Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Toda conquista para ser alcançada necessita de um conquistador disposto a lutar por ela
E toda linha de chegada está à espera de quem se preparou para cruza-la primeiro
Vós, Trindade eterna, sois meu Criador e eu, vossa criatura.
De novo me criastes no Sangue de vosso Filho.
Nesta nova criação conheci que vos enamorastes
da beleza de vossa criatura.
Ó abismo, ó eterna divindade, ó mar profundo!
E que mais poderíeis dar-me que dar-vos a mim?
Sois fogo que sempre arde e não consome.
Sois fogo que consome todo o amor-próprio da alma.
Sois fogo que destrói toda a frieza.
Iluminais... e, em vossa luz, conheço-vos e vos
represento em mim como sumo e infinito Bem,
acima de todo bem;
Bem incompreensível, feliz, inestimável!
Beleza acima de toda beleza,
Sabedoria acima de toda sabedoria,
antes, sois a própria Sabedoria.
Vós, alimento dos Anjos,
vos destes aos homens com fogo de Amor.
Sois veste que cobre toda nudez,
com vossa doçura alimentais os famintos.
Doçura sois, sem amargura alguma.
Ó Trindade eterna, na vossa luz que me destes ...
conheci ... o caminho da maior perfeição,
a fim de que na luz e não em trevas vos sirva,
seja espelho de boa e santa vida,
e me tireis da minha miserável vida, pois,
sempre, por meus defeitos, vos servi nas trevas ...
E vós, Trindade eterna,
com vossa luz destruístes minhas trevas.
05:55 da manhã 18 de setembro de 2024
Sonhei que era adolescente, e beijava o garoto que eu amava naquela época.
Escolher é sempre tocar o invisível. Não se trata apenas de optar entre um caminho e outro, mas de aceitar que, ao avançar, algo fica para trás. É como colher uma flor e, ao mesmo tempo, renunciar ao jardim inteiro. Há doçura nisso, mas também uma pontada de dor.
A angústia nasce nesse intervalo: no espaço em que os possíveis se multiplicam, mas só um deles se torna destino. A angústia não é inimiga — é sinal de abundância. Só sofre quem percebe que poderia ser muitos, e, no entanto, precisa se limitar a um.
Com o tempo aprendi que as escolhas não são decisões definitivas, mas conversas íntimas com a vida. Algumas falam alto, exigem coragem; outras sussurram tão baixinho que, se não estou atento, passam despercebidas. E mesmo assim, todas me transformam.
Escolher é também confiar: no acaso, no tempo, no mistério. Porque não há como saber aonde cada decisão levará. Há apenas o coração que pulsa e, nele, um delicado chamado que me pede para seguir.
E talvez seja isso o mais belo: perceber que não há escolha perfeita, mas há escolhas que me aproximam de quem realmente sou. A angústia, então, deixa de ser peso e se torna claridade: uma luz suave que me lembra que viver é, antes de tudo, arriscar.
Conquistas profissionais são importantes para alcançarmos tudo o que materialmente desejamos TER.
Mas as realizações pessoais são a base para quem realmente podemos SER.
Ser antissocial não é deixar de ir às festas.
Eu só não me prendo aos padrões sociais e às regras que "disseram" serem amigáveis, ou politicamente corretas, de convivência.
''O desconhecido nos atrai,
Somos desbravadores desde o nascimento,
Chega um desafio novo quando outro se vai
Assim então o homem, mesmo gritando ai,
Troca o prazer do conforto pela dor do descobrimento''.
''Somos os nossos próprios carrascos ao julgarmos que o que os outros conhecem e nós ignoramos nos transforma em ignorantes, ignorantes são os outros que desconhecem o que sabemos''.
Eduardo De Paula Barreto
Quem fica em cima do muro
Julgando-se seguro
Está totalmente enganado
Porque pode ser confundido
Com o inimigo e abatido
Por qualquer um dos lados.
