Primavera: poemas e poesias que florescem no coração
Somos a primavera que nunca se cansa,
O livro que se abre, sem ter mais final.
No tempo, pairamos, em terna dança,
Um amor que a vida não pôs no portal.
Somos jovens demais para a dor que nos toca,
Para o adeus que o futuro insiste em soprar.
A alma, ingénua e forte, ainda se choca
Com o cinza que a aurora há de nos mostrar.
Éramos a promessa, o brilho sem fim,
Agora, a saudade que o hoje não sente.
Eternos amantes, neste jardim,
Jovens demais para sermos... ausentes.
Teu sorriso chegou como primavera,
silencioso e cheio de vida,
transformando dias comuns
em lembranças inesquecíveis.
MANHÃ DE PRIMAVERA
Sempre bela,
a primavera em flor
ilumina esta manhã.
Com vento suave,
perfumes se exalam
por entre seus passos.
Parece até que falam
palavras de amor
ao meu coração.
Cores, flores,
ventos e amores
colorem a vida
e nos enchem de esperança.
Como aquela criança
que corre e se deita,
plenamente feliz,
neste jardim.
Sandro Sansão da Silva Costa
Sou o nascer das flores,
o perfume leve que anuncia a PRIMAVERA.
Sou a brisa morna
que encosta de leve no fim das tardes de VERÃO.
Sou o ouro das folhas,
os tons castanhos do tempo,
o cheiro da chuva que antecede o OUTONO.
Sou o silêncio que se espalha pelas ruas,
as noites longas,
o abrigo quente das cobertas no INVERNO.
Sou o movimento invisível dos dias,
dos meses, dos anos —
o tempo em marcha constante, indiferente.
Sou aquele que muitos dizem
ter a sorte de encontrar.
Mas sou, sobretudo,
o que passa.
Ciclo sem fim (versão 2)
Vem primavera,
Mostre suas pétalas,
Como sonhos,
Deixe-os voar,
Folhas coloridas que nascem,
Como lagartas que secam,
Dando seu lugar,
Como esperança,
Tem sempre que regar,
Deixe-os voar,
É o ciclo sem fim,
Novas vidas em novas pétalas,
Novas ideias em novas formas,
Acontece a todas hora,
Nada se repete,
Tudo se completa,
É o ciclo sem fim.
Manhã de Primavera,...
Em meio à Natureza,...
Visão linda que impera,...
Aos olhos de quem vê tua beleza,...
Bela feliz e sorridente,...
Adoro ver-te contente,...
Por que te amo minha Princesa....
BOA TARDE!
Permita que a vida te dê o encanto, assim como a primavera dá para as flores!
FELIZ SÁBADO!
No primeiro dia de primavera,
o sol brilhou radiante no teu olhar,
e a primeira flor desabrochou
no jardim do nosso amor.
Os pássaros voavam em revoada,
cantando a música do amor.
Os raios brilhantes do sol
criavam linhas no céu.
Era um dia perfeito para se apaixonar.
O perfume das flores se espalhava pelo ar.
Era a estação mais doce,
que coloria tudo.
A estação do amor.
Marcio Melo
A primavera nos ensina que nada é definitivo, mas tudo tem seu tempo. Ela chega com cores, perfumes e vida renovada, provando que a natureza sabe recomeçar: o que parecia morto sob o inverno desperta outra vez, forte e bonito.
E quando pensamos também na morte, não é para ver o fim como apenas uma ruptura triste, mas como a outra parte da mesma lei da existência. Assim como as flores desabrocham e depois murcham, caem e se transformam em adubo para nova vida, a nossa passagem faz parte desse ciclo eterno.
Não há primavera sem ter havido semente entregue à terra. Não há renascimento sem que algo antes se complete. A beleza da estação nova não nega a morte, ela nos mostra que a finitude não é fracasso: é o preço da própria beleza, da intensidade de viver e de amar.
Viver com consciência disso é ganhar sabedoria: aproveitamos melhor cada dia, cada encontro, cada momento de luz, sabendo que tudo é passageiro e, por isso mesmo, se torna mais precioso. A primavera nos lembra: enquanto houver vida, há renovação; e quando chegar a hora da partida, seremos também parte do caminho que segue adiante.
Cuide do seu coração como quem rega um jardim que ainda acredita na primavera.
Deixe o perdão abrir espaço onde a dor insistiu em ficar. Abra as janelas da alma para que a luz encontre o caminho de volta.
Escolha pensamentos que façam bem, acolha com ternura o que você sente e tenha paciência com aquilo que ainda está aprendendo a florescer dentro de você.
Edna de Andrade @coisasqueeusei.edna
Primavera.
Reviro as bordas de cadeias
Inclusas nas inércias mortalhas
Retiro braços, auréolas, surfadas na mente.
Decente
Incapaz, se desfaz em ira no legado inerte
Redundando ondas celestiais azuis
Normais
Aliás, são nuvens dispersas.
Nos porões das sacras profanas idéias
Será um grito,
Ou apenas um mito?
Que motivam ainda que mero acaso
O descaso da serpente
Inocente, morta por flores carnívoras.
Que devoram.
Silencioso manjar
Alvo de nossa rebeldia, outro dia falece.
