Poesia sobre Silêncio
"Hoje escolho o silêncio que edifica, não a palavra que reclama. Reconheço que o outro é um universo fora do meu domínio e, por isso, assumo plenamente o governo da minha própria jornada. Minha energia é sagrada, razão pela qual prefiro destiná-la à criação e jamais ao lamento."
A labareda da agressividade avançou sobre o límpido silêncio do gelo. No confronto, o fogo feriu, mas foi a vulnerabilidade do agredido que o derrotou. Das lágrimas gélidas da vítima brotou a torrente que extinguiu o carrasco. O fogo consumiu-se no próprio veneno, apagado pelo renascimento da água que um dia foi gelo.
Palavras, na maioria das vezes são mal interpretadas, por isso, faça silêncio ou evite conversar com pessoas insensíveis, ignorantes! Pare de se preocupar em mostrar seu ouro para cegos!
O silêncio não é vazio; é um espaço sagrado onde o espírito finalmente pode ser ouvido sem interferências.
Há um silêncio que não cala — entre o sopro do mundo e a carne da dúvida, é lá que o ser se inventa.
Pra semana que começa, que Deus nos surpreenda em silêncio: no detalhe, no cuidado invisível, na resposta que chega sem aviso. Que a fé sustente e o coração reconheça cada bênção.
Uns mostram alegrias, outros tristezas, durante o silêncio e a perseverança das obras empreendedoras de Jesus.
Eu não confronto a dor deles; eu a envolvo em silêncio luminoso, confiando que o amor maior sabe o momento exato de transformar sofrimento em sabedoria.
Desabafar em silêncio não é fraqueza, é um escudo, muito melhor do que expor sua vida a ouvidos e bocas que desejam o seu mal.
A vida segue com suas voltas e caminhos, e há instantes em que o silêncio nos encontra, seja como merecimento, seja como escolha.
Que os sorrisos sejam meus melhores amigos, que o meu andar em silêncio seja traduzido em versos, que as minhas referências sejam sempre bons compartilhamentos de alegrias.
O silêncio ritual não é ausência de som, é alinhamento; nele, o espírito encontra espaço para reorganizar aquilo que estava em desordem.
Há quem se esconda em mágoas, quem se abrigue em culpas, quem construa refúgios de silêncio e dor. Mas há também quem encontre refúgio em Deus, em um abraço, em um café quente, em uma esperança que insiste em não morrer.
O desgosto é um silêncio pesado dentro da alma. Não grita, mas corrói devagar. É o choque entre o que esperávamos e o que a vida entregou, uma ferida que não sangra por fora, mas exige do coração uma força que ele nem sempre estava pronto para dar. O desgosto não é apenas um sentimento — é um peso que o corpo inteiro aprende a carregar.
Há momentos em que toda companhia se ausenta, e resta apenas o silêncio entre você e o divino. Nesse espaço, aprende-se que a suficiência não vem da ausência de tudo, mas da presença do essencial.
Não interprete erradamente o meu silêncio, pois o mesmo pode estar analisando uma forma mais adequada de acalentar as tuas aflições, que tanto os seus olhos falam a mim que invadiu o teu ser;
Deixe que te julguem, te aponte ou desdenhe a sua capacidade, pois o silêncio alimenta a sabedoria de quem tem a razão;
Se eu sofrer será no meu silêncio, gritando em meus versos mais intensos sobrepondo certezas ao meu coração;
Quando a razão quer o silêncio da noite e a inspiração o barulho do dia, as palavras borbulham como ácido no coração;
Só quero me encontrar,envelhecer entre as verdades e provar que sou capaz em calar-me pelo silêncio da vida;