As palavras carregam um poder imenso. Elas podem ser abrigo em dias difíceis, mas também podem se tornar lâminas invisíveis, capazes de ferir profundamente. Uma palavra dita com carinho tem força para acalmar um coração cansado, devolver esperança e lembrar alguém de que ainda vale a pena continuar. Já uma palavra cruel, lançada no impulso ou na indiferença, pode abrir cicatrizes silenciosas que permanecem por muito tempo.
No cotidiano, muitas vezes não percebemos o peso daquilo que dizemos. Um elogio sincero pode mudar o dia de uma pessoa. Um julgamento duro pode alimentar inseguranças que ela já carrega em silêncio. Por isso, falar exige responsabilidade, sensibilidade e empatia.
As palavras não são apenas sons; elas são sementes. Quando bem colocadas, florescem em afeto, confiança e cura. Quando mal usadas, espalham dor, medo e distância. Ser humano também é aprender a usar a própria voz para acolher, e não para destruir. Porque, no fim, o que dizemos sempre deixa alguma marca.
Insistir
nessa ideia maluca
de tentar mudar o outro,
é desperdiçar recursose o tempo destinadosa nossa justa
melhora, nunca do
outro!
Resistência
A chuva cai lá fora,
Os ventos fortes continuam golpeando a janela,
O frio teimoso, invadiu a casa,
Mas a vela é rebelde e permanece acesa sem ter hora para apagar.
Céu de nuvens
Muita beleza ao mesmo tempo,
A arte ganhando vida em movimentos únicos,
Entre desenhos formados a olho nu, uma imensidão de cenários pedem passagem,
É esplendoroso ver as nuvens correndo quando olhamos para o céu!
Destino incerto
Uma casa perdida na floresta escondida pela sombra das grandes árvores,
a chaminé acesa dando a posição do nada no meio sereno da solidão,
entre as belezas e as dúvidas do silêncio o charme do barulho do pequeno rio e dos pássaros chamavam a atenção,
escurece lá fora, a lenha queima, o cheiro de chá forte é percebido e comentado pô os animais uivantes,
o frio da selva noturna chega acompanhado da saudade e pedem para se sentar,
mesmo sem plateia as lembranças de um passado próximo começam a dar um show,
olhar parado no tempo, lágrimas secadas pelos ventos, surra bem dada pelos sentimentos, a necessidade e a dor dançando juntas ao relento,
fogueira baixa, chaminé acesa, porta fechada, uma decisão é tomada,
ao amanhecer, mochila nas costas, muitas incertezas, porém muita coragem para caminhar na estrada sem destino.
Até o casamento
Trocamos olhares e partir daí, nos conhecemos e fomos dando valor a cada dia juntos como se fosse o último de nossas vidas; a paixão sempre se manteve acesa em nossos corações, com o tempo veio um pacote de verdades, emoções, carinhos, respeito, responsabilidades, então; descobrimos que o amor convivia conosco todos os dias; se passaram anos e veio o nosso entendimento sobre a vida a dois, já era hora de nos apresentarmos para os nossos familiares, amigos e toda a sociedade. Esse dia maravilhoso chegou e nós dois tivemos o prazer de dizer, sim!!!
Ciclo de terror
Sofro, por me ver agora;
Choro, com o gosto amargo da derrota;
Minha mente oferece cenas repetitivas e impiedosas, sem pedir permissão;
Grito com meu coração, por ser tão teimoso;
Me debato na cama com a dor da saudade;
Abraço o cansaço, que neste momento é o único remédio que tenho para dormir por alguns minutos, evitando todo este ciclo.
Procura-se
Uma pessoa que goste de romantismo,
Um carinho, um poema, flores.
Que compartilhe felicidades,
Que goste mais das pessoas do que o que elas possuem.
Talvez ser romântico em nosso tempo seja um erro,
Ser egoísta e orgulhoso seja uma necessidade.
Mas pouco me importa, não me prendo a isto,
Simplesmente adotei a realidade de que tudo que o dinheiro compra ficará aqui,
Mas aquilo que se cultiva através da sua personalidade, estará contigo por toda a eternidade!!!
