus sonhos, so ela te ama incondicionalmente.
Autor; Paulo Guerra.
Nascemos inocentes, crescemos insolentes, vivemos intolerantes, e morremos dependentes. está é a vida.
Autor; Paulo Guerra.
Ser feliz é tão somente está em paz consigo mesmo, que questionamos a nós mesmos porque não somos felizes.
Autor Paulo guerra.
Os seres humano na sua busca de paz e tranquilidade causa a guerra e gera conflitos,
e quando em meio a guerra e os intensos conflitos deseja a paz e tranquilidade.
Carrego nas mãos o mundo,
Nos braços a força e nas costas a culpa.
Dentre meus dedos cabe um universo,
Meu estranhamento e meu reverso.
Meus punhos lutam para não ser o louco desvairado,
Tentei juntar-me e refazer-me dia a dia.
O largo dorso não se acomoda mais com suas carícias.
Mas ainda entrego a ti minhas primícias.
Amazônidas pela liberdade
Levante, povo amazônida
Temos correntes para romper
Avante, povo amazônida
Já não há tempo a perder
Mesmo que sejam as noites escuras
Mesmo que seja a dor mais aguda
A liberdade sonhada outrora
Faz-se pra sempre desde agora
Em frente, filhos da Amazônia
Escreveremos nossa história
A liberdade almejada virá
Da nossa garra e da união!
ORAÇÃO AO TEMPO
Tudo o que lhe peço, Tempo, é que me salve do meu coração. Dessa entrega absurda de ir até o outro e me deixar sem mim. O que lhe peço, Tempo, é o caminho do meio. Aprender a receber antes de me entregar. Ver além. Peço que me devolva a mim mesma. Que eu me reconheça e me acolha. Me aqueça em meus buracos escuros e definitivamente me toque. Que eu saiba cuidar somente do que me cabe. E deixe ir. E deixe vir. Natural, inteira e suavemente. Que a vida me encontre distraída, sem a ânsia de buscar o que não sei. O que não vale. O que não é. O que lhe peço, Tempo, é a aceitação do tempo e da vida como ela é. Sei que ela me aguarda plena e legítima. Mostre a ela o caminho até mim. Enquanto isso, me adormeça em paz até que a verdade me alcance como um beijo. Tire de mim essa ânsia de ser feliz, inverta a ordem das coisas e assopre no ouvido da alegria o momento de me capturar sem volta. Que eu me aquiete na paz do merecimento, sem dar um passo ou um pio. Que apenas contemple. Que eu resista à tentação de correr para o que ainda não está pronto. Que eu me apronte para a surpresa de um dia simples. Que eu acorde como quem nasce. Amém.
...gente frustrada, gente que errou a vida toda e agora colhe as consequências da tolice e acham muito estranho quando alguém não aceita se lançar na correnteza da insensatez junto com eles.
Isaías C.G
Hoje parei no sinal e percebi uma figura jogando umas bolinhas pra cima, é ate legal; pensei comigo. logo após terminar ele faz um movimento impressionante com o corpo e com as bolinhas junto e para ardilosamente com a mão estendida "será essa uma maneira inovadora de mendicância?'' fiquei surpreso com a habilidade do rapaz.
Nao dou esmolas no sinal , não alimento a miséria nas pessoas , cara de piedade não vale dinheiro.
Esse rapaz não é digno de dó , pois a a piedade mantem as pessoas na mesma condição.
O que ele precisa e enxergar dentro de si o seu potencial , ai é um abraço , ninguém mais para o rapaz.
Acabe de uma vez
Só queria
Que a angustia
Por uma vez
Terminasse
Mas vejo que só tenho isso
Para sobreviver
Por tanto tempo
Conto os segundos
Mas esse manicômio
Nunca acaba de uma vez
Pode se esconder
Fechar os olhos
E ela vai continuar
Atrás da sua alma.
