Poesias de Alma

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⁠🌿 O Canto Verde do Universo 🌿

Nas veias da Terra pulsa a seiva,
mistério antigo, ciência e alma.
O botânico, com olhos de estrela,
lê folhas como quem lê salmos em calma.

Em cada broto há um segredo,
em cada flor, um código ancestral.
Da raiz ao céu se faz o enredo
de um universo verde e imortal.

Plantam-se vidas, colhem-se mundos,
em tecidos sutis de clorofila e luz.
O verde pensa, sente e responde,
onde o homem se cala, a planta traduz.

Guardião do tempo e do clima,
tradutor da dança das estações,
o botânico, entre o átomo e o abismo,
descobre curas e revelações.

E assim, nas folhas do silêncio,
escreve o destino da humanidade,
porque quem compreende as plantas,
compreende Deus — e a eternidade.

Inserida por pensadorposmoderno

⁠Da Alma que Anda Descalça

A alma não grita.
Ela sussurra em entrelinhas
e anda descalça pelas ruas do mundo,
pisando certezas como cacos de vidro.

Quem ouve a alma, desaprende o caminho do aplauso.
Mas encontra a si mesmo,
como quem descobre um velho livro
numa estante empoeirada do tempo.

Inserida por pensadorposmoderno

Construa a tua casa, janelas da alma abertas e portas;
Areje todos os cômodos do coração,
permita o sol e do amor as chuvas.
Plante árvores de esperança; ninhos e sombras.
Não deixe que ninguém escolha a cor das tuas paredes,
nem as flores que plantarão em teus canteiros...


Inserida por RaquelOrdones

Talvez a morte seja um passarinho invisível
que repudia a dor; então desata a matéria da alma
e a leva consigo num voo sem sentido reverso.⁠

Inserida por RaquelOrdones

⁠Seu sorriso é um convite,
e dá a mão para a minha alma.
Rodopia meu ser em leveza;
deixando pegadas no céu e
esvoaçam os meus cachos...

Inserida por RaquelOrdones

⁠Existe música, que faz você "viajar" de corpo e alma,
pra outra dimensão do planeta Terra!

Inserida por OtavioBernardes




"Existem músicas... canções... que são um verdadeiro bálsamo
para a nossa alma!"




Otávio ABernardes




Goiânia, 29 de junho de 2025.

Inserida por OtavioBernardes

Alma que resoa nas sombras da minha vida.
Adiqueri experiência num apse do meu apogeu...
Apocalipse de outras auroras.
Me torno entorpecido ⁠por claras lembranças.
Calida floresta no resquícios dos devaneios...
Exalto que a superfície é calma clara até ser obscura por suas atitudes.
Vejo que mundo está mais obtuso...
Pois tudo que acha se tornou assombroso...
Num ambiente onde tudo é muito atroz...
Aonde está sua opinião e apenas um fluxo de um pesadelo.
Aonde nada mais será feito ou importante.

Inserida por celso_nadilo

Su'a doçura em minh’alma

Traz o mais santo e acalma

U’a luz que brota calma

Gravada está a su'a aura



De êxtase e súplica

Certeza prima

Razão última

Eloquente ternura



Provocada em mim

Somente por ti

Com aroma de sapoti

E saborosos beijos de pequi



Traze os dois hemisférios

E todos os mistérios

Das palavras e séculos

Embaladores dos cordões etéreos



A liberdade guia no escuro

Porque crês no augúrio

Que o nosso amor é puro

E que ele terá um lindo futuro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sabor de tudo, sabor de mundo

Com a alma em desterro,

Vais seguindo sem medo,

Levando-me em segredo.



Amo demais os teus sorrisos,

Por ti faço letras dos suspiros,

Gozos, contentamento e risos,

Desenho sonetos novaiorquinos.



Quero de ti de tudo um pouco,

Tenho de ti ainda pouco,

Sou um coração em sufoco,

Esperando pelo meu moço.



Portanto, te aguardo com carinho,

Preparei um céu riscado de estrelas,

E um aconhegante ninho de sutilezas,

Para que voltes a cruzar em meu caminho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Surge o poente diligente

Sinto você ausente

Em carícias e malícias

A minh'alma desafia

Desliza até você

Flutua como embarcação

Irá aportar no teu coração



A tua cor é tingida de poente

Percebi que o teu coração

Esbanja solidão - és carente

Ainda se mantém de pé

Resistentemente valente

Entregando-se com paixão

Buscando ter o coração



Ao som de Ravel

Rompe o fel do cotidiano

Busque o rapapé

Convide para o rastapé

Pare de ficar ocultando

Mergulhe no amor

Se declare na Praia do Jacaré

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você fascina a minh’alma,

Dum jeito que me tira a calma,

Ninguém calcula como é;

Esse adocicado pertencer,



Você sabe que eu sou tua,

Eu nasci para você.

