Poesias de Dor
O inimigo ético, por pior que seja, é sempre uma dor de cabeça, mas o amigo antiético, esse é sempre um câncer descoberto tarde demais. (Walter Sasso - Autor do livro "Soca Pisada")
Ė uma dor de cabeça quando o ego e a consciência são convidados pela vaidade para um jantar a três e a consciência se embriaga.(Walter Sasso)
Não sinto falta da dor que me atormentava, mas sinto um vazio deixado pela ausência do ardente desejo de me ver livre dela.(Walter Sasso)
A dor mental é tão intensa que, quando sangra, não há como estancar o sangramento. É desesperador, pois não existe pomada para aliviar, nem massagem que amenize. Essa dor é invisível aos olhos, mas profundamente sentida no coração.
Não meça a dor dos outros pela sua régua! A dor é individual e, para algumas pessoas, é mais intensa. Se a dor não for sua, não fale daquilo que você não está sentindo.
Louvo agora as núpcias do sarcasmo. Torno a minha dor, um fruto fiel do cinismo, convertendo minha vilania em versos, episódios célebres das vidas alheias.
O sigilo do luto no coração é como uma hemorragia interna que ninguém percebe... Mas a dor que vem dela , esgota o seu proprietário e pode levar à destruição.
a muitas formas de descrever minha dor e minha angustia,mas o simples ato de sentir me corroi e me faz pensar, no fato de sofrer somente por existir.
Um ano passou que você virou energia, luz e partiu. Achei que logo lhe faria companhia: pela dor, ser veterano e ficado sem rumo. Foi mero achismo. Aos poucos você me fez enxergar de onde está, que vida é uma missão, restabeleceu sentimentos e a certeza que órfão não fiquei e não ficarei, pois quem ama não esquece seja em qualquer dimensão, tempo e espaço que esteja. Obrigado meu amor!
Dor silenciosa, maquiavélica, sorrateira, aliada fiel da tristeza e quando acha que irá dar uma trégua, que o tempo está colaborando para cura, vem a vida, do nada, sem compaixão, mostra uma simples foto e começa tudo de novo. A dor da Perda é implacável.
Amor e sacrifício não podem andar juntos. Sacrifício significa dor, imolação e trevas. Se é por amor, é doação. Nada mais iluminado do que se doar por amor.
No dia das mães, sinto a dor de todas as mães que sentirão a saudade de seus filhos levados pela Covid. Que o presente de Deus para essas mulheres seja o derramamento de copiosas bênçãos!
A dor interroga a vida e suas certezas porque coloca a humanidade frente ao seu processo de viver o “não prazer”. Embora a dor seja uma experiência da carne, ela atua na alma e pode, pelo processo de expurgo, operar mudanças no espírito.
Falar sobre a dor dói porque ela sempre estará acompanhada por uma história de tristeza ou machucados.
Em tempos de pandemia, isolamento social e medo, a dor é uma sensação metafísica cuja manifestação se torna coletiva na medida em que o medo é coletivo, o desencarne ocorre de modo coletivo e a luta pela vida é uma incógnita coletiva.
O tempo é de consciência coletiva para melhoramento e amparo do espírito. A dor que lateja é um aviso e convite para melhoramento. A lágrima que cai individualizada convida a chuva a mostrar o sal da Terra.
Quando me reerguer a dor terá me ensinado a ser muito mais forte. E essa força que vem da dor tira da gente qualquer medo.
A culpa, sobre algo que tenha feito, é, quase sempre, prova de empatia. Sem culpa, sem dor, sem consciência.
A dor é uma experiência de desequilíbrio ao mesmo tempo que uma manifestação do universo mostrando a fragilidade humana. Todas as pessoas chegam à vida, quando por meio de parto natural, por um ato de dor. A mãe que espreme seu filho, que abre seu útero, que dilata sua genitália, trás ao mundo uma nova esperança de humanidade. O parto, sem interferência farmacológica, é um ato de dor cujo amor se revela pelo desavio de suportá-la. O parto é um ato de fragilidade.
Compreenda a dor, aquela escondida no peito por anos provinda de experiências vividas, que se manifesta nas palavras. Só haverá dor, onde houver vida!
