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Poesias de Alma

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Bonito é a gente ser a gente mesmo com erros e acertos, mas sentindo no coração e na alma uma vontade incontrolável de ser sempre, sempre um caçador à procura da esperada felicidade.

Aprendi que uma coisa (mal) dita não tem nada que apague. A palavra proferida é um tiro na alma. Pode matar um sentimento. Pode acabar com o amor de alguém. Pode destruir uma amizade. Pode arruinar uma família. Uma palavra pode valer mais do que mil gestos. Pode machucar mais do que um tapa na cara. Pode separar mais do que a distância. Com palavras, eu magoei muita gente que eu amo. Eu perdi gente que eu amei. Mas foi só quando eu tomei uma surra de palavras na cara que eu aprendi.

Nosso corpo esquece tanto quanto nossa alma. É talvez essa capacidade de esquecer que em muitos de nós, explica a renovação da inocência.

Este desejo de capturar o tempo é uma necessidade da alma e dos queixos; mas ao tempo dá Deus habeas corpus.

Machado de Assis
Esaú e Jacó (1904).

A influência exercida sobre a nossa alma, pelos diferentes lugares, é uma coisa digna de observação. Se a melancolia nos conquista infalivelmente quando estamos à beira das águas, uma outra lei da nossa natureza impressionante faz com que, nas montanhas, os nossos sentimentos se purifiquem: ali a paixão ganha em profundidade o que parece perder em vivacidade.

Inserida por gtrevisol

Então, no teu ouvido duro, na tua alma fria, e vou dizendo leve, e vou dizendo longo sem pausa - gosto muito de você.

Inserida por cacau0liveira

É típico do ser humano pobre de alma, que critica nos outros aquilo que é incapaz de ser! É uma vontade sem tamanho de fazer tudo que você faz, ter o que você tem e ser igual a você!

Inserida por jeanrosana

Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates… Apague minhas interrogações.

Inserida por alines2

Vai chegar um tempo onde aquelas bagagens pesadas na alma simplesmente irão se evaporar. Porque o correto daqui em diante é viver como pluma. Alma leve. E podemos levar em novas bagagens só o que convém...

Inserida por jeanrosana

E às vezes no silêncio do meu dia, no momento mais conturbado da minha alma, paro pra pensar em quando tudo isso começou. Eu sei, todos nós desperdiçamos oportunidades, chances, pessoas, amores… Mas de alguma forma, quando eu te conheci, eu sabia que seria você. Talvez tenha demorado pra perceber, mas o fato foi que percebi e naquele momento eu tive a certeza de que não podia te perder. Eu temia que fosse amor. Mas, de repente me senti tomada por algo mais forte que eu e de alguma forma você teria que ser meu.

Inserida por martinslicia

"O que faz a gente gostar mais de uma coisa do que outra, é a consciência literária da alma."

Inserida por MitaSames

Refletir sobre a amizade é algo da maior importância, pois a amizade é uma bênção que nasceu do coração de Deus. Na Trindade, temos um belo exemplo de amizade e de cumplicidade, onde as pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo dignificam um ao outro. Amizade da alma, fidelidade e mentoria foi uma das grandes marcas do ministério de Jesus, que mostrou-se solidário e amigo nas situações mais difíceis. Diante do complexo mundo dos relacionamentos interpessoais, falar de amizade é uma necessidade urgente. É triste constatar como os relacionamentos têm se tornado superficiais em nossos dias. Diante de uma vida agitada e estressada, muitos já não encontram mais o espaço da cumplicidade e da empatia em seus relacionamentos, seja no lar, na empresa, na igreja ou no próprio círculo de amigos.

Inserida por alcindoalmeida

Unidade

Minh’alma estava naquele instante
Fora de mim longe muito longe

Chegaste
E desde logo foi Verão
O Verão com as suas palmas
os seus mormaços
os seus ventos de sôfrega mocidade
Debalde os teus afagos insinuavam quebranto e molície
O instinto de penetração já despertado
Era como uma seta de fogo

Foi então que min’alma veio vindo
Veio vindo de muito longe
Veio vindo
Para de súbito entrar-me violenta e sacudir-me todo
No momento fugaz da
unidade.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M., Poesias de Manuel Bandeira, Portugália Ed., 1968

