Poesias de Dor
Minha Lua
Noite que passa
Frio que me abraça
No peito a dor do bandido
Vagando no mundo perdido
A lua e sua canção
Lembrança a melhor emoção
Esperança aquele que fica
Saudade aquele que vai
Liberdade aprisionada
Minha palavra sufocada
Até logo irá confortar
Sonhar um dia reencontrar
Lua como foi doce a sua canção
E quão feliz fez meu coração
Boa noite lua tão bela
Ela é minha e eu sou dela
O pior leproso não é aquele que perdeu a sensibilidade pela dor física…
Mas o que já não sente mais a dor dos seus próprios pecados.
Nem toda dor grita. Algumas apenas silenciam.
Hoje abri mão de mim mesma. Sim, porque abri mão do amor da minha vida. Alguém que eu amo incondicionalmente, com todas as minhas forças. Mas a verdade é que não estamos curados dos nossos traumas do passado. Não estamos prontos para viver, da forma certa, essa linda história de amor — que, ao mesmo tempo em que é intensa, também é sombria.
E sabe o que mais me dói? Saber por que acabou. Acabou porque ele sempre diz que eu tenho outra pessoa, que estou mentindo ou enganando. Mas eu não tenho ninguém. A única coisa que habita dentro de mim é um amor incondicional, enorme, que grita — “eu te amo, eu te amo, eu quero você pra sempre.”
Mas aí vem a minha consciência e sussurra: até quando você vai viver de migalhas? Até quando você vai amar alguém mais do que ama a si mesma?
E é aí que percebo… não sou só eu. Muitas pessoas vivem isso: acreditam que vai ser diferente, que vai mudar, que o amor vai curar. Mas, infelizmente, as histórias se repetem.
Hoje, 09 de junho de 2025, mais uma vez me sinto uma fracassada por ter acreditado que, dessa vez, seria tudo como eu sonhei. Mais uma vez, meu castelo desmoronou. Culpa minha? Talvez. Insisti. Mas como dizer para um coração apaixonado: “não vai, não faz?” É impossível.
Hoje, estou vivendo o luto de alguém que está vivo — dentro de mim e fora de mim.
Que Deus me ajude a superar, mais uma vez, essa dor.
E que esse meu desabafo, essa carta aberta, possa de alguma forma tocar e ajudar alguém que também esteja tentando amar, tentando acreditar… tentando recomeçar.
A dor só é dor — ela não tem o poder de te destruir, paralisar ou mudar quem você é.
Ela apenas passa… e você permanece: inteiro, vivo, invencível.
É normal sentir culpa por estar superando uma perda?
Quando alguém que amamos morre, a dor é muito intensa. Conforme o tempo vai passando, aquela dor se torna saudade, as lembranças ficam um pouco vagas a gente já não pensa mais tanto na pessoa quanto nos primeiros meses do luto, e chega um momento em que nos sentimos culpados porque continuamos como se a pessoa não tivesse existido. Mas deixa eu te lembrar de algo, você só é essa pessoa hoje porque conviveu com essa pessoa que já não está mais aqui. Você viver significa que essa pessoa vive também em algum detalhe em você. O amor é uma construção no outro e em nós mesmos. Então, não se culpe, apenas viva com as lembranças de quem ama e tudo ficará bem!
Início do inverno
Uma estação que nunca me soube bem.
Quando chega, meus ossos choram —
de dor, de tanta dor —
como se lembrassem do fim que dei a nós.
Te sentir era como estar diante de uma lareira,
crepitando como fogos em noites de dezembro.
E aquela sexta-feira, que devia ser celebração,
virou apenas mais uma — sem você.
O inverno segue em mim,
com minha tristeza, minhas dores,
e uma saudade tua… absoluta.
Nem toda curva da vida tem placa de aviso,
Nem tudo que se perde de fato é um prejuízo.
Há dor que desperta, há fim que liberta,
E sonho que nasce quando a alma está aberta.
Caminho incerto, mas cheio de lição,
Tropeço que forma o rumo da missão.
A ausência ensina o valor do abrigo,
E o tempo revela quem anda contigo.
Não temas o escuro, nem temas a queda,
Às vezes é no breu que a luz mais se enreda.
A vida é estrada sem mapa preciso —
mas todo desvio pode ser um aviso.
A alma é um universo secreto onde o silêncio canta, a dor floresce em luz e cada cicatriz escreve poesia nas entrelinhas do ser.
(LilloDahlan)
MAGIA DA POESIA (soneto)
No versejar doloroso, não diviso
dor alguma, é sentir e recontar
tem, choro e riso, céu e paraíso.
Todo um sentimento a poetizar
Também, um momento conciso
vindo d’alma, percebo, entanto.
