Poesias de amor

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Se a moral fosse filha do medo, ela desapareceria na ausência de vigilância; mas o amor a mantém mesmo no silêncio.

A criação não foi um ato de amor, foi um espasmo de tédio de uma entidade que não suportava o próprio vazio.

O amor é o único erro de cálculo que vale a pena cometer num universo indiferente; é a única forma de cuspir na cara do nada e dizer: "Hoje não, hoje eu escolhi a alucinação de ser importante para alguém".

Amor surge do caos como uma faísca em pólvora seca, incendiando almas que outrora congelavam no gelo do desespero solitário.

O amor que se estende a todos não alcança ninguém; é uma moeda inflacionada que perdeu o seu valor de compra.

Definir o humano como pecador e exigir amor ao próximo não é virtude moral, é um paradoxo lógico travestido de fé.

Que jamais nos falte empatia e amor, para entender a lágrima ⁠escondida na dor. Pois ajudar o próximo também é curar aos poucos a própria solidão. Nesse mundo tão frio e cheio de cicatrizes, ser bondade hoje é o que nos faz feliz. Porque quem espalha luz mesmo ferido, descobre que nunca esteve perdido.

A pessoa sóbria, pensa para falar e fala com amor, a pessoa não sóbria, fala sem pensar e joga no ventilador.

A primeira coisa que vou pedir para Jesus Cristo assim que eu chegar no céu é: Pelo amor de Deus, nunca mais me mande para aquele inferno chamado planeta Terra!

Recém-separados que logo se envolvem em novos relacionamentos alegando que ainda tem muito amor para dar, deveriam começar dando a si mesmos.

O amor é sempre, e somente sempre, irracional, nunca uma ovelha exporia seu pescoço para o primeiro que visse, pois enquanto possuir dentes pode estripá-la.

O amor, o tempo, o nada, não podem ser medidos, dissecados. A Verdade é a minha percepção, agora.

Eu amo meu amor. Sinto-me grato por ser agradecido. Sinto-me bem por ser quem percebe. A vida é um presente que me dei.

O Buda constrói um castelo na areia. As vagas o levam. O Buda o constrói novamente. O amor não pode ser vencido.

Como dizer que tudo foi em vão? Não seria justo querer retirar o mérito do amor vivido, somente por ele não ter durando o tempo que imaginamos que duraria. Pouco importa quando chegou, ou quando deixou de ser, o que importa é que o amor existiu.

O conhecimento arruína o amor: à medida que desvendamos nossos próprios segredos, detestamos nossos semelhantes precisamente porque se assemelham a nós.

Emil Cioran
História e utopia. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Sem medo de olhar fundo nos olhos da sedução, Mergulho de braços abertos nesse amor que é mais do que entrega total, ele é a nossa sideração.

Existem vestígios na alma desse amor que não se acaba, e que ninguém apaga. O tempo não nos basta, o amor é primavera que não passa.

Quem não usufrui de amor e respeito, tende a desenvolver uma reação de ódio ou uma desconfiança em relação ao mundo à sua volta.

" O que cabe a eu fazer,farei com muito amor, julgamento alheio me fará cada vez mais forte. Enquanto sou criticado, existe outros mim aplaudindo, se não tiver, não tem problema , as criticas mim darão forças para seguir em frente".