Em repentes alegres,

Pensamentos indecentes,

Aliciam para prazeres,

Inda mais atrevidos,

Resolvi trazer-te,

Para pertencer-te,

Do jeito que lhe convier,

Serei tua menina,

Posso ser a tua namorada,

Serei a tua moça,

Posso ser a tua amante,

E também a tua mulher.



Barrosa canta no terreiro,

Assim vou provocando,

Para te deixar queimando,

Aceso como um candieiro,

Os meus quadris sacolejo,

Para deixar os teus faceiros...



Posso ser cachoeira,

- posso ser o teu amor

Sou branca, negra, índia

e cabocla,

E tu nasceste para ser o

meu senhor.

De carmim pintarei

a minha boca,

Vou vestir-me com a

minha melhor roupa,

Para sair um pouco

da fazenda,

Quero que me leves

até João Pessoa.

E aqui no Sertão não

mais me prenda,

Porque amar pede

liberdade,

Não me faça nenhuma

reprimenda.

Quero que saibas que o

meu coração é teu,

Guarde isso de uma

vez por todas – aprenda.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu te desejo com o seu alvor

A minh'alma pousará na tua mão,

Tenha paciência comigo

Desejo-te mais do que um amigo.



Tenho alma de pomba

O meu jeitinho é de rola mansa

Estou preparada com pompa

E com toda a carícia

Para a boa circunstância.



Aguardo pelo teu bote

Eu me entregarei ao teu toque,

Borbulharemos como peixinhos

Só com o nosso doido amor...



Remar e rimar

N'amplidão do nosso oceano

particular

Rumo além do excitar

Amar mais do que o mar.



Te amando à distância

Com esse amor bem santo,

Escondendo com fino recato:

O meu desejo pelo nosso doce pecado

Receberás um fino trato...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Só de saber
que você existe
e sem ter
como me ver,
a minh'alma
tem esperança:

Todo o dia
tenho feito
uma festa
secreta
no meu peito
a tua espera,...

Até quando
a chuva
é anunciada
pelo vento
e celebrada
em noite de Lua;

Chuva que fez
e faz as cascatas
compôr árias
de águas
descendo
das montanhas,...

Celebrando
a sua chegada,
assim fizeste-me
a tua alma amada,
E eu te fiz bem
e o meu sincero amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Por mais que queiram impôr uma pena

capital à um poeta, na alma dele mora

a chama redentora do mundo celestial.

O poeta é o abolicionista, o inconfidente

essencial - e para ele não há umbral.



O Universo é o prêmio dos poetas,

- nele cabem Ariano e as letras...

O Universo é o boticário dos poetas,

- é nele que removemos a trama espinhenta...



Está no poeta o olho do furacão: ele é

o princípio e o fim de toda revolução.

É fato, que toda a poesia

nasceu para ser castigada - mas nada,

nada mesmo fará a alma do poeta fadigada.



O Universo é o mar dos poetas,

- com ele brincamos com as estrelas...

O Universo tem a força dos poetas,

- o cheiro de nós dois nele se intensa...



O Universo cabe no Sertão e faz lavoura

no Deserto, bobo é aquele que acha que

o poeta não tem nada de esperto...

O poeta finge que dorme, mas sempre

está com um olho fechado e outro aberto.



O Universo cabe na mão do poeta,

- só ele é domina a arte de semear a terra...

O Universo é o instante intacto da ternura,

- ele conhece bem a rota de fuga da amargura...



O prêmio do poeta sempre será o Universo,

- porque no nosso escrever

cabe o Universo inteiro...

O poeta finge que cansa, mas não

desiste nunca - o espírito do poeta é trigueiro,

o poeta arruma sempre um motim festeiro.



O Universo é a geografia dos poetas,

- é nele que abrimos estradas e somos lenda...

O Universo é a casa dos poetas,

- é nele que mora a felicidade imensa...



O poeta já nasceu sabendo

que nada desanima e que tudo desafia - a poesia.

E sempre haverá mil motivos para continuar

escrevendo a poesia.

O poeta conhece a dor, e sabe o quê é a alegria;

conhece o Universo da nostalgia, e o caminho

da galáxia que extasia - o Universo da Poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A minh'alma feminina se esconde

nas rendas e nos versos:

respira, sente e escreve a poesia,

que brota da alma florida.