No soneto triste, há um indeciso
verso de alegria e de um encanto
Uma dualidade, é dentro, é fora
embora, surgirá sempre a aurora
e uma ilusão pincelada na poesia
O canto, se com pranto, saudade
com o sorrir é cheio de felicidade
para bordar a poética com magia.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15 junho, 2025, 14’24” – Araguari, MG
A faca da dor
O real amor;
O amor é como uma faca
a lâmina que pode te machucar
é a mesma que pode te salvar
no fim tudo vai depender de quem a empunhar
A lâmina que cega
A faca que não corta
a faca que de ti espero
a dor letal
o amor real?
apenas nós dois
basta apenas a coragem, se entregar
se jogar na lâmina mesmo q nao seja capaz
me ajude na coragem, acabe com isso
apenas nós dois
apenas uma faca
seria ela o amor?
seria ela um fim?
o que de ti eu posso esperar
apenas medo eu tenho a demonstrar
fugir, me esconder
mas vc sempre está lá
apenas nós dois
e vc esta com a faca
seria essa a dor real
isso é o amor letal?
eu tenho medo
apenas deixe me terminar o que começamos
(rascunho)
A cura está em nós e sabemos bem a chave e a porta que temos que abrir...mas evitar a dor...é mais fácil, e assim, não remendamos o passado, dividimos a dor em prestações e não chegamos à cura.
LIBERTE-SE!
A Dor do Amor...
O Amor é a pior Dor,
quando você realmente ama alguém
você faz de tudo por esse alguém
essa pessoa faz você se sentir um ninguém
eles nos diminuem
Nós fazemos de tudo por eles
mas eles continuam querendo ficar nos altares
eles querem por que querem chegar nos ares
pois mesmo depois de agreções, esmurrações, ainda continuamos com as mesmas ações.
Pois meus pulsos agora cortados, sonhos despedaçados, pecados pagados, fazem eu querer voltar mais e mais no passado, junto de seus abraços apertados, olhos brilhando quando eu estava ao seu lado
Só de ver o seu rosto familiar por perto eu te desejava
mas agora estou brava, apavorada
pois eu realmente confiava na sua palavra, tchau babaca.
Coragem Perdido
Hoje me falta coragem, o cansaço me consome,
Fraqueza nas pernas, dor que não some.
Sem apetite, sem vontade de lutar,
Só desejo fugir, me esconder, não ser visto mais.
Uma dor constante, um peso que carrego,
Resultado de uma cirurgia que não saiu como esperado.
Sem expectativa, sem alegria,
Dor e desânimo, minha vida hoje é assim.
Mas talvez, um dia, eu encontre a força,
Para lutar, para viver, para ter coragem de novo.
Por enquanto, resta-me esperar,
E buscar dentro de mim a luz que ainda há.
Dor…
Por que as pessoas frequentemente atribuem aos outros a responsabilidade por seus próprios erros? Isso ocorre porque atribuem a culpa a terceiros, como em um exemplo: se eu perder o emprego, a culpa é do meu filho que continua a me atrasar todos os dias. Eles apagam sua culpa para atenuar seu próprio erro.
Assim, eles nunca admitirão a responsabilidade, pois outros já assumiram a responsabilidade por eles. Pessoas assim nunca perceberão o quanto já infligiram dor às pessoas devido a suas ações ruins, sempre serão as vítimas de suas próprias ações.
Dizendo: o que fiz foi no passado, eu não acho que você precisa remoer as feridas antigas, não doeu tanto, certo? É impossível beber a mesma água de ontem, então, por que você insiste em falar sobre o que já aconteceu? Isso já passou, já pedi desculpas! Não percebe que possuo diversos problemas pessoais, e ao falar para os outros sobre o que já fiz, você só me causará mais problemas, pois não consegue perdoar? Sou vítima das minhas ações e você está agindo traiçoeiramente.
Uma poesia tardia: peRdA
A dor se aprofunda em nosso ser e confunde a nossa existência. Ela se alimenta de nossa perda inestimável e fere, sem cessar, a nossa alma. Não há palavra que traga consolo. Só te peço: deixe-me sofrer em paz.
Os silêncios da minha alma
São feitos de ecos que se arrastam,
Com o peso do medo e da dor,
Que se enterram fundo no peito
E a voz se apaga antes de sair.
São silêncios de batalhas invisíveis,
Onde o corpo sorri, mas a alma sangra,
Onde os gritos não são ouvidos
E as palavras se perdem nas sombras do medo.
Na multidão, a solidão grita, em meio ao riso, o vazio se esconde,
A mente, uma tormenta constante,
Que nunca se aquieta, que nunca se rende.
São silêncios que falam muito mais
Do que qualquer palavra poderia dizer,
Dúvidas e certezas que dançam
Em um ciclo que não termina, mas insiste.
São silêncios de uma luta silenciosa,
Onde o corpo resiste, mas a mente se curva. E, no fim, talvez o silêncio seja apenas ogrito que nunca se permite ser ouvido.
Grito invisível
Lâmina rasga,
almas despedaçam.
Sangue é silêncio,
dor que não passa.
No corte, a urgência,
no sangue, a prisão.
Corpo em guerra
grito sem voz,
mutilação.
