Poesia sobre poesia
Acho que continuo imatura na minha idade madura, tenho muitas ilusões sobre muitas coisas ainda, sofro por coisas que não merecem meu sofrer é preciso aceitar, amo pessoas que são mais loucas do que jamais fui, mas tenho tranquilidade para saber tudo isso em mim.Aceito-me com doçura de criança.
...sobre relação humana/humano sempre, ainda que tenha mudado com o tempo ao meu modo alguns modos, meu módulo essencial é o mesmo a base é a verdade.
Sobre a inocência...É tão lindo vê-la brilhando nos olhos, refletindo o coração dentro d'alma, antes de ser contaminada pelas palmas do mundo.
...sobre o amor, é bem assim, uma segurança insegura, uma loucura que se cura com a presença, mas deixa efeito colateral com a ausência...Um frio que percorre a espinha dorsal congela o coração fractal, que tenta manter o vício aflito do batimento imprescindível, busca alento, quem sabe no vento que conduz o melro que seduz com poesia...
conjugamento do verbo, motivado e aberto aos passaredos que pousam em degredos voluntários sobre os vinhedos, sem medo de embriagar-se de vinho e contar seus segredos.
O escritor tem um vício incurável, rabiscar o universo, falar de tudo e de todos que falam sobre tudo, dá viço, com muita maestria, na ponta do lápis se não virar conto, vira poesia num rabisco.
O ato de cultivar a paciência tem efeito heróico quando é predominante sobre as situações de ansiedade, nervosismo e de tomada de decisões.
Entre o falar e o fazer há uma ponte sobre um vazio infinito, cujas guardiãs são a coragem e a capacidade, somente os que as dominam conseguem atravessar e chegar ao objetivo pleiteado.
Os adeptos da bajulação vivem perdidos e confusos sobre quais caminhos devem percorrer. Vivem a angústia de não conseguir trilhar o seu caminho de vida por estarem permanentemente ocupados na suavização dos caminhos alheios.
A reflexão sobre nossos reais desejos e potencialidades pode nos livrar da precipitação e impulsividade, atitudes inconsequentes e desencadeadoras de arrependimentos nocivos.
Exemplos alheios potencializam nossa percepção para tomadas de decisão sobre a direção dos nossos próximos passos na vida.
A ausência de sérios desconfortos em nossa vida é um indício importante para refletirmos sobre a distância que nos encontramos em relação à felicidade desejada.
Quem raciocina sobre a certeza de sua finitude, ignora as tolices cotidianas para aproveitar melhor seu tempo de vida com o que realmente importa.
Quando o ego da pessoa é predominante sobre suas necessidades de pedir auxílio alheio, recaem sobre ela, constantes abreviações de oportunidades de interações sociais, além de insucesso em seu desenvolvimento humano.
Quando me ajoelho diante das raízes dos meus erros e me coloco a refletir sobre suas causas, minhas aflições diminuem e me dão espaço para a compreensão de minhas necessidades rumo a minha reconstrução e possibilidade de acertos futuros.
O hábito de ouvir e discernir sobre o que aproveitar de promissor dos conteúdos das conversas que se ouviu é um fator significativo na escolha do roteiro desejado para sua vida.
O fato de duvidarmos de nós mesmos é um privilégio que nos faz refletir sobre nossas limitações e possibilidades, instiga-nos a procurar soluções oportunas para o suprimento de nossas necessidades.
Não espere ser interpretado corretamente quando estiver falando sobre assuntos polêmicos, afinal, a pluralidade de experiências de vida multiplicam opiniões em várias direções.
Evite verbalizar seus pensamentos mais críticos antes de refletir sobre suas consequências, afinal, conversas desnecessárias e mal entendidas, mais te rebaixam que te elevam.
Nunca queira experimentar a força da soma e da multiplicação sobre os seus problemas, priorize a subtração e a divisão na tentativa de livrar-se deles.