Não deixe minha alma dormir
Ela tem estado tão acordada nas noites que passo ao seu lado
Mesmo distante, ela chora se sente ausencia de espirito
Machucados param de doer com o tempo, eles se tornam cicatrizes
Que ficam marcadas, mas, não alteram o emocional.. Não doem..
Não trazem dor e nem felicidade..
Somente indiferença..
Minha alma tem estado tão acordada
E tem acreditado em tudo que a sua boca propoe à minha cabeça
Mas é dificil acreditar naquilo que você não vê
E não tens me mostrado muita coisa
Portanto eu luto pra não deixar minha alma dormir
Enquanto vejo sua alma sonhando
Lembro de quando ela corria de um lado pro outro com a minha
Acelerando o batimento e esquentando a pulsação
Eram melhores amigas, assim como nós
Mas hoje já não posso mais enchergar isso
Por traz de mentiras e segredos.. Ameaças
Enganos.. Talvez tenha sido isso..
Acordei minha alma pra brincar com a alma errada
E hoje ela ta cansando de brincar sozinha, quer voltar a dormir
Eu, juro, não queria que isso acontecesse, pois gostava muito da sensação que as duas juntas me proporcionava
Mas, não sinto mais a confiança que eu sentia..
E não tem sido facil conviver com humilhações, indignações, raiva, brigas, desprezo, falta de compreenção, egoismo total
entre outras pequenas coisas, que eram totalmente invisiveis ao meu coração que só pensava em sentir..
Mas hoje meus olhos abrem pras imperfeições que rodeiam nossos corpos, assim como você diz, apontou, e eu vi, eu tenho muitos defeitos
Nós temos.. Eu te amo

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você?
Isso me acalma
Me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo
Caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão

É um espelho sem razão
Quer amor fique aqui?

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma
Me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo
Caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão

É um espelho sem razão
Quer amor fique aqui?

Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui

Amor I love you
Amor I love you
Amor I love you
Amor I love you(bis)

Primo Basílio - Eça de Queiroz (1878)
(é recitado por Arnaldo Antunes na música)

" - Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas
sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que
saía
delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho
lépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim uma existência
superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."

Amor I love you
Amor I love you
Amor I love you
Amor I love you

Eu sou o poeta do Corpo

Eu sou o poeta do Corpo
e sou o poeta da alma,
as delícias do céu
estão em mim
e os horrores do inferno
estão em mim
- o primeiro eu enxerto
e amplio ao meu redor,
o segundo eu traduzo
em nova língua.

Eu sou o poeta da mulher
tanto quanto o do homem
e digo que tanta grandeza existe
no ser mulher
quanta no ser homem,
e digo que não há nada maior
do que uma mãe de homens.

Canto o cântico da expansão e orgulho:
já temos tido o bastante
em esquivanças e súplicas,
eu mostro que tamanho
nada mais é do que desenvolvimento.

você já passou os outros,
já chegou a Presidente?
É pouco: até aí hão de chegar
e irão ainda mais longe.

Eu sou aquele que vai com a noite
tenra e crescente,
e invoco a terra e o mar
que a noite leva pela metade.
Aperte mais, noite de peito nu!
Aperte mais, noite nutriz magnética!
Noite dos ventos do sul,
noite das poucas estrelas grandes!
Noite silenciosa que me acena
- alucinada noite nua de verão!

Sorria, ó terra cheia de volúpia,
de hálito frio!
Terra das árvores líquidas e dormentes!
Terra em que o sol se põe longe,
terra dos montes cobertos de névoa!
Terra do vítreo gotejar da lua cheia
apenas tinta de azul!
Terra do brilho e sombrio encontro
nas enchentes do rio!
Terra do cinza límpido das nuvens,
por meu gosto mais claras e brilhantes!
Terra que faz a curva bem distante,
rica terra de macieiras em flor!
Sorria: o seu amante vem chegando!

Pródiga, amor você tem dado a mim:
o que eu dou a você, por tanto, é amor
- indizível e apaixonado amor!

Walt Whitman

Nota: Canto a Mim Mesmo

Nossa alma tem estranhas veredas.

Podemos ouvir ou ler, chocados em maior ou menor grau, a notícia de um massacre de crianças e esquecer o fato no instante seguinte, continuando a viver como se nada tivesse acontecido.

No entanto, se na rua um amigo estimado nos nega o cumprimento, voltamos para casa abalados e passamos uma noite insone, a nos revolver na cama e pensar no "fato" com uma impressão de catástrofe.

O sorriso é o elo entre a alma e o mundo,
e tem a força de despertar no coração uma
amizade profunda e duradoura, o começo de
um romance, a aliança de um amor,
ou o perdão incondicional...

Eu

Nas calçadas pisadas
de minha alma
passadas de loucos estalam
calcâneos de frases ásperas
Onde
forcas
esganam cidades
e em nós de nuvens coagulam
pescoços de torres
oblíquas

soluçando eu avanço por vias que se encruzilham
à vista
de crucifixos
polícias

1913

Ah! vem, alma sombria que pranteias.
Por quem choras? Por mim?
Em vez de prantos
Deixa-me suspirar a teus joelhos.
Tu sim és pura. Os anjos da inocência
Poderiam amar sobre teu seio.
Aperta minha mão! Senta-te um pouco
Bem unida a minha alma em meus joelhos,
Assim parece que um abraço aperta
Nossas almas que sofrem. Revivamos!
O passado é um sonh, o mundo é largo,
Fugiremos à pátria. Iremos longe
Habitar num deserto. No meu peito
Eu tenho amores para encher de encantos
Uma alma de mulher
Por que sorriste?
Sou um louco. Maldita a folha negra
Em que Deus escreveu a minha sina
Maldita minha mãe, que entre os joelhos
Não soubeste apertar, quando eu nascia,
O meu corpo infantil! Maldita!