Poesias curtas que falam direto ao coração
Quando a constelação
Cruzeiro do Sul
encontra a posição
no nosso Hemisfério,
Coloco a confiança
sob a Chakana
pelos teus olhos
que tanto enalteço,
e venero acordada
porque não te esqueço.
De qualquer ângulo
como quem vê um
filme em dia de estreia,
Olhar nos seus olhos
como quem aprecia
um pé de Bacuri carregado,
Com o coração gamado
e beijos apaixonados
por todos os nossos lados.
(É sobre erotismo aberto
sem dizer uma só palavra)
O Taperebá florido
recorda que teremos
frutos para fazer
doces com amor,
Se isso não é poesia,
não faço a mínima
daquilo que seja,
Mas sei que Taperebá
tem algo parecido
quando se beija
e a gente se enleia.
Com as palmas da mãos
repletas de Muruci,
Diante dos olhos teus
a Iara dos teus dias,
A minh'alma brasileira,
se orgulha ser inteira,
Ser poeta, poema,
primeira e derradeira.
Desejos de Açaí
desde o dia que te vi,
Versos Intimistas
guardados para ti,
e que para outro
alguém jamais escrevi.
(É sobre nós em segredo).
Na sua pele doce
como Cupuaçu colher
Versos Intimistas
para juntos escrever
em silêncio poesias,
e só de muito amor viver.
Não esquecer genuinamente
daquilo que traz paz
como quem busca serenamente
colher Pequiá,
É assim que se deve entender
para se chegar onde quer.
Por ironia do destino
tu haverá de recitar
os meu Versos Intimistas
como quem saboreia
mais de um Bacupari nos lábios,
E fará questão ser
poema por todos os lados.
Plantei no coração
Versos Intimistas
como quem planta
Taperebá para o amor
crescer e surpreender,
Quando menos imaginar,
estarei dentro de ti
florescendo e frutificando,
e estará prá valer amando.
Lábios de Pitanga Vermelha
para te deixar marcar de amor,
Versos Intimista para inteiro
cobrir e conseguir o quê quero,
Ser o teu melhor destino eleito,
o paraíso e todo o teu Universo.
Pintei os meus lábios
com uma Pitanga Vermelha
para colar nos teus lábios,
Assim se fez um poema
sem nenhuma palavra
e com toda a entrega,
Ali no meio do mato,
com alegria poética
do peito que te venera.
Teu beijo de sabor
suave de Pitanga Amarela
me leva desta terra,
faz com que eu viaje
e com que esqueça de guerra.
O florescer do Embiruçu
para dar-nos tanto
além do mês de julho,
É o quê desejo com
muito amor profundo
com o sentimento
ancestral e de mundo,
Tomar com domínio
e calma cada novo giro
do tempo no destino.
Aquela Iara com
um beijo de sabor
de Pitanga do Mato
capaz de te levar
e deixar-te enredado,
Num piscar de olhos
ficará apaixonado.
(Considere-se avisado).
Ouvi as ordens de Tupã,
me desviei de Jurupari
e de seus mensageiros,
Plantei no meu coração
os teus olhos de Guaraná
sublimes e brasileiros,
Sempre junto estará
comigo perto ou de longe,
Com tudo aquilo que
não disfarça e nem esconde.
A memória de um tempo
como Caipora correndo
veloz e solto na mata
para desatar os nós
que os homens criaram,
Dá para perceber
que não não aprenderam
nada e que não desejam
nem nunca aprender,
Para não perder o brio
sigo o curso indicado pelo rio.
Ânimo de Angoéra
dançando com
as moças na festa
até o Sol raiar,
É assim que te quero
ver pelo salão
da vida a rodopiar,
Porque mesmo
que tudo desafia,
o importante é
nunca se esquecer
de cuidar da alegria,
e sempre encontrar
uma razão para festejar.
Não me casei
por duas razões:
porque não
fui encontrada,
E também
não encontrei;
Continuo crendo
no amor como lei.
Que cresça
sem lenda
e do jeito que
a vida queira,
Que venha
a Tamba-Tajá
sem mistérios
e sem nenhuma
preocupação,
se o seu coração
é meu ou não.
