Poesias curtas de Amor

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“Quando o Direito protege a dignidade, ele se aproxima do amor sem precisar pronunciar seu nome.”

“O amor não conhece tribunais, mas muitas vezes é diante deles que descobrimos se realmente aprendemos a amar.”

“Toda pessoa deveria encontrar no Direito aquilo que o amor promete: não ser tratada como coisa.”

“O amor é liberdade compartilhada; quando exige submissão, já começou a abandonar a linguagem do amor.”

“A justiça é o amor pela dignidade quando o afeto pessoal já não pode escolher quem merece proteção.”

“O Direito não existe para ensinar os homens a amar, mas para impedir que a falta de amor destrua os direitos uns dos outros.”

“Talvez a forma mais elevada de amor jurídico seja proteger alguém que jamais poderá nos retribuir.”

“O amor pergunta ‘como posso cuidar de você?’; o Direito pergunta ‘como impedir que alguém possa destruí-lo?’.”

Adoro as mulheres; talvez por isso jamais tenha desejado submeter a liberdade do amor à arquitetura de um casamento.

O amor nasce da liberdade do encontro; o casamento, quando mal compreendido, pode convertê-la na liturgia silenciosa da obrigação.

O amor deseja a presença do outro; o casamento pode transformar esse desejo em uma gramática de pertencimento.

O casamento não necessariamente extingue o amor; às vezes apenas substitui o mistério que o alimentava pela familiaridade que o administra.

Quando o amor necessita de garantias para permanecer, talvez já esteja procurando na lei aquilo que deixou de encontrar no desejo.

O amor é uma experiência da liberdade; sua institucionalização é a tentativa humana de conferir estabilidade jurídica ao que nasceu sem contrato.

O amor pode suportar a distância porque pertence à liberdade; o casamento, quando reduzido à posse, passa a temê-la como se toda ausência fosse uma sentença.

Talvez o amor seja uma de nossas escolhas mais arbitrárias: encontramos uma pessoa entre milhões e damos ao acaso o nome de destino.

Ser privado de amor é uma ferida; tornar-se incapaz de amar é transformar a própria alma em território desabitado.

O amor continua sendo a experiência mais sofisticada que temos de perder temporariamente o controle sobre nós mesmos.

O amor de si procura preservar a própria existência; o amor-próprio nasce quando a consciência começa a medir seu valor pelo olhar e pela comparação com os demais.

Existem vestígios na alma desse amor que não se acaba, e que ninguém apaga. O tempo não nos basta, o amor é primavera que não passa.