Enobrece anciões forjados
No lume da reticência mal contada
De uma vida jogada na vala
História de tirar o gosto
Era agosto
Mas se bem me lembro
Suas cores, pleno setembro...
PECADO
“” Não sei se me acuso ou defendo
Mas não quero esconder dos teus olhos
A primavera que pretendo
Olhos que o coração ensinou a gostar
A querer intensamente, a amar.
Não busco ser o definitivo pra vc.
Mas ouso ser só seu
O que cabe em sua vida
Nesses versos que a ti componho.
O meu pecado foi te encontrar
Numa manhã ensolarada de outono
Onde a vida que nasce de um desejo
De você hoje, ser meu maior sonho...””
Menina borboleta
nunca percebeu
que o jardim morava dentro
carregava primavera nos olhos
vento nos cabelos
e um silêncio cheio de cor
aprendeu que crescer
não é deixar pétalas pelo chão
é criar asas
mesmo com medo
menina borboleta
abrindo o mundo devagar
sem pressa
só luz
Vislumbrada com a colorida primavera que de tempos em tempos invadia o azul daquela pequena e vibrante esfera, Romã escapuliu escondidinha da sua constelação de virgem e mergulhou no mar das estrelas cadentes que passam a vida toda viajandode cá pra lá e de lá pra cá rapidamente, e foi assim pegando carona nelas que ela chegou aqui na terra e pode ver de perto as flores, cujas cores refletiam deliciosos cheiros e sabores nas gotas de brilho da casa dela.
"Romã, o segredo dos amantes" fl.1
Cultivando minha primavera, para que nunca me faltem flores.
Quem sabe o amor que plantei e tenho regado também venha a florescer?
Sigo cuidando, mesmo quando não há sinais,
porque aprendi que nem toda raiz se revela de imediato.
Algumas crescem no escuro, em silêncio,
antes de ousarem tocar a luz.
E enquanto o tempo cumpre o seu papel,
eu não deixo de me florir.
Porque há beleza em quem permanece,
em quem cultiva,
em quem acredita
mesmo sem garantias.
Se for para florescer, que seja inteiro.
Se for para ficar, que seja com raízes.
E se não for…
ainda assim, minha primavera não se perde.
Os ursos atravessam o inverno recolhidos à caverna, sustentados pela gordura acumulada na primavera e no verão. Muitos seres humanos sobrevivem das boas lembranças de suas próprias primaveras e verões da vida. O presente virou passado; e o futuro ah, o futuro, uma palavra quase sem sentido.
Pensamento assim está tudo errado. A existência não se cumpre apenas na saudade do que já foi. Cada dia exige o esforço de construir novas primaveras, mesmo quando o inverno interior pareça interminável. O passado alimenta, mas não pode aprisionar.
Primavera de corações tristes
Na primavera, florescem as esperanças...
Os corações, em desatino, porém, sozinhos batem descompassadamente.
Ventos suaves sopram suaves lembranças...
E a luz do sol revela destinos perdidos que a felicidade nunca alcançam.
Butterfly de sonhos, aflitos em dor,
suspiros se perdem entre pétalas emurchecidas...
Tristes melodias, ecoando o amor que todo coração pra si almejaria...
Num ciclo eterno, em que a saudade é uma fúria nunca adormecida.
Caminhos floridos, mas sós, sem conforto... sem abrigo...
Os rostos sorriem, mas os olhos choram...
E sob o céu azul, um riso antigo
repete a tristeza que os corações devoram.
Oh, primavera! Teus coloridos encantos trazes...
Mas, que fazer com os sentimentos quebrados?
No silêncio dos campos, os lamentos são tantos,
E os destinos silenciosos sofrem amargurados...
De estação em estação passam sem nunca saber o que é ser amado.
As Quatro Estações de Nós
Seus olhos eram como a primavera,
seu brilho faziameu coração se abrir,
assim como as flores desabrocham ao toque da luz
e as árvores renascem
após longos outonos,
Sua pele era fria como o gelo,
era como neve branca que prevalece ao inverno.
Nós tínhamos uma química
quente como o verão.
Mas, no fim,
fomos outono.
Caímos como folhas secas,
e o que era “nós”
virou chão.
Morreu.
Pois agora,
duas almas são condenadas
a vagar por esse mundo vasto,
até encontrar
a primavera no olhar de outro alguém,
e renascer novamente.
Estou vivendo um momento saboroso,
colhendo as conquistas
do verão e semeando a
primavera em pleno outono...
-Marta Felipe-
Primavera. Dias de vento, de chuva e de mudanças.
Talvez seja tempo de abrir as gavetas da alma, reorganizar o que ficou guardado e revisitar aquilo que, por algum motivo, deixamos para depois.
Dias longos de reflexão, de escuta e de silêncio.
Um tempo de paz, não como ausência de conflitos, mas como possibilidade de ouvir o que existe dentro de nós.
Na psicanálise, escutar também é uma forma de cuidar: dar espaço às palavras, aos sentimentos e até aos silêncios que tantas vezes tentamos esconder.
Que esta primavera nos inspire a olhar para dentro com mais delicadeza, compreender nossas histórias e deixar ir aquilo que já não precisa permanecer.
Cleide Regina Scarmelotto