Não resisto ao amor à moda antiga

Sou uma doce cantiga,

que só com a gentileza combina.



Por mais que venham as nuvens da rebeldia,

não consigo mantê-las para sempre.

Intimista subverto a escuridão em clarão,

e semeio as rosas sem espinhos pelo chão.

Sei de mim e sei de você,

o tempo tem o seu próprio tempo

de fazer brotar a paixão.



Nos perscruto, nos escuto e nos perpasso

a fim de percorrer contigo todos os nossos

- espaços. -

Vou te adorando solenemente a cada passo

- estou nos namorando -

e com a minha poesia te envolvendo

em meus carinhos, beijinhos e abraços...



Tenho por nós o zelo extremo

como a chuva que rega terra

para que a semente brote;

desejando que o amor e a paixão nunca nos falte.

E o sonho infindo de juntos nos banharmos

nessa doçura de dois conduzindo-nos

rumo ao apogeu do amor,

e que nenhum pouco refeitos nunca nos

faremos satisfeitos de nós dois;

E as frações de segundo são e sempre hão de ser

a fiel e teimosa expressão da eternidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Amanheço vendo você

Chegar daqui da sacada

Trazes contigo o teu amor

E a tua alma pacificada

O teu corpo é o livro

Que quero ser poemizada

Não há doçura mais terrena

E mais santificada

Estou rendidamente apaixonada



A tua sensualidade educada

Lindo como o Sol de Primavera

Fizeste do meu coração

A tua morada

Como o gostinho da manhã

Calma serenada

Estou pedindo para ser amada



O amor faz forte o trote

O coração te deseja

Sem retoques

Espero que tenha visto

De longe o meu decote

Estou te vendo você

Chegar de longe

A saudade planeja

Te abraçar inteira

E com o meu jeitinho

Te sacudir bem forte



Eu te quero e torço

Para que você me queira

Somos um poema e uma ventania

Uma mulher e um homem

Querendo companhia

Uma intenção perfeita

Almejada alegria



Vendo você abrindo

A porteira da fazenda

E entrando no coração

Desta prenda faceira

Escrevo esse poema

Que pode virar até canção

Segredo escondido

Por um pedaço de renda

Quero que decore os caminhos

Do meu interior

E de uma só vez você

Me apreenda

Com o teu amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Reservo os meus beijos primaveris

A tua alma poética é como um farol

Sinto daqui os teus toques mais sutis

És cintilante mesmo em dia sem Sol



Ninguém sabe da alegria que guardo

Tenho para você o beijo mais ousado

Um verso erótico para ser sussurrado

Tenho você no meu coração resguardado



Embalo as cadências sem ciências

Estão escritas as cantatas ao luar

Estou tomada por doces indecências

A primavera do amor chegou para ficar



As mais belas flores nos brindando

Os insinuantes odores estão perfumando

As nossas almas estão desabrochando

Os nossos corações estão se amando...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Doce aparição amorosa,
A minh'alma serena o teu nome,
O amor brota no jardim na forma de um poema cor-de-rosa.
Doce reverberação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

(...)



Deitada nas macias dunas,

- e verdejantes

Tocada no fundo d'alma

- tilintante

Embalada pela lira poética,

- em tons extasiantes

Sigo observando os teu passos



Talvez tu não tenha percebido

Que a manhã chegou,

Cheguei sem fazer ruído

Tocando com carinho,

Sou o sonho adormecido

Que tranquilamente acordou,

O amor que não se apagou

Por obra da noite e da aurora;

Personifiquei o sonho de outrora.



Doando passagem para o teu sonho:

Tornei-me realidade.

Eu te amo em castidade,

Pertenço ao desenho mais pleno

Ao sabor da liberdade.



Nada revolve mais a lembrança,

Pois, tu me fortaleces.

Cultivada no aroma da esperança,

Pois, tu me renovas,

Porque quem espera sempre alcança,

Como ninguém tu me perfumas,

Embalada pela oração de uma criança.



A masmorra ainda nos separa,

Sofro como Marília também sofreu,

Chorando na beira do mar,

Contando as conchas para distrair

A falta que tanto faz Dirceu.



Ainda tu reclina-te em memória

O teu peito emoldurando o teu olhar,

Tão lindo e tão puro que nunca há de se apagar,

Os nossos vultos na tíbia luz fizeram história.



Por obra inconfidente, silencio

Guardo do mundo os momentos de amor

Restritos a dois vadios;

Porque de mim carregas o mais sublime:

Tens o amor da estrela,

És o meu sideral espaço, doce e infinito.



(...)

Inserida por anna_flavia_schmitt