Desde pequena eu amo escrever à noite, nessa hora entro em contato com muitas emoções que no decorrer do dia não pude me dar ao luxo de aprofundar, vasculhar... A tristeza é uma delas. À noite, com o seu silêncio quase perturbador, posso ouvi-la melhor. É como se a tristeza pudesse me acariciar com mais intimidade, sem pudores. Refiro-me aqui não a tristeza vulgar das coisas que nos perturbam, dos problemas cotidianos, mas da tristeza criativa. Aquela que sussurra a inspiração quase gemida aos ouvidos, a tristeza criativa dos poetas. Parece insano gostar dela enquanto tantos a repudiam, mas o fato é que de alguma forma ela me invade com as suas inspirações. Em momentos assim posso sentir saudades do que perdi e daquilo que nunca tive, mas que em meus sonhos foram verdades vividas... Posso sentir, quase tocar a tristeza romântica que me inebria com promessas vãs... Uma tristeza amável, amiga, que me permite entender melhor a dor do mundo, a solidão das pessoas e a ouvir os sons da Terra que se move sob meus pés. É uma tristeza que só à noite me permite abraçar e entender. Coisa de maluco? Provavelmente, mas como criar sem um toque de insanidade? Como reinventar sem quebrar o convencional? Em uma sociedade que idolatra uma alegria forçada em outdoors, porque não brindar a tristeza em forma de poesia? Por que negar um sentimento que também nos ensina a sermos melhores, menos soberbos e mais intimistas? Um brinde à noite! Um brinde ao seu silêncio! Um brinde a tudo aquilo que aprendemos entre os nossos risos e as nossas tristezas, a tudo que nos constrói!
- Lígia Guerra -
Em um mundo tão maquiado quanto o nosso não existe espaço para grandes verdades. Deixe suas fragilidades para o escuro do seu quarto ou quem sabe para um ombro sincero e de fato amigo, que goste de você. Para os demais, finja que você é feliz. Não tem pão? Coma bolo! Nossa! Maria Antonieta nunca esteve tão em voga como na atualidade. Você acha espantoso estarmos na era da depressão? Pois é, estamos afundando abraçados nesse sintoma coletivo, nessa praga, nesse câncer social, e sabe por quê? Porque nesse mundo, meu querido, não dá para ser diferente, é preciso se enquadrar. Nasceu com a cor errada? Azar o teu! Não tem o carro das argolinhas, que peninha... É baixinho, usa óculos, nunca foi o tal? Pergunte o que fazer ao Herbert Vianna, ele sacou muitas dessas coisas faz tempo. Melhor, leia Sêneca, Spinoza, Plutarco, repense a sua vida. Sempre existem duas opções, portanto escolha. Vai fingir ser o que você não é ou vai optar por você? Uma coisa eu garanto: Você vai pagar um alto preço de uma forma ou de outra, seja para aparentar o que você não é ou para bancar aquilo que você de fato é! Porque eu prefiro a segunda opção? Porque os que optam pela primeira já morreram faz tempo, só não descobriram isso ainda. Talvez já seja tarde para muitos ou como diria o nosso querido Guimarães Rosa, alguns já foram abatidos pela indigência intelectual. Game over.
Lígia Guerra
O que seria?
O que seria dos olhos
se não podesem ver,
das mãos se não
podesem tocar
e dos ouvidos se
não podesem ouvir?
O que seria dos cheiros
se não podesemos senti-los?
O que seria dos espelhos se
não refletissem?
O que seria do sol
se não brilhase?
O que seria so céu
se não relampejase?
O que seria do musico
se não tocasse?
O que seria da bailarina
se não bailase?
O que seria so cantor
se não cantasse,
e do passáro se não voasse?
O que seria do dia
sem a noite,
do mar sem as estrelas?
O que seria da morte
sem a vida,
da chegada sem
a partida,sem despedida?
Então pergunto o que sera
de mim?
O que sera do amanha?
E se não amanhecer?
O que acontecera?
E se não acontecer?
E como vai ser?
Bem o que tiver que ser... sera!
