Poesia sobre Silêncio
“É só no silêncio que o amor toma consciência de sua essência miraculosa, de sua liberdade e de sua potência de intimidade. As palavras ditas destroem sua penugem e sua graça sempre nascente. Quem duvidaria que, no Paraíso, os espíritos desfrutam de si mesmos comunicando-se com Deus e com os outros espíritos no fervor de um perfeito silêncio?”
Cartola já dizia que as rosas não falam, mas essas tem o meu amor e em silêncio vão dizer ao seu coração tudo que sinto.
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão. Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos como um deus e amanheço mortal.
Uma pessoa calada talvez seja a mais perigosa, porque além do silêncio, está observando tudo e todos que estão a sua volta.
Deve o homem entrar, cada dia, por meia hora, no silêncio de dentro e fechar todas as portas aos ruídos de fora.
“Acho lindo quem se comunica em silêncio; com um olhar, um sorriso. Tem coisa mais incrível que falar sem dizer uma palavra? Dizer tudo, sem dizer nada.”
Eu te amo calado, como quem ouve uma sinfonia de silêncio e de luz... Nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncios e sons... Tem certas coisas que eu não sei dizer...
Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que você é especial.
Que tudo venha assim, no silêncio, devagar, sem fazer alarde. Leve como uma folha que cai no outono e intenso como o calor do verão.
A amizade começa quando, estando juntas, duas pessoas podem permanecer em silêncio sem se sentir constrangidas.
Diante do Belo, não temos outra atitude, a não ser guardar as palavras, se unir ao silencio e com toda força do coração, da mente e da alma, se permitir contemplar.
Certa vez alguém disse que nada grita mais alto que o som do silêncio. E na cruz a dois mil anos atrás, o silêncio que sucedeu a conssumação, foi e continua sendo o maior, mais belo e mais sonoro "eu te amo" que já foi dito, e não há obras ou sacrifícios que possamos fazer pra responder a essa declaração de amor. Apenas pela graça e misericórdia desse Deus apaixonado é que correspondemos, com a renúncia de nossas vidas, a esse amor incondicional.
Eu gosto do coração na boca, do friozinho na barriga, de gargalhar com corpo, do silêncio de um olhar,do pôr do sol, das mágicas que há nos encontros, do enlace das mãos e a troca das frases perdidas...
Hoje aprendi que; o coração diz as mais belas palavras no seu silêncio - através da força do caráter. Assim como o pôr do Sol - através de sua original beleza - no seu silêncio encanta nossos olhos.
Uma agressão verbal pode ser tão pior quanto uma agressão física, assim como um silêncio pode magoar tanto quanto uma simples palavra.
Aqueles olhares cruzados que dialogam em silêncio são uma expressão da cumplicidade existente entre as pessoas. E quando assim acontece, as palavras tornam-se desnecessárias permitindo que em segredo sejam ditas tantas coisas.
Sábio foi o homem que escolheu o silêncio como forma discução. O silêncio é o argumento dos sábios. Certas coisas não valem as palavras, ou até mesmo os gritos. Certas coisas são tão insignificantes que não valem um espaço no pensamento, nem mesmo um pouco de raiva. Como uma crítica mal feita, mal elaborada. Certas coisas não valem o esforço de uma atitude drástica. Sábio é aquele que escolhe o silêncio como arma. Na madrugada gelada o silêncio é o cobertor dos mendigos. Na tarde chuvosa o silêncio é som da leitura. O silêncio é uma oração, um credo, um amém. O silêncio é desespero, é calmaria, é tempestade, é garoa; O silêncio é o livro dos sábios, é o prefossor da criança psicopata e o amigo do escritor romancista. O silêncio é a guerra interna que acontece dentro de mim.
Mergulhada no silêncio dos que se observam... Um filme, um livro, uma música, um acontecimento convencional que mexeu mais do que o normal e essas coisas de achar que eu não sou deste planeta, mas que apenas estou nele: eis a minha necessidade de aceitação. Mas sei também que pessoas são Universos e que eu, o sendo, tenho que cuidar para que esteja confortável nele, ou seja, em mim. Chorei quando estava triste, senti saudades fundas, dei gargalhadas de situações absolutamente normais, tive ideias “geniais”, abracei, fui acariciada, fiquei aninhada no amor, depois me enrosquei com a solitude... Fiz tudo o que quis e pude. E percebi cada um destes sentimentos e minhas reações a eles. Mas o que percebo, é que a alegria que mora em mim clama por vida, não somente pelo sossego; clama pelo dinamismo, pelas mudanças, pela sobriedade, pela esperança. O que há de irremediável não se cura com placebos. Se eu rejeito é porque não quero. Se eu recebo é porque já participa de algo aqui dentro. Minhas ambições são apenas estar com a roupa adequada para quando eu sumir nesta estrada, nunca sentir que minha intuição e o meu coração estão desagasalhados...
Aquilo que melhor expressa, o que não pode ser expressado, é o silêncio de dois corações fundidos num só em nome do amor.
